Países dos leitores

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sábado, 11 de abril de 2020

"Como as mulheres faziam xi-xi no Séc.XIX"



Pode se dizer que a "MODA", como fenómeno social, nasceu em 1852 com a criação da "crinolina", uma importante peça do vestuário feminino que se generalizou por todas as classes sociais. Era uma armação que se usava sob a saia para lhe conferir volume, sem o incómodo das nove "anáguas" engomadas que se usavam anteriormente.
No vídeo que se segue encontramos uma interessante descrição da crinolina e das vantagens do seu uso em diversas situações



quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

-" Fórum Mundial Sobre o Holocausto"


Hoje é o dia em que se relembra o Holocausto no Forum Mundial que está a decorrer em Jerusalem com a presença de 40 líderes mundiais.

Paremos um minuto e meditemos no que se passou,  que talvez tenha sido o momento mais ignóbil da história da humanidade.

O genocídio cometido pelos nazis vitimou seis milhões de judeus ( um milhão de crianças, dois milhões de mulheres, três milhões de homens ), milhares de várias etnias e uma enorme quantidade de prisioneiros de guerra.

Dias como este e todos os que não nos deixem esquecer os mais significativos momentos da história, sejam eles bons ou maus, são muito importantes.

Não esqueçamos que a história sempre se repete e que uma sociedade que desconhece os erros, que cometeu no passado, está condenada a repeti-los.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

-" Memorial da Escravatura"

É surpreendente a ignorância demonstrada pelos promotores de tal iniciativa.
A pretensão é aceitável mas o objetivo é reprovável.
Pretender erguer um memorial à escravatura é a todos os títulos louvável para recordar um dos mais horríveis hábitos da humanidade.

 Escravos sendo leiloados (pintura de Jean-Léon Gérôme)

Pretender erguer o memorial lembrando os africanos com sentido acusatório visando os portugueses como se fossem os criadores de tal desumanidade é, simplesmente, um ato de pura ignorância.
Querer limitar a escravatura às vitimas africanas é, se não demagogia, um arrogante ato de incapacidade. É a incapacidade de reconhecer a amplitude do fenómeno esquecendo os seus aspetos essenciais:
- A escravatura pratica-se desde que o homem começou a guerrear e a fazer prisioneiros.
- Durante séculos os norte-africanos fizeram razias nas costas portuguesa, espanhola e restantes da bacia do Mediterrâneo, com intenção de abastecer os mercados de escravos.
- O império otomano fazia razias na Europa raptando mulheres e crianças.
                                            Comerciante de Meca com seu escravo branco


- Os africanos da África Central e Meridional eram grandes fornecedores dos mercados muçulmanos de escravos, para onde vendiam os prisioneiros que faziam nas suas guerras e como forma de se livrarem de rivais e adversários.
- Na África Central e Meridional a maioria dos escravos eram vendidos a africanos, muçulmanos, portugueses, ingleses, franceses e holandeses por outros africanos
- Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e de forma ilegal em muitos países, sobretudo na África e em algumas regiões da Ásia.

Perante este quadro pergunta.se: a que grupo de escravos vai ser o memorial dedicado ? Aos escravos negros ou aos escravos brancos ?

Se o ressentimento fruto da ignorância for vencido então teremos um memorial onde todos se podem rever.                         

 

sábado, 14 de dezembro de 2019

"O CALVÁRIO DE UMAS "JEANS"



A TV France 2 emitiu há algum tempo um programa acerca do fabrico das calças Jeans que pode parecer um pouco exagerado mas que, considerando a origem será de aceitar como bom.
(Tradução e adaptação do editor deste blogue)



FOTOGRAFIA (VÍDEO NO FINAL DO TEXTO)



"Fabricam-se, anualmente, 2,3 biliões de Jeans em todo o planeta. Muitas delas terão percorrido dezenas de milhares de quilómetros até chegarem às prateleiras das lojas de pronto-a-vestir.
Proponho-vos que sigamos o trajeto de uma dessas peças. É o itinerário mais longo.
A nossa viagem vai começar em Ludhiana,na Índia.
E porquê na Índia?... Simplesmente por que para fazer umas Jeans precisamos de algodão, do qual a Índia é o principal produtor mundial com 6,35 milhões de toneladas por ano.
Na transformação deste algodão consomem-se  4.000 litros de água.
Depois, o algodão é enviado para o vizinho Pakistão para ser fiado e tecido e posteriormente enviado para Xintang (a capital das jeans) na China, a 4.800 km para Oriente, onde 3.000 oficinas irão produzir, diariamente, cerca de 800.000 jeans.
É lá que o tecido recebe a cor azul indigo através de um pigmento sintético. Para fabricar 1 kg deste pigmento é necessário o consumo de uma centena de quilos de petróleo e 1.000 litros de água .
Em seguida, as Jeans são enviadas para a Tunísia onde se acrscentan pequenos pormenores, como molas (que, em geral, vêm da  Austrália) e fechos-de-correr vindos, principalmente, do Japão. Os botões são importados do Congo.
Se pensa que a viagem terminou, está enganado !...
As Jeans vão agora ser desbotadas e enviadas para o Bangladesh ou para o Egito
onde serão sujeitas a areamento, uma operação muito noçiva.
A viagem das Jeans terminou; só resta coloca-las nas prateleiras das lojas.
Até serem posta à venda estas Jeans já consumiram cerca de 11.000 litros de água e percorreu 65.000 quilómetros ou seja o equivalente a 1,5 voltas à Terra.
Ninguém diria que este tecido foi inventado na cidade francesa de Nimes, de onde recebeu a designação "denime" (de Nimes)". 



segunda-feira, 25 de novembro de 2019

- "Berlim 1945: para que a Europa não esqueça"

A II Guerra Mundial (1939-1945) provocou a morte de 65 a 85 milhões de pessoas das quais cerca de
45 milhões eram civis.






sexta-feira, 1 de novembro de 2019

- "As origens do Haloween"


O "Halloween" resultou do aproveitamento pelo cristianismo de uma tradição celta transformando-a em "Dia de Todos os Santos" (em inglês, "All Hallows Day"). A noite anterior, que era quando começava a festa, era a "All Hallows Evening do que resultou "All Hallows Even" e finalmente "Halloween".
Os vídeos que se seguem, com a qualidade do Canal História, revelam com mais profundidade as origens do "Halloween".

1ª parte


2ªparte
e


domingo, 23 de junho de 2019

-"Um cavaleiro africano na capital do Império""




Este cavaleiro pode ser visto numa pintura que retrata o movimento à volta do “Fontanário do Rei”, em Lisboa, no ano de 1575. O vídeo que se segue, da autoria da BBC, analisa o quadro com interessantes comentários que traduzi e adaptei.

Esta pintura poderia relançar a discussão sobre o que foi a escravatura se houvesse pess
oas desapaixonadas, isentas e descomprometidas com vontade de esclarecer esse fenómeno.

A tradução do texto que aparece no vídeo é a seguinte:“Esta pintura é um instantâneo de um mundo que já esquecemos. Ela retrata o momento em que o equilibrio do poder militar e económico significava que europeus e africanos se encontravam em termos de relativa igualdade.
Pensa-se que o artista que produziu esta obra (cujo nome se perdeu) era holandês mas o que retrata não é Delft ou Amestardão mas Lisboa do séc.XVI no ponto mais alto do império global português.
A pintura retrata o Fontanário do Rei e o que nela mais se destaca são as pessoas que lá se encontram.
Lisboa nesta pintura parece uma capital do séc.XXI, porque espalhando-se o império português por todo o mundo era natural que povos desse Império viessem a Lisboa. Parece incrível mas 1 em cada 10 habitantes de Lisboa era africano.
Os africanos nesta pintura aparecem em vários níveis sociais. Há os aguadeiros e também escravos tanto negros como brancos.
Vê-se um individuo a ser preso, vêem-se os barqueiros que ajudavam a atravessar o rio, mas há figuras como este cavaleiro de raça negra, membro da Ordem de Santiago, a cavalo com a sua espada, com a sua capa e adornos da época.
É um retrato de um mundo que já esquecemos: Lisboa como centro de u
m império global; Lisboa como centro da primeira era da globalização.”