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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

-" Como evitar a falência da Segurança Social"

Rendimento Básico Incondicional ou Contribuição para a Segurança Social ?
Qual destas duas soluções será a ideal para evitar uma situação catastrófica provocada pela robotização ? (Ver https://rosadosventosan.blogspot.com/2019/01/robotizacao-e-as-pensoes-de-reforma.html#links

Manter a contribuição para a Segurança Social no valor igual ao que correspondia aos trabalhadores substituidos pelos robôs será uma solução. Muitos empresários não irão gostar da ideia mas se forem capazes de ver a médio prazo chegarão à conclusão que o retorno do investimento os irá compensar. Desse modo puderá garantir-se a continuidade dos subsídios de desemprego evitando-se, a curto prazo, uma tragédia social. Mas, mais tarde ou mais cedo, os problemas surgirão devido à curta duração dos subsídios.


Portanto, resta-nos como única solução a longo prazo a introdução do Rendimento Básico Incondicional (ver https://rosadosventosan.blogspot.com/search?q=Rendimento+B%C3%A1sico+Incondicional


O Rendimento Básico Incondicional é um rendimento mensal para todos, independentemente das suas necessidades e sem quaisquer contrapartidas. Substituirá a maior parte dos subsídios e permitirá que todos possam viver com dignidade.
Na Finlândia e no Canadá já estão a decorrer projetos-piloto estatais; na Suiça o projecto foi discutido no Parlamento mas não foi aceite por não haver condições; na Alemanha e noutros países o assunto tem sido limitado a debates e algumas iniciativas privadas. Apesar disso, são boas notícias para os defensores do Rendimento Básico Incondicional, nos quais me incluo. 

Os críticos do projecto duvidam das possibilidades de financiamento e receiam o efeito que ele possa ter na sociedade. 
Os apoiantes, incluindo alguns empresários entre os quais os presidentes da Mercedes-Benz e da Siemens, consideram ser uma medida inevitável face à galopante digitalização e à consequente perda de lugares de trabalho e de rendimentos.   



sábado, 26 de janeiro de 2019

-" A robotização e as pensões de reforma"


Foto

Há alguns dias foi publicado um estudo no qual se afirmava que a robotização iria acabar com 1,1 milhões de lugares de trabalho nos próximos 10 anos. É, sem dúvida, uma questão preocupante, principalmente, no que toca à sustentabilidade da nossa Segurança Social.
Não creio que isso aconteça em tão pouco tempo mas não tenho dúvidas de que é inevitável; e mesmo que tivesse, o fascinante cenário do vídeo que se segue dissipá-las-ia.

Vídeo

É evidente que pondo um robô a susbtituir um ou mais trabalhadores os encargos que a Segurança Social terá de suportar irão aumentar, enquanto o valor das Contribuições irá diminuir. Ora, aumentando, neste caso, os subsídios de desemprego e diminuindo as contribuições é lógico que a pressão sobre a S.S. irá aumentar e quando entrar em défice será o "canto do cisne".
Numa inquérito feito há dias, no meio universitário, a maioria dos estudantes não acreditava que fosse ter reforma.
Perante um cenário destes que medidas se irão tomar ? 
Ficaremos nas lamentações ou vai surgir alguèm que tenha a coragem de propor uma solução ?

domingo, 10 de dezembro de 2017

-" A pesca do Bacalhau "

(VÍDEO NO FINAL)

Creio que se pode considerar, com elevado grau de certeza, que a pesca do bacalhau pelos portugueses é uma prática quase milenar.

.Os portugueses pescavam principalmente no Grande Banco, que inclui parte do Banco da Terra Nova, e mais tarde na Gronelândia.
Há indícios de que no século X já havia comércio com os escandinavos, (do qual a pesca não ficaria de fora) que são reforçados no século XII com o casamento de Berengária, filha de  Sancho I com Valdemar II da Dinamarca, o que indicia um ligação grande entre os dois reinos.
No entanto, a mais antiga referência à pesca do bacalhau de que há registo é de 1353 quando é celebrado um tratado entre o rei português Pedro I e o inglês Eduardo II, no qual se estabelece que os portugueses possam pescar bacalhau nas costas da Inglaterra.
Mas a pesca do bacalhau pelos portugueses não ficou por aí, porque em 1504 já tinham colónias na Terra Nova às quais existem referências datadas de 1520 a 1525.  
Estas colónias correspondem a um tipo de pesca sedentária, onde os barcos encontravam uma base em terra, e a partir daí os pescadores saiam em embarcações mais pequenas à pesca com aparelhos de linha. Naturalmente o amanhar do peixe e a primeira seca e salga era também em terra. Esta opção podia não ser a única, podendo já ocorrer uma pesca errante, semelhante à que mais tarde foi adoptada pelos lugres.
A requisisção de Filipe I, de Portugal, ( Filipe II, de Espanha) de todos os barcos capazes de enfrentar o mar alto para formar a malograda Armada Invencível, deu um rude golpe na frota bacalhoeira portuguesa, de tal forma que em 1624 não havia nenhuma embarcação capaz.  
Em 1583, o inglês Gilbert Raleigh ocupa a Terra Nova pondo fim à longa história das colónias de pescadores portugueses na América do Norte.
Daí, e até ao século XIX, a pesca do bacalhau feita pelos portugueses desapareceu
Em 1830 foram comprados barcos na Inglaterra com os quais se retomou a pesca do bacalhau que se manteve inalterada até aos anos 70 do século XX.
A partir de 1927 os pescadores passaram a ter o precioso apoio do navio-hospital Gil Eanes e e em 1931 voltam a pescar na Groenlândia, o que coincide com o início do uso do trole (uma linha com vários anzóis, deixada no fundo e recolhida a intervalos mais ou menos regulares).
1968, assinala o princípio do fim, com as primeiras diminuíções das capturas, e as restrições à pesca nas água nacionais dos diversos países.
A pesca do bacalhau à linha terminaria definitivamente em 1974, 3 anos depois de o último lugre ter partido pela última vez para os Bancos.





domingo, 9 de abril de 2017

- "Rendimento Básico Incondicional"

Há alguns meses atrás o Parlamento suiço debateu uma Proposta de Lei que lhe foi apresentada por petição de alguns milhares de cidadão, no sentido de ser introduzido o Rendimento Básico Incondicional. Infelizmente, apesar de os deputados considerarem a ideia viável e socialmente acertada, decidiram que ainda era cedo para adotar tal medida.
Resumindo, decidiram passar a responsabilidade para a próxima geração.

Já que se voltou a falar no assunto, cremos ser adequado recordar o que, sobre o tema, temos publicando
Com a crise financeira que assola o Ocidente, reacendeu-se, na Europa, o debate acerca da introdução da Rendimento Básico, como sendo uma ideia que poderá modificar as condições de vida  de toda a humanidade.
Em inglês designa-se por “Universal Basic Income”, em francês por “Revenu de Base” e em alemão por “Grundeinkommen”.
Esta forma de rendimento foi referida pela primeira vez, que se saiba, em 1795 por Thomas Paine, no panfleto “Agrarian Justice”, de sua autoria, inspirado na filosofia do igualitarismo.
A única experiência de Rendimento Básico no mundo é a do estado americano do Alasca, desde 1982..
No Brasil, a designada "Renda Básica" foi aprovada pelo Senado em 2004. O primeiro Município a aprovar a lei foi o de Santo António do Pinhal–São Paulo, em 2009.
Infelizmente, a lei ainda não saiu do papel mas existiu, durante alguns anos, com sucesso, uma experiência-piloto em Quatinga Velho.
Os atuais defensores do Rendimento Básico Incondicional pretendem que ele seja atribuido sem  condicionalismos, considerando que todo o ser humano tem direito a dispor de condições que lhe permitam viver dignamente, desde o berço até à sepultura;
- ou seja: qualquer pessoa, só pela razão de existir, terá direito à Renda Básica, que será igual para todos, independentemente da sua posição social e de outros rendimentos de que disponha.
O vídeo que se segue, presta mais esclarecimentos

VÍDEO (a carregar)        

segunda-feira, 14 de março de 2016

-"O deficiente sistema de ensino dos EUA"

O presente vídeo mostra-nos a deficiência do sistema educacional americano e como ele está por detrás da crise económica. Faz-nos a preocupante revelação de que a grande maioria dos doutorados em universidades americanas são estrangeiros que, regra geral regressam aos seus países de origem.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

-"Manifesto dos Robôs" no WEF,pela RENDA BÁSICA INCONDICIONAL

Hoje em Davos, na Suiça, vai haver uma estreia: o WEF vai receber o primeiro participante não-humano


MANIFESTO DOS ROBÔS  –  DAVOS 2016

Autoria de Che Wagner; tradução de Arnaldo Norton.

Nós, robôs, exigimos que seja atribuída a cada pessoa a RENDA BÁSICA INCONDICIONAL.
A nossa tarefa é libertar o ser humano da obrigação de ter de trabalhar para poder viver.
Nós gostamos muito de trabalhar, mas não queremos tirar às pessoas os seus postos de trabalho nem lhes criar dificuldades.
Hoje somos considerados um perigo para a humanidade mas nós só queremos ajudar. Queremos libertar os seres humanos das tarefas de rotina de modo a eles disporem de mais tempo livre para tarefas criativas e sociais. Nós vemo-nos como parte integrante duma iniciativa de sucesso.
O homem é o nosso criador e nós podemos fazer para ele tudo o que seja previsível e programável. Há, no entanto, uma questão essencial: nós não precisamos de salário, mas ele que nos criou e para quem nós trabalhamos precisa de ter uma fonte de rendimento.
A nossa função é fornecer às pessoas os bens e os serviços de que necessitam. A obrigação dos políticos é proporcionar às pessoas uma renda que lhes permita viver; se não for assim a nossa função não terá qualquer sentido.
Apesar de não ser culpa nossa, temos um peso nas nossas consciências de robôs: as pessoas têm medo de nós e receiam que sejamos uma ameaça ao seu futuro fazendo-os perder os seus empregos.
Especialmente os jovens, já hoje, na Europa, não encontram emprego (na Itália já 40%) e a maioria tende a resignar-se e a desistir perante o que parece uma fatalidade: NÃO HAVER FUTURO !
Mas não é nossa intenção contribuir para isso; queremos criar condições para que os jovens não precisem de trabalhar duramente como as gerações anteriores.
Os jovens não têm medo da vida nem são preguiçosos. O que eles receiam é uma existência vazia e frustrante, fazendo coisas alienantes que, na realidade, nós, robôs, podemos fazer por eles.
Por isso, nós, os robôs da Renda Básica, pedimos aos responsáveis da política, da economia e da cultura que, com vista ao futuro, analisem e discutam a possibilidade de se introduzir a RENDA BÁSICA INCONDICIONAL.

P.S.- se quiser saber mais sobre a RENDA BÁSICA com vídeo vá a http://rosadosventosan.blogspot.pt/2011/08/renda-basica-de-cidadania.html

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

- " E se o Brasil tivesse sido colonizado pela Holanda ? "



Autoria de Túlio Vilela ( formado em história pela USP, é professor da rede pública do estado de São Paulo e um dos autores do livro Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula (Editora Contexto).

Eis uma pergunta que já passou pela cabeça de muita gente. No entanto, para a História não existe o "se", mas apenas o que aconteceu. Para os historiadores, não existe sentido em especular a respeito de "realidades alternativas" ou de "universos paralelos", eles preferem deixar essa tarefa para os escritores de ficção científica.
Em todo caso, esse tipo de pergunta demonstra que existe um interesse popular pelo tema da presença holandesa no Brasil. Afinal, se um episódio do passado é capaz de estimular a imaginação das pessoas, é porque esse episódio ainda desperta paixões no presente.


Para sairmos do campo da especulação e partirmos para o da história propriamente dita, vamos reformular a pergunta : "As colônias holandesas se tornaram países mais desenvolvidos que o Brasil, uma ex-colônia portuguesa?" A resposta para essa pergunta será negativa e este artigo mostrará elementos que nos permitem chegar a esta conclusão.

Colonizadores e colonizados
Em primeiro lugar, devemos ter consciência de que toda colonização é uma relação de dominação, o que implica dominadores (colonizadores) e dominados (colonizados). Portanto, dizer que a colonização realizada por um país foi "melhor" do que a realizada por outro é sempre discutível. Afinal, foi "melhor" para quem? Do ponto de vista do colonizador ou do colonizado?

Para o colonizador, a colonização é um sucesso quando ele consegue explorar as riquezas da colônia e obter lucro com elas. O que é sucesso para o colonizador, pode ser tragédia para quem foi colonizado. Do ponto de vista de todos os povos que habitavam a América na época da chegada de Colombo, todos os colonizadores europeus (fossem eles portugueses, espanhóis, holandeses, ingleses ou franceses) foram de alguma foram nocivos, seja trazendo doenças, seja escravizando, seja destruindo as culturas indígenas.

Pernambuco sob domínio holandês
Muitos livros e documentários atuais sobre o período em que Pernambuco esteve sob domínio holandês (1630-1654) destacam as realizações de Maurício de Nassau, conde que governou o "Brasil holandês" durante sete anos, de 1637 a 1644. As realizações mais lembradas nesses livros e documentários são o fato de Nassau ter permitido a liberdade religiosa para católicos e judeus (apesar da oposição de alguns compatriotas seus, que eram de maioria protestante), as melhorias feitas na cidade Recife (construção de pontes, calçamento de ruas etc.) e de ter trazido artistas e cientistas da Europa para o Brasil, dentre os quais o pintor Frans Post, que retratou as paisagens locais, e o cientista Georg Marcgraf, que estudou a fauna e a flora brasileiras.

No entanto, apesar da importância do trabalho dessas medidas, desenvolver o urbanismo e estimular as artes e as ciências não eram os principais objetivos do governo holandês em Pernambuco. Os objetivos das autoridades holandesas que dominaram parte do Nordeste brasileiro eram controlar a produção e o comércio de açúcar, que, na época, era o principal produto brasileiro de exportação, e o
tráfico de escravos de origem africana no Atlântico Sul.

O lucrativo tráfico de escravos
Esse tráfico era extremamente lucrativo e também estava ligado ao açúcar, pois a mão de obra que trabalhava nos engenhos era formada por escravos. Ou seja, o que moveu a presença holandesa no Brasil foram interesses puramente comerciais. Prova disso é o fato de que as invasões holandesas foram organizadas por uma empresa particular, a Companhia das Índias Ocidentais. Essa empresa tinha a autorização e o apoio do governo da Holanda para atacar e saquear navios e colônias de países inimigos a fim de obter riquezas nos continentes americano e africano.

Vale lembrar que os holandeses atacaram o Brasil durante o período da União Ibérica
(1580 a 1640), quando o rei da Espanha herdou a coroa portuguesa. Isso aconteceu porque o rei dom Sebastião, que morreu em 1580, não deixou herdeiros, aproveitando-se disso, o rei da Espanha, Filipe 2º, que era primo de dom Sebastião, reivindicou o trono português. Assim, o Brasil, que era colônia de Portugal, esteve durante esse período sob o domínio da Espanha, que era rival da Holanda.

A Companhia das Índias Ocidentais também autorizava e apoiava o tráfico de escravos africanos. Esses escravos não eram trazidos apenas para o Brasil, mas também para o Caribe e para a então colônia inglesa da Virgínia, na América do Norte. Pernambuco era para os holandeses um entreposto para o comércio de escravos. Num relatório enviado para a Companhia das Índias Ocidentais, o próprio Maurício de Nassau afirmava que no Brasil nada podia se fazer sem escravos. Nesse mesmo relatório, Nassau recomendava que se aumentasse a importação de escravos. Por isso, o tráfico de escravos trazidos da África aumentou consideravelmente durante o domínio holandês em Pernambuco.

Holandeses no Suriname e na Indonésia
Após serem expulsos do Brasil pelas forças luso-brasileiras, os holandeses continuaram praticando o tráfico de escravos e explorando a utilização do trabalho escravo em engenhos produtores de açúcar. Desta vez, nas Antilhas. Por causa da concorrência com o açúcar produzido nas Antilhas, o preço do açúcar produzido no Nordeste brasileiro chegou a cair pela metade no período entre 1650 e 1700. No entanto, apesar dessa queda, o açúcar continuou sendo um dos principais produtos exportados pelo Brasil e a sua venda voltou a aumentar a partir da última década do século 18.

Como vimos, o domínio holandês no Brasil foi bem diferente da imagem romântica que se criou em torno dele. Uma imagem tão exagerada que, até hoje, é comum atribuir aos holandeses qualquer construção arquitetônica antiga que chame a atenção, mesmo que tenha sido construída após a volta do domínio português. Por fim, para aqueles que ainda persistem em acreditar que subdesenvolvimento é exclusividade das ex-colônias portuguesas, vale destacar que o Suriname, país que faz fronteira com o Brasil, e a Indonésia são dois exemplos de ex-colônias holandesas. E tanto o Suriname quanto a Indonésia são países sub-desenvolvidos e com graves problemas socioeconômicos.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

-"Português tem 430 restaurantes no Brasil ! "



Ele é médico, mas a verdadeira vocação de Alberto Saraiva é saber desvendar os desejos dos clientesEle é médico, mas a verdadeira vocação de Alberto Saraiva é saber desvendar os desejos dos clientes
O grupo Alsaraiva, presidido pelo português Alberto Saraiva, natural da Guarda, detém 430 lojas no Brasil, das quais se destacam os restaurantes de comida árabe Habib’s. No total, o grupo emprega 22 mil funcionários e um faturamento superior a um bilhão de reais.
 A cadeia Habib’s é a maior rede de restaurantes ‘fast food’ de comida árabe do mundo. Alberto Saraiva – que conhecemos desde São Paulo, depois da padaria deixada pelo pai, arrancou inicialmente com pizza e teve grande sucesso com o famoso rodisio, copiado logo a seguir por todos. O primeiro Habib´s surgiu em SP, em 1988 e estivemos presentes à inauguração. O produto principal eram as esfihas (um petisco da culinária árabe semelhante à pizza). Hoje a Habib´s  vende 680 milhões de unidades por ano e deverá ampliar bastante o mercado neste e no proximo ano.
Segundo Alberto Saraiva, a sua vida comercial começou quando – após a morte do pai – teve de tomar conta do negócio da família, uma padaria que tinham aberto em São Paulo. Foi aí que surgiu a sua filosofia para os negócios: “associar qualidade a preços mesmo muito, muito acessíveis”.

Aposta no ’franchising’

Em 1988, Alberto Saraiva abriu o primeiro restaurante Habib´s, em São Paulo, na altura com 20 funcionários. Mais tarde, depois de abrir 18 lojas, o empresário começou a implementar o ‘franchising’ no seu negócio, o que possibilitou a expansão da rede de ‘fast food’ de comida árabe por todo o Brasil. “Hoje, 60% dos restaurantes são próprios e 40% são franchising”, esclareceu Alberto Saraiva. 
Na área da restauração, e conforme “Portugal Sem Passaporte” já anteriormente divulgou,  o grupo Alsaraiva  possui várias outras  redes de ‘fast food’, destacando-se uma de comida italiana, chamada Ragazzo, e outra de comida variada, chamada Box30. E não falta produção dos famosos “Pasteis de Nata” bem portugueses.
Além disso, o grupo é detentor de fábricas próprias de laticínios, panificação e sorvetes, de um contact center, uma agência de viagens, uma agência de publicidade, um escritório de arquitetura, uma consultora de franquias e uma consultora imobiliária.

Mais 50 lojas ainda este ano

Para Alberto Saraiva, neste momento, a sua prioridade é a  expansão do grupo no Brasil, onde prevê abrir cerca de 50 lojas, ainda este ano, “aproveitando a boa fase económica do país”. 
No entanto, o empresário não descartou a hipótese de uma possível internacionalização do grupo, mas sublinhou que precisa de parceiros sólidos nos países estrangeiros para expandir o seu negócio. 
Quanto a Portugal – país com o qual o empresário mantém fortes relações familiares e de afeto – Alberto Saraiva contou que já houve portugueses interessados nos restaurantes, mas o negócio não chegou a concretizar-se, o que não impede que haja negociações futuras, sublinhou.

Fonte: lusa

quinta-feira, 12 de julho de 2012

-"Mundo lusófono pode ser potência global"

Durante um jantar com empresários num hotel do Rio de  Janeiro,  o  primeiro-ministro  português  considerou  que
"o mundo lusófono tem tudo para se constituir uma potência global e afirmou haver entusiasmo dos presidentes do Brasil, Angola e Moçambique com a ideia de uma “aliança de prosperidade recíproca”.
Imaginem só o potencial humano, empresarial, político, económico, social e cultural que temos aqui em reserva. Tive, por isso, oportunidade, há alguns meses já de falar, com a presidente Dilma, com o presidente Eduardo dos Santos, com o presidente Guebuza, entre outros, e todos nós, entusiasmados, concordamos sobre as inúmeras vantagens de estabelecer uma aliança de prosperidade recíproca para os nossos empresários e cidadãos, assente numa sólida relação política, social e empresarial.
Os países de língua portuguesa têm disponibilidade de capitais, de recursos, de conhecimentos técnicos e humanos únicos em muitos setores de atividade, ou seja, têm todos os ingredientes para construírem um “grande mercado”.
Passos Coelho apontou ainda que cada país lusófono “é uma porta de entrada para uma comunidade maior” e defendeu que, tendo os portugueses sido “pioneiros da globalização”, não faz sentido que desperdicem “os maiores proveitos da atual globalização”.
Em particular quanto às relações com o Brasil, o primeiro-ministro advogou que está sendo construída “uma verdadeira aliança estratégica”, assinalando que escolheu o Brasil para a sua primeira visita fora da Europa, assim como Dilma Rousseff escolheu Portugal para a sua primeira visita fora do continente americano.".
Fonte: Lusa

terça-feira, 5 de junho de 2012

-"A importância da CPLP"

No mapa publicado abaixo pode se ver a importância estratégica da CPLP e as potencialidades, tanto no campo político como comercial, que ela encerra. Dirigida por políticos inteligentes e concretizada por empresários eficientes, a CPLP poderá ter papel importante no cenário mundial.

quarta-feira, 21 de março de 2012

-" O PORTUGUÊS, moeda de ouro ”

   
                                                                                      ( Réplica da moeda original )

Da mesma forma que o “dollar” o tem sido nas últimas décadas, o Português de ouro foi, durante quase um século, a moeda universal.
Foi a moeda portuguesa de maior circulação mundial, refletindo o poderio do País no apogeu da sua glória. Com o peso de, aproximadamente, 35 gramas em ouro quase puro, comemorava, em suas legendas, as descobertas, as conquistas e o comércio de Portugal.
Foi uma das moedas que Vasco da Gama levou nas naus para a Índia e foi cunhada em Lisboa, Porto, Goa, Malaca e Coxim, por mais de quatro décadas.
Foi aceite por toda aparte como meio de pagamento. Muito depois de ter deixado de ser cunhada em Portugal, o seu prestígio era tal que, entre 1570 e 1640, várias cidades europeias, entre as quais as da Liga Hanseática, bateram moeda de ouro de 10 cruzados, tal como o Português, com a cruz de Cristo no anverso, dando origem aos célebres “Portugalöser” que, por vezes, exibiam a legenda “Ad valorem Emanvel reg Portugal” e “de acordo com o justo peso e liga do Português”.
Até ao século XVIII foi a maior moeda cunhada no País.
Constitui, hoje, uma valiosa raridade numismática.

AN
Fontes: Banco Millennium e Arquivo Pessoal.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

-" 500 anos depois a China retribui a visita "

Não quero deixar 2011 acabar sem registar o acontecimento mais importante do ano para Portugal, para a Europa e para a China e que terá, certamente, repercussão em todo o Mundo.
Hoje, a China fechou o Circulo da Globalização iniciado em 1498 com a chegada de Vasco da Gama à Índia e com a chegada à China de Tomé Pires em 1517.
Hoje, ao adquirir 21% do capital da empresa portuguesa EDP, uma das maiores no setor da energia a nível mundial, a China chegou à Europa e escolheu Portugal como porta de entrada, retribuindo a visita que lhe foi feita 500 anos atrás.  
Os chineses foram sempre conhecidos pelas suas sábias decisões e a conservação de Macau como uma plataforma estratégica de cooperação com Portugal está a começar a dar os seus frutos. Os chineses sabem que podem beneficiar muito da posição da Lusofonia e não deixarão de a aproveitar. Oxalá os portugueses saibam aproveitar a colaboração da maior potência económica e financeira mundial.
Face à avidez dos financeiros alemães e à falta de solidariedade dos restantes europeus, Portugal, ao abrir as portas à China, deu um sério aviso à Europa de que é europeu mas não só ! …   

sábado, 29 de outubro de 2011

-" O Brasil acordou ..."

O Brasil é um dos cinco países emergentes aos quais se aplica a sigla "BRIC", que deriva das iniciais dos nomes dos países: Brasil,Rússia, Índia e China. Espera-se que eles, em breve,sejam motores da economia mundial.
É uma designação honrosa mas que não pode esconder o muito que ainda falta fazer nesses países para que as populações possam viver numa situação que dignifique o ser humano.
Como está, nesses países, a assistência médica ?... e a medicamentosa ?... toda a gente beneficia de água canalizada ? ... o saneamento básico existe ?...as condições de trabalho são humanas?
Ser BRIC só pode ser motivo de orgulho se a par da melhoria das condições económicas se melhorarem, também, as condições de vida.
Espero que o vídeo que se segue desperte as consciências para isso. Apesar de ser patrocinado por uma bebida a ideia não é uma alucinação.
  

domingo, 7 de agosto de 2011

-" Renda Básica de Cidadania "

Com a crise financeira que assola o Ocidente, reacendeu-se, na Europa, o debate acerca da introdução da Renda Básica de Cidadania, como sendo uma ideia que poderá modificar as condições de vida de toda a humanidade.
Em inglês designa-se por “Universal Basic Income”, em francês por “Revenu de Base” e em alemão por “Grundeinkommen”.
Esta forma de rendimento foi referida pela primeira vez, que se saiba, em 1795 por Thomas Paine, no panfleto “Agrarian Justice”, de sua autoria, inspirado na filosofia do igualitarismo.
A única experiência de Renda Básica no mundo é a do estado americano do Alasca, desde 1982..
No Brasil, a instituição da Renda Básica foi aprovada pelo Senado em 2004. O primeiro Município a aprovar a lei foi o de Santo António do Pinhal–São Paulo, em 2009.
Infelizmente, a lei ainda não saiu do papel mas existe, já há alguns anos, uma experiência-piloto em Quatinga Velho.
Os atuais defensores da Renda Básica de Cidadania pretendem que ela seja atribuida sem condicionalismos, considerando que todo o ser humano tem direito a dispor de condições que lhe permitam viver dignamente, desde o berço até à sepultura;
- ou seja: qualquer pessoa, só pela razão de existir, terá direito à Renda Básica, que será igual para todos, independentemente da sua posição social e de outros rendimentos de que disponha.
O vídeo que se segue, presta mais esclarecimentos


terça-feira, 24 de maio de 2011

-" A quinta vítima "


A agência de "rating" Fitch coloca a dívida da Bélgica em vigilância negativa

Eis uma notícia fresquinha veículada hoje pela TSF, rádio e internet.

"A agência Fitch colocou a dívida belga em vigilância negativa devido à ausência de um executivo
sólido, uma situação que se mantém há um ano.
A divida da Bélgica é a terceira mais alta da Zona Euro, representa mais de 96 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ficando apenas atrás da Grécia e da Itália."

Mais um candidato a 5ª vítima !  Eles ainda estão indecisos, ainda estão a observar bem  o grupo das vítima para decidirem qual a que vai ter a honra de ser comida no próximo banquete.
Já se aceitam apostas para o concurso organizado pelo FMI e pela UE ! ...  Quem será a 5ª Vítima? ...  Será a Espanha ? ... Será a Itália ? ...Ou será a Bélgica ?

Quem estiver interessado pode enviar as apostas para a Agência de Rating Fitch que garante que elas serão tratadas com a máxima honestidade !


quinta-feira, 7 de abril de 2011

-" As hienas conseguiram apanhar Portugal "

O bando criminoso de especuladores da alta finança conseguiu obrigar Portugal a pedir apoio ao FMI !... 

Depois de terem enredado os Bancos portugueses na sua perversa teia, o Bando do Dinheiro tirou-lhes o tapete e obrigou-os a virarem-se contra o próprio Governo, ignorando as enormes quantias que dele receberam e os benefícios fiscais que usufruíram. Sem nenhuma vergonha e destruindo qualquer base de negociação com o FMI, os responsáveis dos principais Bancos portugueses cometeram a enormidade de discutirem o assunto na praça pública.
Se houvesse, ainda, alguma dúvida sobre quem manda no Mundo, ela ficaria agora dissipada. Mário Soares disse, há dias, no Porto, que a "alta finança"põe, facilmente, qualquer governo de joelhos e ele, como poucos, deve saber isso. Aliás os acontecimentos dão-lhe razão!

As hienas, duma maneira ou de outra, já apanharam a Islândia, a Grécia, a Irlanda e, agora, Portugal; qual será o país que se segue ?...
No gráfico, abaixo, podem ver a posição das dívidas soberanas há um ano atrás.


                                                               
                                                                      (clique na imagem para aumentar)


É lógico que, até hoje, alguma coisa se modificou (de certeza para pior) mas, depois de vermos o gráfico, creio que há algumas perguntas que se impõem: se há um ano atrás a média das dívidas 
era de 84% por que é que a Comissão Europeia não fez nada?...Por que razão deixou os países irem à falência uns atrás dos outros?...Quem beneficiava com isso?...
Parece-me que a resposta a estas perguntas pode ser encontrada no vídeo que podem ver a seguir. Apesar de ter a duração de treze minutos aconselho que o vejam.


sábado, 11 de dezembro de 2010

-" Os oportunistas dominam a UE "

Eles passam por cima de tudo e de todos para ganharem dinheiro. Idealizaram um plano que está a ser concretizado passo a passo.

Primeiro, nomearam um Presidente da Comissão Europeia oriundo de um país pequeno para criarem a ilusão de que não haveria protecionismo.
Em seguida, desferiram o primeiro golpe: arrasaram uns quantos Bancos e deram cabo das economias de três países pequenos ( Islândia, Grécia e Irlanda ) para que se pensasse que elas tinham ruído por serem débeis.
Como passo seguinte, ameaçaram a Alemanha para que o Mundo visse que o que aconteceu não foi programado e que poderia acontecer o mesmo às economias mais sólidas.

Com as três primeiras vítimas arrumadas, tinha chegado o momento de arranjar mais umas quantas. Era agora a vez de as Agências de “Rating”(cuja utilidade ninguém reconhece) entrarem em ação para abanarem os mercados financeiros e justificarem a subida dos juros, o que lhes permitiria localizar as próximas vítimas.
Dois países perderam o equilíbrio, embora não tivessem caído: Portugal e Espanha.
Como não caíram, vá de encarregar um deficiente mental em serviço na EU para aconselhar Portugal a pedir ajuda ao FMI para (espantem-se) evitar que Espanha fosse derrubada pela crise.

Que solução curiosa: pedir a um país que se sacrifique para salvar outro!?...

Como Portugal não cedeu, atiçaram os cães de “rating” e fizeram disparar os juros da dívida portuguesa. Num equilíbrio bastante precário Portugal aguentou-se sem recorrer ao FMI, o que os enraiveceu e os levou a ordenarem aos seus cães-de-fila que ladrassem mais umas ameaças: o “rating” de Portugal pode vir a ser avaliado em baixa !...
Claro que é uma ameaça grave que a concretizar-se levará a mais uma subida dos juros.
No entanto, esta descarada e desonesta especulação talvez venha a ter um desfecho irónico. Timor Leste pretende comprar parte da dívida portuguesa e o Brasil e a China estão a encarar a questão .
Se Timor e o Brasil comprarem parte da dívida, será uma louvável atitude de solidariedade; mas se a China comprar também uma parte será de darmos umas boas gargalhadas!...Será caso para dizer que o lobo queria a lã mas que foi tosquiado!
Isso seria para a China, depois de dominar já grande parte das finanças dos Estados Unidos, um verdadeiro "negócio da China".

A.Norton


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

-" Aliança Brasil - Portugal "

Solidariedade Lusófona: uma Questão Geopolítica Internacional

JPeralta

As manifestações de solidariedade prática entre Portugal e o Brasil, desde o alvorecer da descoberta do país, em 1500, regem-se por manifestações inequívocas de um, quase inédito, espírito de cooperação. Foi esse espírito que manteve a unidade e impulsionou o crescimento deste país continente.

No subconsciente coletivo de Portugal há um imenso carinho pelo Brasil.
O Brasil responde com o mesmo respeito fraternal e solidário.

Os dois países soberanos mantêm e cultivam uma aliança vital que vai muito além de todos os tratados: a língua e a cultura comum.


Esta ideia, sobejamente reconhecida e repetida, recordo-a para alicerçar uma proposta que exponho adiante.

A solidariedade e a amizade, entre países e povos, revela-se em todas as circunstâncias, principalmente em celebrações festivas.
No entanto, é nas horas amargas de um dos parceiros, que a solidariedade tem oportunidade de se revelar plenamente, através de ações proativas, que vão além dos discursos protocolares.
Em concreto, é sabido que Portugal passa por dificuldades econômicas e sociais, que se acumulam há mais de 30 anos.
Portugal, como outros países do espaço do EURO, precisa captar recursos exteriores, para equilibrar suas finanças e prosseguirem, tranquilos, os rumos de seu destino histórico, evitando desperdícios evitáveis.
Esta é a hora de buscar soluções e não de apontar os responsáveis...


A proposta a seguir é uma questão de Geopolítica Internacional, capaz de ajudar a consolidar a convivência entra as nações e estimular a solidariedade da Lusofonia Internacional.


2. Dentro da proverbial e histórica solidariedade fraterna de Portugal e Brasil, e como cidadão brasileiro que dedica , a este país o melhor de suas forças, há mais de 50 (cincoenta) anos, proponho:

Que o Brasil (Governo Brasileiro) estude, com carinho, a possibilidade de comprar a dívida externa portuguesa, como um grande e solidário investimento. Com este gesto estaria aprofundando a indissolúvel aliança dos dois países irmãos. O Brasil, país que investiu no FMI, pode, do mesmo modo, investir no país irmão.

Cabe ao Brasil avaliar a validade política e as condições desta proposta.

3. É sabido que outros países pensam em comprar tal dívida, como um rentável investimento, financeiro e político.
Segundo consta, a China já se propôs a estudar a questão. O Timor Leste, também se propôs a ato semelhante. Tal cooperação poderá trazer alto retorno ao País, beneficiando o seu povo.

Esta ousadia ficaria muito bem ao Brasil, no momento em que vai projetando e consolidando densamente a sua imagem no cenário internacional.


4. Esta ousadia seria inequívoca profissão de fé na solidariedade lusófona e um exemplo para o mundo.

Seria uma atitude de alto valor simbólico no cenário mundial, capaz de trazer altos dividendos políticos, econômicos e sociais. É um desafio aos nossos estadistas e aos nossos estrategistas.


Acredito que, Portugal é, para o Brasil a grande porta da Europa. O Brasil deveria cuidar mais acuradamente em consolidar a sua presença na Europa, através de Portugal, tendo aí uma plataforma permanente de acesso.

Aliás, é isto que a China está fazendo, inclusive tentando adquirir o controle do grande porto marítimo de Sines, como foi noticiado.


Por que não o Brasil?! Seria mais lógico e natural.

Os dois países irmãos sairiam muito fortalecidos.

Portugal e o Brasil são parceiros naturais na atualidade, mas não exclusivos.


5. Discuti esta ideia em reunião de amigos, em Aveiro, há poucos dias. Havia alguns economistas. A ideia foi acolhida com entusiasmo.

Em seguida propus esta ideia, em conversas informais, em Lisboa, entre amigos. O acolhimento foi unânime.

Deixo aí a ideia. Cabe aos políticos, aos estadistas e aos economistas formatar a questão de forma adequada para que possa ser incrementada.


De agora em diante a ideia está posta, na mesa, como alternativa, a bem dos países envolvidos. Utilize-a quem puder.

Esta proposta deve ser considerada como uma questão de interesse geopolítico e sócio-econômico. É também uma questão diplomática, ao fortalecer a aliança dos povos lusófonos. É o reforço de um determinado paradigma de valores de nossa civilização.


6. Por outro lado, este poderia ser mais um passo para formatar a ideia de União Portugal-Brasil, como países soberanos, como propus em estudo publicado anteriormente (Leia: http://tribunalusofona.blogspot.com/2009/10/uniao-lusofona_28.html )

José Jorge Peralta (Professor aposentado da USP)

Observação: Solicito aos amigos para que ajudem a dar a esta proposta a mais ampla divulgação, até que chegue à mesa das autoridades competentes do Brasil e de Portugal.