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sábado, 20 de janeiro de 2018

-" Os Espigueiros "











Os espigueiros, canastros ou caniceiros, conforme os materiais uilizados na sua construção, além de serem um celeiro onde o lavrador guarda as espigas de milho, constituem verdadeiras obras de arte popular. São parte valiosa do património cultural português de grande interesse etnográfico.

Para além da sua utilidade, os espigueiros têm uma elevada carga simbólica, quase como sacrários, onde se guarda o alimento para o ano inteiro que se procura proteger contra todos os males recorrendo à implantação de uma cruz.


A função do espigueiro é a secagem das espigas protegendo-as da humidade e de pássaros, ratos, insetos e formigas, o que determina a sua forma de construção.  
Encontram-se ainda bastantes no Norte de Portugal e na Galiza.





terça-feira, 5 de novembro de 2013

-"As fantasias acerca da Gallécia do Sul"



Tem-se verificado, em certas páginas do Facebook, algumas declarações por parte de galegos, com o apoio de alguns portugueses, que não hesitam em usar frases tais como: “Portugal é a Gallécia do sul”, “Portugal foi feito por galegos”, “o galaico-português não existe, é galego”, “ e mais idênticas fantasias.
Embora seja difícil acabar com estas manifestações “patrioteiras” espero que os textos e mapas que se seguem façam com que os que os lêem reflitam sobre a falta de rigor daquilo que afirmam e que sejam mais cuidadosos no futuro.


Historicamente é ridículo exaltar o episódico reino suevo esquecendo que, anteriormente, já havia povos na Península com os os seus costumes e com a sua língua. Além de que, os visigodos absorveram os suevos e todos os outros povos, impondo a sua lei que só a eles reconhecia a nobreza e regalia de usar arma e de guerrear.
Portanto, será bom que se perceba que a reconquista foi feita, a partir de Covadonga, comandada pela nobreza visigoda.

Suevos, Visigodos e Mouros
Os vestígios visigóticos em Portugal e no resto da península incluem várias igrejas e descobertas arqueológicas crescentes, mas destaca-se também a notável quantidade de nomes próprios e apelidos que deixaram nestas e noutras línguas românicas. Os visigodos foram o único povo a fundar cidades na Europa ocidental após a queda do Império Romano e antes do pontuar dos carolíngios. Contudo o maior legado dos visigodos foi o direito visigótico, com o Liber iudiciorum, código legal que formou a base da legislação usada na generalidade da Ibéria cristã medieval durante séculos após o seu reinado, até ao século XV, já no fim da Idade Média.




Até conquistar o domínio sobre toda a península ibérica, os visigodos enfrentaram suevos, alanos e vândalos, grupos de guerreiros germânicos que haviam ocupado a região desde antes de sua chegada. A unidade do reino teria sido completa já durante o reinado de Leovigildo.

Além disso, durante o século VIII, os árabes dominaram toda a península ibérica a não ser as Astúrias. Esse fato foi fatal para os muçulmanos, uma vez que a Cruzada da Reconquista foi feita por cristãos da região.

Mapa das Astúrias
Com a reconquista dos territórios pelos cristãos, descendentes dos godos, que se refugiaram na região das Astúrias, no norte da península, o nome al-Andalus foi-se adequando ao cada vez menor território sob ocupação árabe-muçulmana,


Território muçulmanos no ano 1000


A Península Ibérica em 1210

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

-" O Fado na Galiza "

"...hei de te cantar esta noite, do fundo da minha alma, nesta língua tão formosa, que nem o Minho separa"

A fadista galega Maria do Ceo canta a beleza da nossa Língua comum



Fonte: vídeo enviado por Canojones.

sábado, 30 de julho de 2011

-" A Galiza na CPLP "

Academia Galega da Língua Portuguesa consegue Estatuto de Observador Consultivo na Comunidade de Países de Língua Portuguesa

Sexta-feira, 22 de Julho de 2011 20:06

XVI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

O Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, na sua XVIII reunião, realizada em Luanda o dia 22 de julho, decidiu conceder a categoria de Observador Consultivo à Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa.

De conformidade com o Regulamento dos Observadores Consultivos, a candidatura da Academia Galega tinha de ser defendida por um dos países integrantes da CPLP. A iniciativa da sua apresentação e patrocínio correspondeu ao Governo da República de Angola, país que vem exercendo a presidência deste organismo internacional.

A Academia Galega recebeu o apoio unânime dos 8 estados integrados na CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Lorosae, vendo compensados os esforços dedicados ao efeito pela Comissão Executiva, com o consenso e contributo de todos os académicos e a colaboração da Associação Cultural Pró AGLP.

A decisão ora adotada é duplamente significativa, por ser a primeira entidade observadora de um país não integrado na sua estrutura, e por tratar-se de uma academia da língua, reconhecendo de facto a Galiza como território de língua portuguesa. Este apoio internacional reforça o protagonismo do processo de reintegração linguística galega, que nas últimas décadas vem recebendo um crescente apoio social, podendo converter-se num instrumento importante no processo de recuperação da língua da Galiza, que vem sendo defendida pela sociedade civil articulada num amplo e variado leque de associações e instituições culturais e educativas.

Fonte: notícia enviada pelo nosso amigo Canojones.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

-" A Galiza e a Lusofonia "

O vídeo que abaixo se exibe é altamente aconselhado a todos os leitores que estejam identificados com o problema linguístico e político da Galiza e a todos os que desconheçam que na Galiza e em Portugal se fala a mesma língua.

Nele se refere a importância da Academia Galega de Língua Portuguesa e os Colóquios da Lusofonia de 2011.
Macau acolheu durante este mês de abril (2011) os Colóquios da Lusofonia. A Ásia recebeu aos perto de quarenta inscritos neste congresso organizado pela Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia (AICL). Entre os membros da comitiva oficial, integrada por 17 pessoas vindas dos diversos países de língua portuguesa, estava a Concha Rousia que, para além de representar a AGLP no congresso, foi entrevistada na TDM por Marco Carvalho, tal e como podemos ver no vídeo.

Este colóquio foi possível graças a generosidade e o patrocínio do Instituto Politécnico de Macau (IPM) e ao interesse da China pola nossa língua.

Mais info: http://www.academiagalega.org/info-atualidade/concha-rousia-entrevistada-na-t...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

-" Iberismo ou Ilusismo ?..."

Gibraltar e Olivença, vidas paralelas.

No ano de 1704, as tropas inglesas (aliança austríaca) que participaram na guerra civil espanhola, conhecida como de "sucesión", ocuparam Gibraltar. Foram 15 anos de guerra civil que originaram redução do PIB espanhol e diminuição da capacidade produtiva em cerca de 25%.
A guerra continuou até 1715, apesar de em 1713 se ter celebrado o Tratado de Utrecht, no qual Espanha cedeu ao ingleses, entre outras coisas, Gibraltar a título perpétuo.

Portugal envolveu-se, também, nesta guerra com tropas e dinheiros em apoio do pretendente Bourbon (Filipe de Anjou, apoiado pelo seu avó Luis XIV). Portugal celebrou com os Bourbon um pacto secreto, através do qual, em caso de vitória, teria as seguintes compensações : o território que corresponde ao triângulo que na zona do Tejo se introduz em Portugal (zona toda de cultura lusófona na altura) e outras zonas de fronteira historicamente vinculadas a Portugal (lugares de língua portuguesa) e mais alguns lugares fronteiriços na Galiza.
Ganha a guerra, os Bourbon, num estilo muito castelhano de cumprir pactos quando não teem intenção de cumprir, fizeram tábua rasa do tratado.

Vejamos o que aconteceu a Gibraltar.
Gibraltar passou a pertencer à Inglaterra. Os moradores de Gibraltar são conhecidos pela alcunha de “lhanitos” que continuam a usar e que é comum à dos habitantes de Puerto de Santa Maria, do outro lado da fronteira.
A Inglaterra, respeita em Gibraltar os títulos e méritos espanhois. Garante o culto católico nas igrejas e em Castelhano.... etc. etc….. e em mais de 300 anos de ocupação não há nenhum decreto, norma, ordem ou portaria, que proíba o uso da língua castelhana ou o seu ensino ou que lhe coloque alguma limitação. Isso, apesar de longos períodos de isolamento do resto peninsular, imposto pelos espanhois, o que deu lugar a repovoação com imigrantes extra-peninsulares.
Hoje em Gibraltar todo o mundo fala Inglês, mas praticamente todo o mundo “lhanito” fala em andaluz (variante dialectal espanhola muito distinta da norma padrão castelhana).
Quando o primeiro ministro do “Rochedo” fala para qualquer meio espanhol ou tv, fá-lo numa língua que para os restantes espanhóis é indistinguível da dos moradores do Puerto de Santa Maria.

Vejamos agora, por comparação, o que aconteceu com Olivença.
Olivença é logo ocupada na chamada “Guerra das Laranjas” em 1801. Em 1803 assina-se um tratado sob forte coação, onde Portugal se vê obrigado a ceder Olivença a Espanha. Porém, na Convenção de Viena, após a tempestade napoleónica, essa cedência é anulada e Espanha assina novo tratado no qual se compromete a devolver Olivença a Portugal.
Segundo o modelo espanhol e a sua habitual seriedade, esse tratado não foi e continua a não ser cumprido.
As agressões são constantes:
- A 20 de Fevereiro de 1805, foi decidido suprimir toda e qualquer escola portuguesa de Olivença, bem como o ensino do Português. (Olivença quando da sua ocupação, era a Vila mais populosa da actual Estremadura espanhola superando por ex. a vizinha Badajoz)
- A 14 de Agosto de 1805, as actas da Câmara Municipal passaram a ser escritas obrigatoriamente em Castelhano, o que fez uma vítima: Vicente Vieira Valério. Este, negando-se a escrever na Língua de Cervantes, teve de ceder o lugar a outro. E acabou por morrer à mingua de recursos, personificando um drama cujo desenvolvimento foi frequente para muitos oliventinos.
- As Escolas privadas continuaram a ministrar ensino em Português, até que são fechadas a 19 de Maio de 1813, com o propósito (oficial) "de evitar qualquer sentimento patriótico lusitano".
-Mas, porque eram muitos os oliventinos que queriam que os seus filhos fossem educados na língua materna, continuaram a existir professores particulares para o fazer. O "Ayuntamiento" não hesitou, e proibiram-se "as aulas particulares, sob pena de multa de 20 Ducados", em 1820.
- Em 1840, trinta e nove anos após a ocupação espanhola, o Português foi proíbido em Olivença; inclusivamente, os padres foram proíbidos de usarem, nas igrejas, o português.
- A partir de 1853 estabeleceram-se coimas para quem fosse apanhado na rua falando Português.

Política racista e de desprezo, de humilhação e de segregação, face aos falantes de Português. As autoridades castelhanas chegaram ao ponto de conseguir que a designação “português” fosse sinónimo de desprezo e insulto.

Ninguém espere que os presidentes das Càmaras de Olivença ou de Talega, ao falarem para qualquer meio de comunicação português, sigam o exemplo do seu colega de Gibraltar. Não vão usar a língua de Camões, porque nem a conhecem!...

Eis um bom exemplo para gritarmos "Viva o iberismo"!...
( ou ilusismo ?...),

(Adaptação duma ideia do nosso companheiro Alexandre Banhos, da Galiza.)

Nota:
hoje as coisas estão bastante melhor, graças à ação do Grupo dos Amigos de Olivença que pugnam para que Olivença faça parte da Lusofonia. No entanto, a História é uma grande professora que não podemos esquecer, tanto mais que, factos recentes não deixam que a esqueçamos ! ...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

- " O Plano para Salvar Portugal da Crise "

Passo 1:
Trocamos o “off-shore” da Madeira e a base das Lages, nos Açores, pela Galiza, mas os espanhóis têm que levar todos os nossos políticos.

Passo 2:
Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3.ª maior empresa de vestuário). A indústria têxtil portuguesa é revitalizada. Espanha fica encurralada entre os Bascos e os políticos portugueses.

Passo 3:
Desesperados, os espanhóis tentam devolver os políticos portugueses . A malta não aceita.

Passo 4:
Oferecem também o País Basco. A malta mantém-se firme e não aceita.

Passo 5:

A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência. Cada vez mais desesperados, os espanhóis devolvem-nos, com muita pena, o “off-shore” da Madeira e a base das Lages e dão-nos, ainda, o País Basco e a Catalunha. A contrapartida é termos que aceitar de volta os políticos portugueses.
A malta arma-se em difícil mas aceita.

Passo 6:

Damos a independência ao País Basco, que já a merece há muito tempo. A contrapartida é eles ficarem com os políticos portugueses. A malta da Eta pensa que pode bem com eles e aceita sem hesitar. Sem políticos desta craveira, Portugal torna-se um paraíso e as relações com a Catalunha e a Galiza não causam problemas.

Passo 7:
Afinal a Eta não aguenta os políticos portugueses, e o País Basco pede para se tornar território português. A malta faz-se difícil mas aceita (apesar de estarem lá os portugueses).

Passo 8:
Fazemos um acordo com o Brasil. Eles enviam-nos o lixo e nós mandamos-lhes os nossos políticos. ( Esta é que eu não percebi: para mim, lixo é lixo ! …)

Passo 9:
O Brasil, desesperado com os seus polìticos, pede para voltar a ser colónia portuguesa. A malta aceita e manda os políticos dos dois países para os Farilhões das Berlengas ( ilhas ao largo da costa portuguesa que são, apropriadamente, uma reserva natural) apesar das gaivotas perderem as penas e as andorinhas do mar deixarem de pôr ovos.

Passo 10:
Com os jogadores brasileiros mais os portugueses, Portugal torna-se campeão do mundo de futebol!

Passo 11:
Os espanhóis ficam tão desmoralizados, que nem oferecem resistência quando os mandamos para Marrocos.

Passo 12
:
Unificamos finalmente a Península Ibérica sob a bandeira portuguesa.
( Uma excelente forma de virar o feitiço contra o feiticeiro ).

Passo 13:

A dimensão extraordinária adquirida que une a Península e o Brasil, torna-nos verdadeiros senhores do Atlântico. Colocamos portagens no mar, principalmente para os barcos americanos, que são sujeitos a uma sobretaxa tão elevada que nem o preço do petróleo os salva.

Passo 14:

Economicamente asfixiados eles tentam aterrorizar-nos com o Bin Laden, mas a malta ameaça enviar-lhes os nossos políticos e eles rendem-se incondicionalmente.

Está ultrapassada a crise!

( Adaptação de um mail que circula na internet de autor desconhecido mas com muito humor )


domingo, 4 de janeiro de 2009

A Lusofonia como comunidade de destino

Nos tempos mais recentes temos testemunhado o aparecimento de várias iniciativas lusófonas que, creio eu, têm vindo a tentar colmatar a inacção da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que existe mais no papel do que no mundo material. Entre estas, e outras há, numero o surgimento desta revista, da revista “Nova Águia” e ainda da “Magazine Grande Informação” e a “Afro”, todas elas publicações nitidamente lusófonas. Adicionalmente surgiram também, além da associação que gere esta publicação, o Movimento Internacional Lusófono e o Instituto da Democracia Portuguesa – Instituto este que também tem como bandeira a Lusofonia.Muitos dos membros de todos estes movimentos, entre os quais me incluo de quando em vez devido ao meu cepticismo, acreditam que Portugal e os países lusófonos terão um papel relevante no futuro colectivo do planeta, alguns apontam a já existente CPLP como uma organização que, bem trabalhada, poderá vir a obter o seu relevo internacional nos campos cultural, económico, social e inclusive militar uma vez ultrapassados os traumas existentes entre a antiga potência colonizadora, que foi Portugal, e as antigas colónias, e já é bem a Hora de ultrapassarmos todos esses traumas e construirmos, unidos, uma comunidade de destino comum: a Lusofonia!
Pela minha parte tendo a crer que a CPLP poderá não ser suficiente, como o próprio nome indica aceita somente países e existem nações lusófonas que não possuem nem Estado ou país seu, assim de memória consigo realçar Macau, a Galiza e a Goa portuguesa, e outras certamente existirão uma vez que já ouvi de alguns açorianos, e madeirenses também existirão a pensar da mesma forma, que gostariam que os Açores tivessem uma voz na CPLP, podendo os governos regionais colaborar onde o governo nacional não o faz… mas é uma questão delicada esta, já que acaba por insinuar algumas tendências separatistas. Goa, Macau e Galiza portanto, comunidades lusófonas que não são países, onde se incluem? Poderá a CPLP criar um estatuto para estas regiões de modo a participarem na mesma? Estou em crer que sim (volta e meia sou muito crente).
O mundo avança a um ritmo cada vez mais rápido, a Rússia desperta, o Império americano mantém-se, o Movimento dos Não Alinhados acaba por se ir alinhando, aos poucos, num dos lados… surge-nos a Lusofonia como terceira via, uma comunidade internacional espalhado pelos continentes europeu, africano, americano e asiático.Poderá advir daqui um novo bloco de influência internacional? Uma vez mais, creio que sim, mesmo a nível militar já imaginaram um contingente constituído por militares brasileiros, portugueses, timorenses, moçambicanos, angolanos e etc.? Um bloco de países nitidamente desfavorecidos e tidos, a Ocidente, como “terceiro-mundistas”, países que, como um todo, contam com uma riqueza material e cultural tão diversa quanto única, todos diferentes mas com uma língua que os une.Estaremos prontos para auxiliar na construção deste comunidade de destino? Por mim, desde já, digo Presente!
Publicado no terceiro número da revista electrónica Sem Correntes, propriedade da Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira.

domingo, 5 de outubro de 2008

ACADEMIA GALEGA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Sessom Inaugural da Academia Galega da Língua Portuguesa no dia 6 de Outubro.
Evento contará com representantes do Brasil, Portugal e Moçambique, além da própria Galiza.
Após a constituiçom formal no passado dia 20 de Setembro da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) e a eleiçom da sua primeira Comissom Executiva, cujo presidente é o catedrático José-Martinho Montero Santalha, a instituiçom académica apresentará-se publicamente em Santiago de Compostela no dia 6 de Outubro, com a Sessom Inaugural das suas actividades.
Um instrumento para o trabalho é o reconhecimento da Galiza lusófona.
A AGLP é uma entidade privada que se define como «instituição científica e cultural ao serviço do Povo galego», pretende «Promover o estudo da Língua da Galiza para que o processo da sua normalizaçãoe naturalização seja congruente com os usos que vigoram no conjunto da Lusofonia».No texto que faz parte do «Editorial» do primeiro número do Boletim da AGLP, da nova instituiçom académica manifestam a sua esperança em «contribuir para a construção da Comunidade lusófona da Galiza», embora «as dificuldades que acompanham as propostas, as atividades e as atuações».Dessa maneira, dizem iniciar a caminhada sabendo que podem ser «um dos fatores que contribuam a conscientizar os cidadãos da Galiza na sua condição de lusófonos, junto com os de Portugal, Brasil, Angola,Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, Timor Lorosae e todos os territórios e pessoas que se estimam unidos pela comum língua portuguesa».Ainda, assinalam os fins que se proponhem atingir como Academia: «promover o processo da normalização e naturalização do Português na Galiza de modo congruente com os usos que vigoram na Lusofonia; colaborar com outras entidades lusófonas com fins semelhantes; e assessorar os poderes públicos e quaisquer outras instituições interessadas na implementação do Português nos territórios e comunidades da Lusofonia».
Sessom inaugural com um amplo e simbólico programa de actividades(ver mais em: http://www.pglingua.org/ )
Fonte: "Nova-Águia"