Países dos leitores

Países dos leitores
Mostrar mensagens com a etiqueta Goa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Goa. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de outubro de 2018

-"Comunidade Luso-Indiana"

Os portugueses estiveram na Índia durante quase cinco séculos ( 1498 a 1961 ), em 25 diferentes localidades por toda a península industânica. Ao longo desses cinco séculos, o intercâmbio físico, social e cultural foi tão forte que, dificilmente, se pode falar numa comunidade de luso-descendentes; não porque eles não existam, mas por se encontrarem dispersos pelo vasto território onde o portugueses se fixaram, bem como em Portugal e no estrangeiro.
A indiana talvez seja a maior comunidade de luso-descendentes embora não possa ser quantificada devido à sua dispersão.

sexta-feira, 24 de março de 2017

- "A Batalha Naval de Diu"

PORTA-DE-ARMAS DA FORTALEZA DE DIU

A batalha naval de Diu foi de importância decisiva na geopolítica portuguesa e na demonstração da superioridade naval de Portugal e na sua afirmação como superpotência.  Abalou o prestígio dos sultões egípcios que governavam o Império Mameluco e dos turcos do Império Otomano, bem como, mostrou aos indianos que os portugueses não só eram invencíveis para eles mas também para os rumes do Egito e para a artilharia de Veneza.

Na batalha naval de Diu, de 3 de Fevereiro de 1509, sob o comando do vice-rei Francisco de Almeida, os portugueses derrotaram uma armada de forças combinadas do sultão otomano, do sultão de Guzerate (na Índia), do sultão mameluco do Cairo e do rajá de Calecute, que foram apoiados pelas Repúblicas de Veneza e de Ragusa (hoje Dubrovnik, na Croácia). 
As forças em presença foram: 18 velas portuguesas contra 12 velas dos
rumes e cerca de 80 galés de Calecute e Guzarate.



VISTA AÉREA DO QUE RESTA DA FORTALEZA DE DIU

Segundo o comandante Saturnino Monteiro afirma, no seu livro "Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa", a batalha de Diu foi a mais importante de toda a história da marinha portuguesa e uma das mais importantes da história universal, que deveria ser valorizada pelos portugueses da mesma forma como os espanhóis e venezianos fazem com a batalha de Lepanto, os ingleses com a do Nilo e a de Trafalgar e os japoneses com a de Tsushima. 

sábado, 18 de março de 2017

- "O Império Otomano e os portugueses"

O Império Otomano foi um império fundado no fim do século XIII no noroeste da Anatólia, região a Oeste da Turquia asiática delimitada pelo Mar Negro a norte, pelo Mar Mediterrâneo a sul e pelo Mar Egeu a oeste. Em 1354, os otomanos invadiram a Europa e com a conquista dos Balcãs criaram um império transcontinental. Com a conquista de Constantinopla, em 1453, os otomanos puseram fim ao Império Bizantino.

O turco otomano era a língua oficial do Império. Era uma língua turcomana altamente influenciada pelo persa e pelo árabe. Os otomanos tinham várias línguas influentes: o turco, falado pela maioria das pessoas na Anatólia e pela maioria dos muçulmanos dos Balcãs, exceto na Albânia e na Bósnia; o árabe, falado principalmente na Arábia, no Norte da África, no Iraque, no Kuwait e no Levante e o árabe e o somali no Corno de África. O turco, em sua variação otomana, era uma linguagem militar e administrativa desde os primeiros dias do império. A constituição otomana de 1876 cimentou oficialmente o estatuto imperial oficial do turco.

A escravidão era uma parte da sociedade otomana, sendo que a maioria dos escravos eram empregados como trabalhadores domésticos. As escravas ainda eram vendidas no Império em 1908.  As políticas desenvolvidas por vários sultões durante todo o século XIX tentaram restringir o comércio de escravos mas, como a prática tinha séculos da sustentação religiosa, ela nunca foi abolida na relidade.
Sob Selim e Solimão, o império tornou-se uma força dominante naval,controlando grande parte dos mares Mediterrâneo e Índico. As façanhas do almirante otomano Hayreddin Barbarossa, que comandou a marinha otomana durante o reinado de Solimão, conduziu a uma série de vitórias militares sobre as marinhas cristãs.
Sofrendo severas derrotas militares no final do século XVIII e início do século XIX e na 1ª Guerra Mundial, o Império Otomano foi dissolvido.

Ascensão e queda do Império Otomano




Durante os séculos XVI e XVII, no auge de seu poder sob o reinado de Solimão, o Magnífico, o Império Otomano era um império multinacional e multilingue que controlava grande parte do Sudeste da Europa, da Ásia Ocidental, do Cáucaso, o Norte de África e o Corno de África, o que foi conseguido com a conquista definitiva do Império Mameluco. 
O Império Mameluco estendia-se desde o Egito, ao longo da costa ocidental do Mar Vermelho, até parte da Índia.
Estabelecidos no Corno de África e na Índia, bloqueavam as rotas de navegação e de comércio no Oceano Índico, o que fez com que o seu domínio fosse desafiado pelo crescente poder marítimo de Portugal. 
O confronto entre os dois impérios, conduziu, após várias contendas, à célebre Batalha de Diu, travada em 1509 entre a Armada Portuguesa da Índia e uma coligação de mamelucos e otomanos. A vitória dos portugueses pôs fim ao domínio mameluco e turco no Índico e contribuiu, em grande parte, para que o Império Mameluco fosse conquistado, definitivamente, pelo Império Otomano em 1517. 

domingo, 17 de agosto de 2014

-" Crioulos de base lexical portuguesa "

O crioulo surge pela necessidade de comunicação entre falantes de línguas diferentes num meio dominado por uma língua de prestígio.
Os linguistas não são unânimes quanto à classificação dos crioulos, dando-lhe, uns, a classificação de língua mas a maioria considera-os dialetos.
No estudo dos crioulos, a maior curiosidade é a quase inexistência de crioulos espanhóis. As línguas crioulas de base hispânica tiveram origem ou foram influenciadas por um crioulo português pré-existente. Mesmo em lugares onde a colonização portuguesa não se fez presente com grande alcance de dominação cultural, como em Palenque, na Colômbia, ainda hoje se fala um crioulo espanhol no qual se veem claras influências portuguesas.
O contacto da língua portuguesa com outras línguas da África, da Índia, da Ásia Oriental e das Américas, Central e do Sul, deu origem a vários crioulos de base lexical portuguesa.
 













quarta-feira, 23 de abril de 2014

- " Onde os Portugueses deixaram a sua "Pegada"


PAÍSES E TERRITÓRIOS ONDE OS PORTUGUESES DEIXARAM A SUA “PEGADA”


Além dos países e territórios a seguir mencionados, onde a "pegada" pôde ser identificada, existem outros com fortes indícios mas que ainda não puderam ser comprovados cientificamente. Estima-se que a totalidade dos países e territórios nos quais a influência dos portugueses se fez sentir seja de cerca de 55 nos quatro cantos do mundo.


Norte de África

MARROCOS


Ceuta (1415-1640); Alcácer-Ceguer (1458-1550); Aguz (1506-1525); Tânger (1471-1662); Arzila (1471-1550,1577-1589); Mazagão (1485-1769); Ouadane (1487- sécXVI);
Agadir (1505-1769) Safim (1488-1541); Mogador (1506-1525); Azamor (1513-1541)


Árica Subsariana
 

MAURITÂNIA - Arguim (1455-1633)

CABO VERDE - (1642-1975)
SENEGAL - Ziguinchor (Casamança) (1645-1888)
GUINÉ-BISSAU - (1879-1974)
GANA - Acra (1557-1578) Costa do Ouro (1482-1642) São Jorge da Mina (1478-1778)
BENIM - Fortaleza de São João Baptista de Ajudá (1680-1961)
GUINÉ EQUATORIAL - Ano Bom (1474-1778) - Fernando Pó (1478-1778)
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE - (1753-1975)
ANGOLA - (1575-1975)               CABINDA (1883-1975)
MOÇAMBIQUE - (1501-1975)
TANZÂNIA - Quíloa (1505-1512)
ZANZIBAR - (1503-1698)
QUÉNIA - Melinde (1500-1630) - Mombaça (1593-1698, 1728-1729)
IÉMEN - Socotorá (1506-1511)



Ásia Ocidental 

OMÃ - Mascate (1515-1650)
IRÃO - Ormuz (1515-1622) Bandar Abbas (1506-1615)
BAHREIN - (1521-1602)  


Subcontinente Indiano 


ÍNDIA


Laquedivas (1498-1545); Cochim(1500-1663); Coulão(1502-1661); Cananor(1502-1663); Nagapattinam (1507-1657); Goa (1510-1962); Calecute (1512-1525); Maldivas (1518-1521,1558-1573); Paliacate (1518-1619); Chaul (1521-1740); São Tomé de Meliapor (1523-1662) (1687-1749); Chittagong (1528--1666); Salsete (1534-1737) Bombaim (Mumbai) (1534-1661);Baçaim (1535-1739);); Diu (1535-1962); Cranganor (1536-1662); Surate (1540-1612)
Thoothukudi (1548-1658); Damão(1559-1962); Mangalore (1568-1659); Hughli (1579-1632); Masulipatão (1598-1610); Dadrá e Nagar-Aveli (1779-1954)

SRI LANKA - Ceilão Português (1518-1658)
  
BANGLADESH - Chittagong (1528-1666)


Ásia Oriental e Oceânia

INDONÉSIA


Bante (séc. XVI-XVIII); Flores (século XVI-XIX) Macáçar (1512-1665);

Ternate (1522-1575), Molucas (Amboina) (1576-1605) Tidore (1578-1650) 

MALÁSIA - Malaca Portuguesa (1511-1641)

TIMOR PORTUGUÊS (Timor-Leste) (1642-2002)

CHINA - Macau (1557-1999)

JAPÃO - Nagasaki (1571-1639)


América do Norte

TERRA NOVA - (1501–1570?); LABRADOR - (1501-1570?); NOVA ESCÓCIA (1519–1570?)


América Central e do Sul

BRASIL - (1500-1822);

BARBADOS - (1536-1620)

URUGUAI - Colónia do Sacramento (1680-1777); Província Cisplatina (1808-1822)
GUIANA FRANCESA
(1809-1817)

  CURAÇAO;     ARUBA;    BONAIRE;     SURINAME .

sábado, 1 de fevereiro de 2014

" Fortaleza de Cochim (Índia): " Um Pequeno Portugal "


                     Paço Episcopal da Fortaleza de Cochim, onde são ministradas as aulas de português. (Foto: The Hindu)

Uma vez no passado, a Fortaleza de Cochim foi um “pequeno Portugal”. Vestígios de sua vida e cultura são ainda evidentes na arquitetura, nos nomes de famílias, nas receitas dos pratos e até no dialeto local.
O padre Marian Arackal, diretor do IPVG, explica detalhadamente a importância de se manter esse curso. “Cochim tem uma relação histórica com Portugal. Esta diocese foi fundada sob o sistema do padroado. No século XV, Roma não era uma potência mundial, mas Espanha e Portugal eram. Eles dominaram os mares, e o Papa concedeu poderes especiais aos reis dos dois países para evangelizar e propagar a fé. A primeira diocese portuguesa foi estabelecida em Goa, seguida por Cochim em 1557. Desde então até 1950, a Diocese de Cochim teve bispos portugueses. Temos um rico acervo de documentos que data desde aquelas épocas. As aulas foram iniciadas pelo segundo bispo indiano de Cochim, Joseph Kurithara, para a preservação de um legado do qual temos orgulho de fazer parte.”
Adrian Hubert D’Cruz, de 72 anos, também tem orgulho imenso de sua ascendência portuguesa. Comandante naval aposentado, ele é um dos estudantes de mais idade na classe. “Na geração anterior da minha família, falavam um pouco de português, mas infelizmente na minha geração nenhum de nós fala a Língua”, lamenta.Ele se recorda de seus pais falarem em português quando desejavam falar algo “em confidência”. Ele se lembra de algumas canções e orações. O mesmo faz Francis Xavier Gomes, de 86 anos, que não é estudante da classe, mas tem ancestralidade portuguesa. Ele se lembra de que seus pais “repetiam o português de memória”, mas lamenta o facto de que usavam a Língua apenas como um “código secreto entre eles”.Adrian recorda-se de que uma linguista norte-americana, Isabella, veio alguns anos atrás e entrevistou seu tio, Louis D’Cruz. Ela registou a conversa entre eles, mas no ano seguinte, depois de mais pesquisas, ela retornou com um veredicto de que essa forma de português – o português de Cochim – estava extinta na Fortaleza de Cochim. “Ela não evoluiu de todo, e as palavras usadas eram obsoletas. Surpreendentemente, a mesma forma de português é usada em Malaca [na Malásia], que foi também uma colónia portuguesa”, diz Adrian.Adrian acha a gramática “trabalhosa”. Ao atravessar o canal, no Forte de Vaipim residem muitas famílias que traçam sua ancestralidade a Portugal. “De facto, há uma festa religiosa de 400 anos, na Igreja de Nossa Senhora da Esperança, em que as orações são recitadas em português”, diz Adrian.
Distante da nostalgia e da história está Anthony Nilton, de 18 anos, que acabou de completar a sua aula número 12. Ele está “curioso” sobre uma língua que ele espera que vai fazer brilhar as perspectivas de sua carreira. O seu resumo simples sobre esse aprendizado recente é que “não é fácil nem é difícil”.
Para John Thomas, ex-tripulante naval, o curso vai ajudá-lo em seu trabalho em linha na Internet para uma empresa brasileira. Ele também se interessa por turismo, onde a Língua será de ajuda imensa.
Dhanya George percorre todo o caminho vinda da cidade de Pala para comparecer às aulas. Ela soube do curso pela Internet e está “extremamente surpresa e animada” por tal curso estar disponível. Dhanya estava a aguardar por este curso da Língua, pois ela está a caminho do Brasil para trabalho. O padre Marian diz que o curso também encontrou frequentadores entre os turistas, que permanecem aqui para uma estada longa.
Os três meses do curso da fundação no Paço Episcopal compreendem noções básicas de aprendizado da gramática e habilidades de conversação.
Os estudantes aparecem com informações interessantes sobre a Língua, as origens e as raízes. “Há muitas palavras que são comuns entre o português e o malaiala, como alamari (armário), veranda(varanda), kasera (cadeira), janala (janela) etc.”, diz o padre Marian.
“Os estudantes são sinceros”, diz a irmã Carmo, que veio da Ilha da Madeira, em Portugal. Ela constatou que os indianos aprendem rapidamente a pronúncia, embora seja difícil. “Ensinar uma língua sempre é um desafio”, acrescenta e, bem para o deleite do grupo, traduz o nome de uma estudante, a irmã Anju, para o português: “Significa ‘anjo’”.
(Tradução de Ronaldo Santos Soares.)

.
PRIYADERSHINI S.
 Olá, Portuguese!
Do jornal
 The Hindu (diário indiano de língua inglesa)
– seção
 Life & Style, subseção Metroplus.
Chenai, Índia.
Publicado em: 13 jun. 2012

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

- " A Descoberta da Austrália "


A recente venda a uma galeria de Nova Iorque de um manuscrito do século XVI, que se encontrava em poder de um comerciante de livros raros português, levantou, novamente, a questão da nacionalidade dos descobridores da Austrália.

O documento, cuja data se avalia entre 1580 e 1620, assinado por Catarina de Carvalho, que se julga ter sido uma freira das Caldas da Raínha, contém texto e pautas de música litúrgica, ilustrados com a figura de um canguru.
Uma investigadora da galeria nova-iorquina fez a significativa e obvia declaração de que “ um canguru num manuscrito desta época é uma prova de que o autor do documento ou esteve na Austrália ou, ainda mais interessante, que os diários dos exploradores e desenhos de animais interessantes encontrados neste mundo novo estavam já disponíveis em Portugal ".

A atribuição aos portugueses da descoberta da Austrália é quase unânime entre os  especialistas após se ter encontrado um documento pertencente à coleção
Documentos sobre os Portugueses em Moçambique e na África Central, digitalizada por um projeto financiado pela União Europeia.
Esse documento noticia a partida de Cochim, Índia, em maio de 1521, de uma esquadra comandada pelo fidalgo português D. Cristovão de Mendonça, a quem D. Manuel I tinha dado a missão de encontrar uma lendária “Ilha do Ouro” que se acreditava estar
“ para lá da Ilha de Sumatra “.
A esquadra, navegou durante dois anos pelo Oceano Índico e numa primeira rota passou ao longo da costa oeste da Austrália.
Numa segunda rota, a partir de Malaca, explorou parte da costa norte e leste australiana tendo chegado ao Oceano Pacífico, inclusive descobrindo diversas ilhas da Melanésia e da Polinésia – e, provavelmente também, o que seria a Nova Zelândia –, antes de retornar à Índia Portuguesa em 1523.
Nesta segunda viagem a esquadra tinha como cartógrafo o capitão francês Pedro Eanes o que explica a mistura ortográfica da Língua Portuguesa com o francês nos nomes dos locais, na costa leste da Austrália, que aparecem no Atlas Vallard, inclusive com oito nomes de localizações em francês.

O Atlas Vallard, que tem mais de 100 nomes de locais em português,  tem sido estudado por diversos especialistas, mais recentemente pelo professor de história da Universidade Nacional da Austrália, John Molony, que estudou detalhadamente os nomes de 54 locais citados no Atlas Vallard  e constatou que esses nomes – todos de santos da Igreja Católica – estão ligados à Igreja da então Índia Portuguesa.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

-" A cidadania dos Goeses "

Os Goeses são indianos ou portugueses?
Num interessante atigo publicado no jornal diário Goês Herald, o advogado goês Radharao F. Gracias discute em que circunstâncias os goeses podem ser considerados cidadãos indianos ou portugueses.
Goa é um caso único, afirma Gracias, onde os que nasceram antes de 19 Dezembro de 1961 e seus descendentes são eligíveis para a cidadania portuguesa. Em vista das circunstâncias especiais como Goa tornou-se parte de Índia, a lei indiana Citizenship Order 1962 deve ser emendada para permitir aos goeses beneficiarem da Lei da Nacionalidade Portuguesa simultaneamente com os benefícios do artigo 5 da Constituição da Índia, conclui Gracias.

Published in the Goan daily Herald,  20.1.2013

sábado, 20 de julho de 2013

Jogos da Lusofonia em Goa, Novembro de 2013

Goa, que foi território do ex-EstadoPortuguês da Índia

A terceira edição dos Jogos da Lusofonia, o maior evento multidesportivo de língua portuguesa, terá lugar em Goa, Índia de 2 a 10 de Novembro de 2013. Keshav Chandra, secretário do Desporto de Goa, apresentou na última Assembleia-Geral da Associação de Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa realizada em Julho de 2012 em Mafra, Portugal, o plano de organização dos Jogos em Goa.

Os 3º Jogos da Lusofonia, o  maior evento multidesportivo de língua portuguesa, serão realizados em Goa, Índia de 2 a 10 de Novembro de 2013, incluindo 9 modalidades desportivas: Atletismo, Basquetebol, Voleibol de Praia, Voleibol, Futebol, Judo, Ténis de Mesa, Taekwondo e Wushu.
Keshav Chandra, Secretário do Desporto de Goa, apresentou na última Assembleia-Geral de ACOLOP (Associação de Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa) realizada em 6 de Julho de 2012 em Mafra, Portugal, o plano de organização dos Jogos, nomeadamente: o programa das provas; os projectos das instalações desportivas, e os projectos de alojamento, alimentação e transportes. Keshav Chandra, informou ainda que, a Associação Olímpica de Goa tem o apoio do Governo de Goa e que todo o plano de preparação está a ser muito bem executado. O Ministro Chefe de Goa Manohar Parrikar, como Presidente da Comissão Organizadora, já reuniu com as Federações das diferentes modalidades desportivas presentes nos jogos, tendo analisado e discutido os pormenores das competições e exigências técnicas internacionais. Os planos e orçamentos de construção e remodelação das instalações desportivas já foram aprovados pelo governo, estando previsto em 2013 a conclusão das obras. Keshav Chandra apresentou assim um conjunto de garantias de que a próxima edição dos Jogos da Lusofonia em Goa será um sucesso e que tudo estará preparado para receber o evento.
Em face destas informações a  Assembleia Geral aprovou uma moção de confiança à organização dos Jogos da Lusofonia em Goa.
A reunião da ACOLOP em Mafra contou com a presença dos Comités de Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Sri-Lanka e Timor. Na Assembleia Geral, que teve lugar no Convento de Mafra, foi decidido também que Moçambique será o palco dos Jogos da Lusofonia em 2017. A Assembleia geral decidiu por unanimidade que Moçambique reúne todas as condições necessárias para organizar os Jogos da Lusofonia e para assegurar o seu sucesso.

http://www.youtube.com/watch?v=-gBqFWAjMJ0

quarta-feira, 21 de março de 2012

-" O PORTUGUÊS, moeda de ouro ”

   
                                                                                      ( Réplica da moeda original )

Da mesma forma que o “dollar” o tem sido nas últimas décadas, o Português de ouro foi, durante quase um século, a moeda universal.
Foi a moeda portuguesa de maior circulação mundial, refletindo o poderio do País no apogeu da sua glória. Com o peso de, aproximadamente, 35 gramas em ouro quase puro, comemorava, em suas legendas, as descobertas, as conquistas e o comércio de Portugal.
Foi uma das moedas que Vasco da Gama levou nas naus para a Índia e foi cunhada em Lisboa, Porto, Goa, Malaca e Coxim, por mais de quatro décadas.
Foi aceite por toda aparte como meio de pagamento. Muito depois de ter deixado de ser cunhada em Portugal, o seu prestígio era tal que, entre 1570 e 1640, várias cidades europeias, entre as quais as da Liga Hanseática, bateram moeda de ouro de 10 cruzados, tal como o Português, com a cruz de Cristo no anverso, dando origem aos célebres “Portugalöser” que, por vezes, exibiam a legenda “Ad valorem Emanvel reg Portugal” e “de acordo com o justo peso e liga do Português”.
Até ao século XVIII foi a maior moeda cunhada no País.
Constitui, hoje, uma valiosa raridade numismática.

AN
Fontes: Banco Millennium e Arquivo Pessoal.


sábado, 5 de novembro de 2011

-" O Bairro Português de Malaca (Malásia) "

Malaca foi a porta da Europa para o Oriente e um centro mercantil onde os portugueses criaram um importante entreposto comercial nos séculos XVI e XVII. Pelo estreito de Malaca cruzavam-se todas as rotas entre a Índia e o Sudeste Asiático.
Malaca ocupou um lugar de relevo na história ultramarina portuguesa a par de Goa e Ormuz desde a sua conquista em 1511 por Afonso Albuquerque. Foi um importante elo do Império em Rede português (um chokepoint, em linguagem moderna) de onde partiram várias expedições, entre elas a que chegou à ilha de Samatra, no arquipélago das Molucas, hoje Indonésia.Além da feitoria, os portugueses construiram uma fortaleza tão imponente que ficou conhecida como “A Famosa”, da qual ainda resta a porta (fotografia abaixo; fazer clique na foto para ampliar).


Malaca era uma cidade cobiçada e os holandeses (com o apoio dos, ao tempo, seus aliados ingleses)  aproveitando o estado de guerra em que se encontravam com o rei de Espanha que, por azar, também era o rei de Portugal, conquistaram-na em 1641.

Os portugueses perderam Malaca mas deixaram lá uma herança tão forte que, apesar da presença holandesa e mais tarde inglesa, perdura até hoje.
No Bairro Português de Malaca os “Portugueses de Malaca” falam o Papiá Kristang, o dialecto nativo onde abundam palavras do “português antigo”. A comunidade teima em resistir ao esquecimento, debatendo-se pela conservação dos costumes, das tradições e das festas religiosas como San Juang e San Pedro. Porém, a preservação destas memórias está em vias de desaparecer. O pouco “do falar português” tem os dias contados. A geração mais nova limita-se a aceitar os apelidos de origem portuguesa mas não fala o português nem o Papiá Kristang. É com pesar que os mais velhos testemunham o diluir das histórias que os seus antepassados deixaram, assim como, o diluir de um idioma incapaz de resistir à supremacia da língua Inglesa.
Apesar de tudo, tem sido extraordinária a forma carinhosa como o Governo da Malásia tem tratado esta comunidade e a memória da presença dos portugueses, do qual pequenas provas são as fotos que se juntam. 

( Réplica de Nau portuguesa onde se encontra instalado um museu recordando a presença dos portugueses )

domingo, 29 de agosto de 2010

-" A força dos emigrantes na política "

Nesta altura do ano em que muitos emigrantes e seus descendentes vêm passar férias a Portugal e por estarmos nas proximidades duma eleição presidencial, julgo que será interessante recordarmos a quantidade de portugueses espalhados pelos cinco continentes.
Será bom aproveitarmos a ocasião para refeletirmos sobre o valor dos votos dos emigrantes e sobre a sua ausência.


EUROPA
França 553.663 ; Reino Unido 180.000 ;
Suiça 156.542 ; Alemanha 133.700 ;
Espanha 80.530 ; Luxemburgo 62.020 ;
Bélgica 38.000 ; Holanda 9.220 ;
Andorra 9.000 ; Itália 5.741 ;
Suécia 1.800 .

AMÉRICA DO NORTE
Eua e Canada 1.153.351
(a quase totalidade nos Eua).

AMÉRICA DO SUL
Brasil 700.000; Venezuela 400.000 ; Argentina 16.000; Uruguai 1.200.

ÁFRICA
África do Sul 300.000 ; Angola 20.000 ; Moçambique 13.299
Zimbabwe 2.500.

ÁSIA
Macau e Hong Kong 160.700 ; Índia 2.300.

OCEANIA
Austrália 31.500


Totais arredondados

Europa : 1 milhão e 230 mil ;
América do Norte : 1 milhão e 153 mil ;
América do Sul : 1 milhão e 117 mil ;
África: 335 mil ;
Ásia : 163 mil ;
Oceania : 31 mil .

Chegamos à conclusão que a quantidade de portugueses espalhados pelo Mundo excede os 4 milhões. Uma quantidade de votos muito interessante!...

(Fonte: última hora-jornal “O Público “)

domingo, 4 de janeiro de 2009

A Lusofonia como comunidade de destino

Nos tempos mais recentes temos testemunhado o aparecimento de várias iniciativas lusófonas que, creio eu, têm vindo a tentar colmatar a inacção da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que existe mais no papel do que no mundo material. Entre estas, e outras há, numero o surgimento desta revista, da revista “Nova Águia” e ainda da “Magazine Grande Informação” e a “Afro”, todas elas publicações nitidamente lusófonas. Adicionalmente surgiram também, além da associação que gere esta publicação, o Movimento Internacional Lusófono e o Instituto da Democracia Portuguesa – Instituto este que também tem como bandeira a Lusofonia.Muitos dos membros de todos estes movimentos, entre os quais me incluo de quando em vez devido ao meu cepticismo, acreditam que Portugal e os países lusófonos terão um papel relevante no futuro colectivo do planeta, alguns apontam a já existente CPLP como uma organização que, bem trabalhada, poderá vir a obter o seu relevo internacional nos campos cultural, económico, social e inclusive militar uma vez ultrapassados os traumas existentes entre a antiga potência colonizadora, que foi Portugal, e as antigas colónias, e já é bem a Hora de ultrapassarmos todos esses traumas e construirmos, unidos, uma comunidade de destino comum: a Lusofonia!
Pela minha parte tendo a crer que a CPLP poderá não ser suficiente, como o próprio nome indica aceita somente países e existem nações lusófonas que não possuem nem Estado ou país seu, assim de memória consigo realçar Macau, a Galiza e a Goa portuguesa, e outras certamente existirão uma vez que já ouvi de alguns açorianos, e madeirenses também existirão a pensar da mesma forma, que gostariam que os Açores tivessem uma voz na CPLP, podendo os governos regionais colaborar onde o governo nacional não o faz… mas é uma questão delicada esta, já que acaba por insinuar algumas tendências separatistas. Goa, Macau e Galiza portanto, comunidades lusófonas que não são países, onde se incluem? Poderá a CPLP criar um estatuto para estas regiões de modo a participarem na mesma? Estou em crer que sim (volta e meia sou muito crente).
O mundo avança a um ritmo cada vez mais rápido, a Rússia desperta, o Império americano mantém-se, o Movimento dos Não Alinhados acaba por se ir alinhando, aos poucos, num dos lados… surge-nos a Lusofonia como terceira via, uma comunidade internacional espalhado pelos continentes europeu, africano, americano e asiático.Poderá advir daqui um novo bloco de influência internacional? Uma vez mais, creio que sim, mesmo a nível militar já imaginaram um contingente constituído por militares brasileiros, portugueses, timorenses, moçambicanos, angolanos e etc.? Um bloco de países nitidamente desfavorecidos e tidos, a Ocidente, como “terceiro-mundistas”, países que, como um todo, contam com uma riqueza material e cultural tão diversa quanto única, todos diferentes mas com uma língua que os une.Estaremos prontos para auxiliar na construção deste comunidade de destino? Por mim, desde já, digo Presente!
Publicado no terceiro número da revista electrónica Sem Correntes, propriedade da Associação Portuguesa de Cultura Afro-Brasileira.