A abolição da escravatura não aconteceu por motivos humanitários mas sim, por interesses criados pela industrialização da Inglaterra.Aos promotores da Revolução Industrial, interessava criar mercados nos quais os seus produtos tivessem utilidade, o que não aconteceria naqueles onde o trabalho era feito por mão-de-obra escrava.Assim, a solução era simples. Bastava apelar à consciência humanitária e criar uma lei que proibisse a escravatura ( na mistificação para obter os seus objetivos os inglese foram sempre mestres ).Foi o que aconteceu e geraram o "Ato de Abolição da Escravatura" que declarava que a partir de 1 de Agosto de 1834 passariam a ser livres todos os escravos das colónias britânicas.Mas não era suficiente e começaram a exercer pressão sobre outros países que acabaram por aderir à abolição.Portugal, em 1854 passou a proibir o comércio atlântico de escravos tornando mais ampla a lei de 1761 e os alvarás que a seguiram, que para alguns historiadores foi precursora das leis de abolição.É claro que o tráfego de escravos não terminou aqui, continuando a fazer-se clandestinamente, e foi quando, em concorrência com portugueses, ingleses e espanhóis, os holandeses e dinamarqueses se meteram no negócio.Os ingleses começaram a patrulhar o Atlântico sob a capa dos princípios humanitários, mas cada "carregamento" que apreendiam era enviado para as colónias inglesas da América.Como os ingleses policiavam o mar, alguns esclavagistas portugueses passaram a entregar as suas "cargas" aos ingleses no porto de Bristol, a partir do qual os ingleses os "descarregavam" no Brasil ou na América do Norte.Quem consultar os registo do porto de Bristol pode contabilizar quantos escravos foram transferidos para a posse dos ingleses de forma legal visto constarem dos registos. Além disso, pode verificar quantos barcos portugueses naufragaram ao tentar entrar nesse porto. As suas carcaças ainda lá estão.É claro que o tema "escravidão" só pode ser discutido a determinado nível intelectual e incluir antiesclavagistas desse nível, visto necessitar de raciocínios lógicos.A retirada de monumentos ou estátuas não tem qualquer significado por que as figuras nelas representadas continuam na História. Podem retirar a estátua de Catarina de Bragança, ( que tanto contribuiu para civilizar a corte inglesa ). mas não podem anular o nome de "Queen Street" que por alguma razão foi nomeada em honra da portuguesa rainha de Inglaterra Catarina de Bragança.Logicamente, os europeus não estão inocentes neste macabro negócio, mas os africanos também não, e para uma discussão séria teria de se fazer o levantamento de quantos chefes africanos enriqueceram com o negócio da escravatura como, por exemplo, o rei do Daomé que enriqueceu vendendo escravos aos portugueses em tão maior quantidade do que eles queriam que foi necessário contruir o Forte de São João Baptista de Ajudá para os albergar.Estas crónicas não têm a pretensão de justificar seja o que for. Pretende, unicamente, contribuir para que a ignorância procure compreender o contexto de cada época e de cada acontecimento.
Países dos leitores
sábado, 23 de julho de 2022
A POLÉMICA SOBRE A ESCRAVATURA - " A abolição "
quinta-feira, 14 de julho de 2022
A POLÉMICA SOBRE A ESCRAVATURA - " O tráfego "
O tráfego intercontinental de escravos começou a ser praticado por Romanos e Árabes, nos dois sentidos da África para a Europa.
As guerras entre reinos africanos e as guerras santas entre muçulmanos foram os principais fornecedores de escravos que eram vendidos ou trocados.
Estima-se que desde o Séc.VIII ao Séc.XX, no mundo muçulmano, 11 a 15 milhões de africanos tenham sido escravizados com a conivência de chefes africanos.
Por outro lado, calcula-se que até finais do Séc.XVII, mais de 1 milhão de cristãos europeus brancos tenham sido escravizados no Império Otomano e no Médio Oriente.
Com a chegada dos portugueses ao Brasil, os índios começaram a negociar com eles os seus prisioneiros de guerra que vendiam como escravos. O escasso número de escravos índios e o aumento da produção de açucar fez com que os portugueses começassem a procurar escravos na costa ocidental de África, o que foi tarefa muito facilitada pelos chefes africanos que vendiam os seus escravos e faziam entrega no litoral aos portugueses.
Espanhóis e ingleses, como era hábito, seguiram o exemplo dos portugueses e começaram a comprar escravos em África com destino às sua colónias na América. Pouco depois, holandeses e dinamarqueses também se ocuparam com o comércio de escravos.
Se considerarmos, os factos acima referidos, parece ser pouco honesto e até pouco inteligente considerar os europeus como as figuras maléficas da escravatura, por que se virmos bem quem condenou milhões de africanos à escravatura foram os próprios africanos.
sábado, 9 de julho de 2022
A POLÉMICA SOBRE A ESCRAVATURA: "As Origens"
A escravatura existe desde que o ser humano se organizou em sociedade. O comércio de escravos surgiu devido ao elevado número de prisioneiros resultantes de guerras e começou a ser praticado em larga escala por mercadores muçulmanos.
Os principais mercados foram a Mesopotâmia, a Grécia, o Império Romano, a Índia, a China, o Egito, e o território dos hebreus. É de salientar que as mulheres do povo tinham o mesmo estatuto dos escravos.
A Bíblia, refere várias vezes a escravatura mas nem o Antigo Testamento, nem o Novo Testamento a condenam. Pelo contrário, no Novo Testamento em Efésios 6:5 está escrito :
"Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo".
No império romana a escravatura era essencial, de tal modo que se faziam guerras para conseguir escravos e grande parte dos exércitos era constituido por ex-escravos que depois de libertados ficavam sem meios de subsistência.
Na América, nas civilizações pré-clombianas dos Astecas, Incas e Maias, a situação de escravo poderia ser temporària e, normalmente, durava até se considerar paga uma dívida que não tinham conseguido pagar.
Os escravos incas, recebiam uma parcela de terreno que exploravam em regime de servidão.
No Brasil, a escravidão começou com os índios. Os índios escravizavam prisioneiros de guerra muito antes da chegada dos portugueses.
Conclusão: como se pode verificar, de uma maneira desapaixonada e inteligente, se se considerar a mentalidade, os usos e os costumes das diferentes épocas, por muito desumana que tenha sido a escravatura ela torna-se compreensível. Será mais compreensível se os africanos que fizeram da denúncia da escravatura uma causa, entenderem que uma grande parte dos europeus, incluindo os portugueses, são descendentes de escravos. Além disso, que muitos europeus se tornaram escravos devido às razias que os piratas faziam no litoral da Europa.
No litoral português muitas aldeias ficaram desertas.
Para não irmos mais longe, não consideramos o caso especial do rapto sistemático de crianças no leste europeu, que os otomanos fizeram durante séculos.
Atualmente, a escravidão continua a existir no Sudão, Índia, China, Paquistão, Nigéria, Etiópia, Rússia, Arábia Saudita, Tailândia, República Democrática do Congo, Mianmar, Bangladesh, Mauritânia, Haiti, Coreia do Norte, Eritreia, Burundi, República Centro Africana, Afeganistão, Cambodja, Irão e Nepal.
Não seria mais frutuoso que os ativistas tentassem combater as escravidões modernas em vez de dissecarem as antigas.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
" SONHO MEU"...para matar as saudades "
(Sonho meu)
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
-" De drone pela Chapada Diamantina"
É lá que se encontram as maiores altitudes do Nordeste do Brasil.
A vegetação exuberante é composta por espécies da caatinga semiárida e da flora serrana, com destaque para as bromélias, orquídeas e sempre-vivas.
Há poucos grandes mamíferos, mas muitas espécies de pequenos mamíferos, répteis, anfíbios, aves e insetos.
Segundo o censo de 2014 a região tinha 395.620 habitantes.
A Chapada Diamantina passou a ser parque nacional em 1985.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
-" A Pororoca do surpreendente rio Amazonas"
O RIO AMAZONAS, tem a sua origem no Lago Mismi, a 5.500 metros de altitude, na Cordilheira dos Andes, no sul do Peru, com o nome de Ucayalli.
- - É transversal à quase totalidade da América do Sul
- - Tem mais de mil afluentes.
- - Tem oito nomes ao longo do seu percurso.
- - Entra no Brasil com o nome de Solimões e só em Manaus, após a junção com o rio Negro, recebe o nome de Amazonas.
- - A área coberta que na estação seca é de 110.000 km2, na época das chuvas atinge 350.000 km2.
- - A sua largura máxima que na época seca é de 11 km, na época das chuvas chega aos 50 km.
- - Apesar de ser um rio de planície, tem uma surpreendente profundidade de 100 metros, o que o torna navegável em toda a sua extensão.
Temos aqui reunidos os elementos e as condições que dão origem a uma pororoca.
Uma pororoca acontece quando as águas de um grande rio são impedidas de desaguar devido à maré-cheia de um oceano.
A pororoca maior do Brasil, é a que é provocada quando a maré-cheia do Oceano Atlântico choca com as águas do Amazonas impedindo-as de desaguar. Durante o choque, gera-se um estrondo enorme que se designa por pororoca.
A paz regressa após uma hora e meia de luta. O fenómeno repete-se cada 12 horas.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
-"Pedro Teixeira, um dos portugueses a quem o Brasil deve a sua dimensão geográfica"
O seu maior feito começou a 25 de julho de 1637, quando partiu de São Luiz do Maranhão chefiando setenta soldados e mil e duzentos remadores e flecheiros indígenas, em 45 canoas, numa expedição com o objetivo de subir o rio Amazonas para confirmar a ligação entre o oceano Atlântico e o Perú.
Pedro Teixeira cumpriu o objetivo e foi muito mais além, só terminando a viagem em Quito, no Equador; crê-se que com a finalidade de tentar deslocar para oeste a linha do Tratado de Tordesilhas.
As autoridades espanholas locais reagiram, houve escaramuças, mas Pedro Teixeira conseguiu fundar a cidade de Franciscana na confluência dos rios Aguarico e Napo conseguindo, desse modo, confirmar a posse dessas terras para o Brasil.
Mas, a contribuição que Pedro Teixeira deu para a dimensão do Brasil já vinha de muitos antes.
Em 1615, tomou parte na campanha para expulsar os franceses de São Luiz do Maranhão.
Após a expulsão dos franceses, fez parte de uma expedição à foz do rio Amazonas, com a finalidade de consolidar a posse dessa região. Dessa expedição resultou a construção do Forte do Presépio que deu origem à atual cidade de Belém do Pará.
Em 1625, lutou contra os holandeses que tinham ocupado um Forte no rio Xingu.
Nesse mesmo ano, tomou parte na luta contra os ingleses nas margens do rio Amazonas.
Como reconhecimento por sua extensa lista de serviços prestados na conquista da Amazônia brasileira foi agraciado com o cargo de capitão-mor da Capitania do Grão-Pará em 1640.
Pedro Teixeira nasceu em Cantanhede (Portugal) em 1570 ou 1587 e faleceu em Belém em 4 de julho de 1641, ano e meio após a sua tomada de posse.
É a homens como este que o Brasil deve a sua dimensão !
É a homens como este que o Brasil e Portugal devem a grandeza da sua história !
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
- " E se o Brasil tivesse sido colonizado pela Holanda ? "
Eis uma pergunta que já passou pela cabeça de muita gente. No entanto, para a História não existe o "se", mas apenas o que aconteceu. Para os historiadores, não existe sentido em especular a respeito de "realidades alternativas" ou de "universos paralelos", eles preferem deixar essa tarefa para os escritores de ficção científica.
Em todo caso, esse tipo de pergunta demonstra que existe um interesse popular pelo tema da presença holandesa no Brasil. Afinal, se um episódio do passado é capaz de estimular a imaginação das pessoas, é porque esse episódio ainda desperta paixões no presente.
Para sairmos do campo da especulação e partirmos para o da história propriamente dita, vamos reformular a pergunta : "As colônias holandesas se tornaram países mais desenvolvidos que o Brasil, uma ex-colônia portuguesa?" A resposta para essa pergunta será negativa e este artigo mostrará elementos que nos permitem chegar a esta conclusão.
Colonizadores e colonizados
Pernambuco sob domínio holandês
No entanto, apesar da importância do trabalho dessas medidas, desenvolver o urbanismo e estimular as artes e as ciências não eram os principais objetivos do governo holandês em Pernambuco. Os objetivos das autoridades holandesas que dominaram parte do Nordeste brasileiro eram controlar a produção e o comércio de açúcar, que, na época, era o principal produto brasileiro de exportação, e o tráfico de escravos de origem africana no Atlântico Sul.
O lucrativo tráfico de escravos
Vale lembrar que os holandeses atacaram o Brasil durante o período da União Ibérica (1580 a 1640), quando o rei da Espanha herdou a coroa portuguesa. Isso aconteceu porque o rei dom Sebastião, que morreu em 1580, não deixou herdeiros, aproveitando-se disso, o rei da Espanha, Filipe 2º, que era primo de dom Sebastião, reivindicou o trono português. Assim, o Brasil, que era colônia de Portugal, esteve durante esse período sob o domínio da Espanha, que era rival da Holanda.
A Companhia das Índias Ocidentais também autorizava e apoiava o tráfico de escravos africanos. Esses escravos não eram trazidos apenas para o Brasil, mas também para o Caribe e para a então colônia inglesa da Virgínia, na América do Norte. Pernambuco era para os holandeses um entreposto para o comércio de escravos. Num relatório enviado para a Companhia das Índias Ocidentais, o próprio Maurício de Nassau afirmava que no Brasil nada podia se fazer sem escravos. Nesse mesmo relatório, Nassau recomendava que se aumentasse a importação de escravos. Por isso, o tráfico de escravos trazidos da África aumentou consideravelmente durante o domínio holandês em Pernambuco.
Holandeses no Suriname e na Indonésia
Como vimos, o domínio holandês no Brasil foi bem diferente da imagem romântica que se criou em torno dele. Uma imagem tão exagerada que, até hoje, é comum atribuir aos holandeses qualquer construção arquitetônica antiga que chame a atenção, mesmo que tenha sido construída após a volta do domínio português. Por fim, para aqueles que ainda persistem em acreditar que subdesenvolvimento é exclusividade das ex-colônias portuguesas, vale destacar que o Suriname, país que faz fronteira com o Brasil, e a Indonésia são dois exemplos de ex-colônias holandesas. E tanto o Suriname quanto a Indonésia são países sub-desenvolvidos e com graves problemas socioeconômicos.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
-" Portugal ganhou a "copa"
Por Norma Couri em 24/06/2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
-" Conheça MANAUS, a capital da Amazónia"
Teatro Amazonas
Encontro dos rios Negro e Solimões
Mercado Municipal Adolpho Lisboa
Parque Nacional de Anavilhanas
Palacete Provincial
Palácio Rio Negro
Catedral Metropolitana de Manaus
Praia da Ponta Negra
Arena da Amazônia
quarta-feira, 23 de abril de 2014
- " Onde os Portugueses deixaram a sua "Pegada"
Árica Subsariana
CABO VERDE - (1642-1975)
SENEGAL - Ziguinchor (Casamança) (1645-1888)
GUINÉ-BISSAU - (1879-1974)
GANA - Acra (1557-1578) Costa do Ouro (1482-1642) São Jorge da Mina (1478-1778)
BENIM - Fortaleza de São João Baptista de Ajudá (1680-1961)
GUINÉ EQUATORIAL - Ano Bom (1474-1778) - Fernando Pó (1478-1778)
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE - (1753-1975)
ANGOLA - (1575-1975) CABINDA (1883-1975)
MOÇAMBIQUE - (1501-1975)
TANZÂNIA - Quíloa (1505-1512)
ZANZIBAR - (1503-1698)
QUÉNIA - Melinde (1500-1630) - Mombaça (1593-1698, 1728-1729)
IÉMEN - Socotorá (1506-1511)
IRÃO - Ormuz (1515-1622) Bandar Abbas (1506-1615)
BAHREIN - (1521-1602)
BARBADOS - (1536-1620)
URUGUAI - Colónia do Sacramento (1680-1777); Província Cisplatina (1808-1822)
GUIANA FRANCESA (1809-1817)





