Países dos leitores

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

-" A cidadania dos Goeses "

Os Goeses são indianos ou portugueses?
Num interessante atigo publicado no jornal diário Goês Herald, o advogado goês Radharao F. Gracias discute em que circunstâncias os goeses podem ser considerados cidadãos indianos ou portugueses.
Goa é um caso único, afirma Gracias, onde os que nasceram antes de 19 Dezembro de 1961 e seus descendentes são eligíveis para a cidadania portuguesa. Em vista das circunstâncias especiais como Goa tornou-se parte de Índia, a lei indiana Citizenship Order 1962 deve ser emendada para permitir aos goeses beneficiarem da Lei da Nacionalidade Portuguesa simultaneamente com os benefícios do artigo 5 da Constituição da Índia, conclui Gracias.

Published in the Goan daily Herald,  20.1.2013

sábado, 17 de agosto de 2013

-"Presidente ou Presidenta ?... (2)




Agora a opinião da professora portuguesa. É, mais ou menos, igual à do seu colega brasileiro, mas acrescenta uma conclusão: « a "feminização do termo" era de cunho popular e, muitas vezes, usada de forma irónica ou pejorativa». Não me parece que seja isso que D. Dilma quer ! ...




Lúcia Vaz Pedro
do Jornal de Notícias (Porto, Portugal)
19 de maio de 2013
A utilização da palavra “presidenta” não é uma novidade trazida pela senhora Dilma Rousseff.
Na verdade, alguns dicionários editados em 1944 (o de Augusto Moreno) e em 1953 (o de Cândido de Figueiredo) registam essa palavra, embora fosse de cunho popular e, muitas vezes, usada de forma irónica ou pejorativa. Tal como “presidenta”, também surgem os femininos “giganta” (de gigante), “hóspeda” (de hóspede). Há, pois, uma tendência generalizada para “feminizar” os nomes/substantivos provenientes do particípio presente latino que não variava em género: amans, amantis (amante, que ama); legens, legentis (lente, que lê);audiens, audientis (ouvinte, que ouve). Assim, assistimos, nos dias de hoje, a um uso formal de “presidenta”, embora a sua prática não seja consensual, podendo também dizer-se “o presidente”/”a presidente”.

Por outro lado, verifica-se a existência de alguns casos excecionais – infante/infanta, elefante/elefanta, governante/governanta, mestre/mestra, monge/monja, parente/parenta. Existem outros finalizados em -nte, normalmente originários de particípios presentes e de adjetivos uniformes latinos, que mantêm a mesma forma para o masculino e o feminino, como, por exemplo, “o doente”/ “a doente”, “o tenente”/ “a tenente”, “o docente”/ “a docente”.  :::


sábado, 10 de agosto de 2013

-" Presidente ou Presidenta ?...(1)"


Para sanar a dúvida,  publica-se a resposta de dois conceituados professores de Língua Portuguesa: Lúcia Vaz Pedro, de Portugal, e Diogo Arrais, do Brasil.


Hoje a do brasileiro:
Diogo Arrais
na revista Exame (Brasil)
26 de julho de 2013
Com a vinda do papa Francisco ao Brasil, uma polêmica voltou à tona: qual é a forma correta: “presidente” ou “presidenta”? Existem as duas formas. Sim! As duas formas são registradas pela Academia Brasileira de Letras (noVocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), pelo respeitadíssimo Dicionário Houaiss, pelo Aurélio e tantos outros.
Em um concurso público, por exemplo, o candidato pode fazer uso da forma “presidenta” e não perderá nota referente à Língua padrão. Por quê? Justamente porque a grafia é secular, tem o aval da Academia, dos dicionários e do uso popular.
Apesar disso, muitos preferem o uso de “a presidente”, pelo facto de nomes de dois gêneros terminados em-ente não apresentarem flexão de gênero, finalizando-os em -a. Alguns exemplos: crente, gerente, docente, discente, servente. Para os que assim creem, o artigo definido é o bastante para a variação em gênero.
É também interessante notar a existência de “presidenta”, desde 1899, pelo Dicionário de Cândido de Figueiredo:
“Presidenta, f. (neol.) mulher que preside; mulher de um presidente. (Fem. de presidente.)”
Língua é uso, povo, e reflete uma série de aspectos sociais. Há, no Brasil, por questões democráticas, uma tendência ao uso do feminino de diversos termos: a “chefa”, a “gerenta”, a “presidenta”.
A chegada de uma mulher ao poder é símbolo da Democracia; talvez, por isso, o Planalto faça uso de “presidenta”, nos atos e comunicações oficiais. O uso (ratifico!) não corresponde a uma invenção de Dilma Rousseff.
Por questões eufônicas, prefiro a forma “a presidente”, assim como alguns jornalistas, escritores e autoridades. É somente uma questão sonora e pessoal.

sábado, 27 de julho de 2013

-"Lusofonia será uma designação correta ?"

Há quem questione a designação de Lusofonia atribuindo-lhe um significado que, na realidade, não tem.
Fala-se na Lusitânia, no seu povo, nos seus limites, fala-se na cor da pele de alguns lusófonos, mas não se consegue discutir o termo de forma pragmática. Nem se consegue chegar a uma conclusão !

Outra coisa não seria de esperar, visto o objeto do debate ser  um termo tão abrangente e, ao mesmo tempo, tão diáfano e romântico.
Se, por um lado, considerando a etimologia do termo, mais de metade dos portugueses e todos os que não nasceram em Portugal não se podem sentir abrangidos por ele, por outro, não podemos esquecer que as palavras tomam o sentido que se lhes atribui.
Assim e recorrendo aos dicionários, encontramos vários significados:

- a Porto Editora diz-nos que lusofonia “é o conjunto de falantes de português” ou o “conjunto de países que têm o português como língua materna ou como língua oficial”: uma definição demasiado simplista e redutora;
- o dicionário Priberam diz-nos que lusofonia é o “conjunto político-cultural dos falantes de português” e a “divulgação da língua portuguesa no mundo”: significados que já nos dizem mais qualquer coisa embora insuficiente;
- a wikipedia dá-nos uma definição mais completa ao afirmar que lusofonia “é o conjunto de identidades culturais existentes em países, regiões, estados ou cidades falantes da língua portuguesa.
e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo”.

Com todo o respeito que os autores destas definições me merecem, lamento mas nenhuma delas me satisfaz !
Será que os descendentes de portugueses que vivem na Malásia, na China, na Índia, no Sri Lanka, na Guiné Equatorial, na Indonésia, nas Antilhas, etc., etc. e que persistem em manter a sua ascendência portuguesa e que, apesar de não falarem português, continuam a falar os dialetos que lá se formaram, não devem ser incluídos na lusofonia?
Defendo que incluí-los na lusofonia será uma questão de honra e o mínimo que por eles se pode fazer.

Mas porque é que o termo incomoda ? A Lusitânia já não existe; entre os poucos resultantes da amálgama de lusitanos, celtas, suevos, alanos, visigodos, vândalos e outros, que foram empurrados para o Norte da Península pela invasão berbére e que, mais tarde, vieram a misturar-se com os que ficaram na sua terra e absorveram forte influência muçulmana, já não há nenhum vestígio lusitano. Isto, no séc.XI !...
Cinco séculos mais tarde, a imitação dos clássicos ressuscitou o termo, ligando-o à noção de heroísmo e valentia de um povo que já nada tem ou nunca teve a ver com os lusitanos.
Camões poderia chamar à sua obra “Konisíadas” ou “Portugalisíadas” que o significado seria, exatamente, o mesmo.
O termo Lusofonia não tem nada a ver com lusitanos a não ser etimologicamente.

Considerando tudo o que acima foi dito, para mim...


 “Lusofonia é
um conceito de partilha e valorização de culturas que estão ou estiveram ligadas à cultura e à língua portuguesas.”

sábado, 20 de julho de 2013

Jogos da Lusofonia em Goa, Novembro de 2013

Goa, que foi território do ex-EstadoPortuguês da Índia

A terceira edição dos Jogos da Lusofonia, o maior evento multidesportivo de língua portuguesa, terá lugar em Goa, Índia de 2 a 10 de Novembro de 2013. Keshav Chandra, secretário do Desporto de Goa, apresentou na última Assembleia-Geral da Associação de Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa realizada em Julho de 2012 em Mafra, Portugal, o plano de organização dos Jogos em Goa.

Os 3º Jogos da Lusofonia, o  maior evento multidesportivo de língua portuguesa, serão realizados em Goa, Índia de 2 a 10 de Novembro de 2013, incluindo 9 modalidades desportivas: Atletismo, Basquetebol, Voleibol de Praia, Voleibol, Futebol, Judo, Ténis de Mesa, Taekwondo e Wushu.
Keshav Chandra, Secretário do Desporto de Goa, apresentou na última Assembleia-Geral de ACOLOP (Associação de Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa) realizada em 6 de Julho de 2012 em Mafra, Portugal, o plano de organização dos Jogos, nomeadamente: o programa das provas; os projectos das instalações desportivas, e os projectos de alojamento, alimentação e transportes. Keshav Chandra, informou ainda que, a Associação Olímpica de Goa tem o apoio do Governo de Goa e que todo o plano de preparação está a ser muito bem executado. O Ministro Chefe de Goa Manohar Parrikar, como Presidente da Comissão Organizadora, já reuniu com as Federações das diferentes modalidades desportivas presentes nos jogos, tendo analisado e discutido os pormenores das competições e exigências técnicas internacionais. Os planos e orçamentos de construção e remodelação das instalações desportivas já foram aprovados pelo governo, estando previsto em 2013 a conclusão das obras. Keshav Chandra apresentou assim um conjunto de garantias de que a próxima edição dos Jogos da Lusofonia em Goa será um sucesso e que tudo estará preparado para receber o evento.
Em face destas informações a  Assembleia Geral aprovou uma moção de confiança à organização dos Jogos da Lusofonia em Goa.
A reunião da ACOLOP em Mafra contou com a presença dos Comités de Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Sri-Lanka e Timor. Na Assembleia Geral, que teve lugar no Convento de Mafra, foi decidido também que Moçambique será o palco dos Jogos da Lusofonia em 2017. A Assembleia geral decidiu por unanimidade que Moçambique reúne todas as condições necessárias para organizar os Jogos da Lusofonia e para assegurar o seu sucesso.

http://www.youtube.com/watch?v=-gBqFWAjMJ0

quarta-feira, 10 de julho de 2013

-"O Diário de Vasco da Gama"

"O início da Globalização"

Diário de Vasco da Gama incluído no Registo da Memória do Mundo da UNESCO


Da Agência Lusa, da Rádio ONU e da RTP (Portugal)
22 de junho de 2013


O diário da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia foi um dos 54 documentos inscritos na terça-feira no Registo da Memória do Mundo, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).



Selo da República Portuguesa de 1969 com as naus São Rafael e São Gabriel (esta em primeiro plano) e a caravela Bérrio, da frota de Vasco da Gama à Índia.

A aprovação da lista, pela diretora-geral da UNESCO, a búlgara Irina Bokova, foi feita na sequência de recomendações do Comité Consultivo Internacional do Programa Memória do Mundo em uma reunião realizada em Gwangju, na Coreia do Sul. A UNESCO sustentou a escolha deste importante documento da História dos Descobrimentos Portugueses, reconhecendo o “testemunho da viagem pioneira à Índia, um dos momentos-chave que mudou o rumo da história do mundo”.
A cópia mais antiga, e a única que se conhece, do texto original do Roteiro da Primeira Viagem de Vasco da Gama à Índia, 1497-1499, encontra-se na Biblioteca Pública Municipal do Porto desde 1834, proveniente do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra.
A Faculdade de Letras da Universidade do Porto disponibiliza o documento fac-similado em linha, na coleção Gâmica da Biblioteca Digital, acrescentada de uma leitura crítica do investigador José Marques.
O original do diário da viagem de Vasco da Gama à Índia, em 1497, é atribuído a Álvaro Velho, do Barreiro, e esteve exposto naquela biblioteca em 2008.
É o sexto documento português a entrar na lista da UNESCO 
e vai figurar ao lado da Carta de Pero Vaz de Caminha, de 1500, sobre a viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.


terça-feira, 2 de julho de 2013

-" O que significam as estrelas na bandeira do Brasil "



Será que a maioria dos brasileiros sabe o que significam as estrelas na bandeira do seu país ?






( faça zoom para ver o Estado que cada estrela representa )