quinta-feira, 17 de março de 2016

-"Veja se sabe escrever em "bom português"



Será que sabe mesmo escrever “em bom português”?...


Atazanar: O verbo correto é “atenezar” e não “atazanar” ou ainda “atanazar“. “Atenezar” significa apertar com uma tenaz e, por extensão do sentido, afligir, atormentar ou angustiar.
Catrapázio: A palavra certa é “carpácio”, que significa uma carta ou uma mensagem muito grande. Em sentido figurado, o termo pode ainda ser usado para descrever um livro ou material de leitura volumoso e muito aborrecido.
Mal e porcamente: A expressão original é “mal e parcamente”, e não “mal e porcamente”.
Ovelha ranhosa: À semelhança de “mal e porcamente”, a expressão “ovelha ranhosa” também começou por ser bastante diferente. A expressão idiomática original é “ovelha ronhosa” porque, como explica Manuel Monteiro, vem de “ronha” e não de “ranho”.
Pelos vistos: A expressão correta é “pelo visto”, sendo que “visto” é o particípio passado do verbo “ver”. Assim, “pelo visto” é sinónimo de “pelo observado” ou “pelo verificado”, também particípios passados.
Piar fino: Fiar fino”, “fiar mais fino” ou “fiar muito fino” — e não “piar fino”. Herberto Helder, em A Morte Sem Mestre, diz “que ele próprio ia pagar com a vida por essas outras razões, mas que logo ressuscitaria e depois é que todos veriam como tudo ia fiar mais fino“.
A expressão surge também referida em vários dicionários, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporâneo, da Academia das Ciências, como sinónimo de “exigir esforço, cautela e minúcia”.
Por portas e travessas: A expressão correta é “por portas travessas”, sendo que “travessas” é um adjetivo e não um substantivo.
Portugal dos Pequeninos: Apesar de ser conhecido como “Portugal dos Pequeninos”, o parque temático de Coimbra chama-se “Portugal dos Pequenitos”.
Rebaldaria: Uma “rebaldaria” é, na verdade, uma “ribaldaria“. O termo vem do francês antigo “ribalt” (“ribaud” no francês atual), que quer dizer patife, malandro ou libertino.
Salganhada: A palavra correta é “salgalhada”. De acordo com Manuel Monteiro, o termo vem de “salgar” e significa trapalhada, confusão ou mixórdia.



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