Países dos leitores

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

-"Programa brasileiro “C Q C” investigado pela policia por piadas racistas sobre portugueses"

A notícia
O Conselho da Comunidade Portuguesa está a processar o programa “CQC.


O programa  ‘CQC’ está a ser alvo de uma investigação pelo Departamento de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo depois de um episódio, ocorrido durante o campeonato da Europa de 2012, em que são feitas algumas piadas de mau gosto com os portugueses. Os apresentadores pediram, entretanto, desculpa mas de forma irónica, lembrando que fazem piadas sobre portugueses desde “1500 e só agora começaram a perceber”.
O programa brasileiro CQC, cujos moldes são muito semelhantes ao “CQC” que já esteve no ar na televisão portuguesa, ‘Caia Quem Caia’, está a ser alvo de uma investigação pelas autoridades do país. Em causa estão queixas de racismo que chegaram ao Conselho da Comunidade Luso-Brasileira de São Paulo depois de uma reportagem feita durante o jogo Portugal-República Checa, no Euro2012., e que desencadeou uma onda de protestos através da Comunidade Portuguesa e até de varios outras nacionalidades, face à falta de respeito. A  nossa associação recebeu muitas queixas, não só de portugueses mas [também] de luso-brasileiros que ficaram chocados com o tom extremamente debochado da matéria”, justifica o presidente António de Almeida e Silva, em declarações ao Diário de Notícias (DN).
No vídeo, um dos humoristas e apresentadores do programa pergunta a uma cidadã portuguesa se pode fazer um teste que consiste em verificar se a jovem tem “bigode”. Na mesma reportagem, o indivíduo refere-se aos portugueses como “burros”.
As conclusões da investigação ainda são desconhecidas mas, ainda no ano passado, os apresentadores do CQC pediram ironicamente desculpa no programa, justificando que “nós fazemos piadas de vocês [portugueses] desde 1500 e só agora vocês começaram a entender”.

O comentário
                          Embora eu considere que a “anedota de português”, tão frequente no Brasil,  é um tipo de piada que é um “tiro no pé” de quem a faz e defenda a máxima popular de que “a ignorância é muito atrevida”, sou de opinião que já era tempo de haver uma reação oficial  a esta manifestação que querendo parecer fruto de um complexo de superioridade nada mais é do que o oposto.
Já tenho ouvido muitas "piadas de português", mas a  forma como os apresentadores do programa pediram desculpa consegue ultrapassar todos os limtes tornando-se um hino à estupidez que em nada prestigia a comunicação social brasileira.





sexta-feira, 10 de maio de 2013

-"Português tem 430 restaurantes no Brasil ! "



Ele é médico, mas a verdadeira vocação de Alberto Saraiva é saber desvendar os desejos dos clientesEle é médico, mas a verdadeira vocação de Alberto Saraiva é saber desvendar os desejos dos clientes
O grupo Alsaraiva, presidido pelo português Alberto Saraiva, natural da Guarda, detém 430 lojas no Brasil, das quais se destacam os restaurantes de comida árabe Habib’s. No total, o grupo emprega 22 mil funcionários e um faturamento superior a um bilhão de reais.
 A cadeia Habib’s é a maior rede de restaurantes ‘fast food’ de comida árabe do mundo. Alberto Saraiva – que conhecemos desde São Paulo, depois da padaria deixada pelo pai, arrancou inicialmente com pizza e teve grande sucesso com o famoso rodisio, copiado logo a seguir por todos. O primeiro Habib´s surgiu em SP, em 1988 e estivemos presentes à inauguração. O produto principal eram as esfihas (um petisco da culinária árabe semelhante à pizza). Hoje a Habib´s  vende 680 milhões de unidades por ano e deverá ampliar bastante o mercado neste e no proximo ano.
Segundo Alberto Saraiva, a sua vida comercial começou quando – após a morte do pai – teve de tomar conta do negócio da família, uma padaria que tinham aberto em São Paulo. Foi aí que surgiu a sua filosofia para os negócios: “associar qualidade a preços mesmo muito, muito acessíveis”.

Aposta no ’franchising’

Em 1988, Alberto Saraiva abriu o primeiro restaurante Habib´s, em São Paulo, na altura com 20 funcionários. Mais tarde, depois de abrir 18 lojas, o empresário começou a implementar o ‘franchising’ no seu negócio, o que possibilitou a expansão da rede de ‘fast food’ de comida árabe por todo o Brasil. “Hoje, 60% dos restaurantes são próprios e 40% são franchising”, esclareceu Alberto Saraiva. 
Na área da restauração, e conforme “Portugal Sem Passaporte” já anteriormente divulgou,  o grupo Alsaraiva  possui várias outras  redes de ‘fast food’, destacando-se uma de comida italiana, chamada Ragazzo, e outra de comida variada, chamada Box30. E não falta produção dos famosos “Pasteis de Nata” bem portugueses.
Além disso, o grupo é detentor de fábricas próprias de laticínios, panificação e sorvetes, de um contact center, uma agência de viagens, uma agência de publicidade, um escritório de arquitetura, uma consultora de franquias e uma consultora imobiliária.

Mais 50 lojas ainda este ano

Para Alberto Saraiva, neste momento, a sua prioridade é a  expansão do grupo no Brasil, onde prevê abrir cerca de 50 lojas, ainda este ano, “aproveitando a boa fase económica do país”. 
No entanto, o empresário não descartou a hipótese de uma possível internacionalização do grupo, mas sublinhou que precisa de parceiros sólidos nos países estrangeiros para expandir o seu negócio. 
Quanto a Portugal – país com o qual o empresário mantém fortes relações familiares e de afeto – Alberto Saraiva contou que já houve portugueses interessados nos restaurantes, mas o negócio não chegou a concretizar-se, o que não impede que haja negociações futuras, sublinhou.

Fonte: lusa

terça-feira, 12 de março de 2013

-" Uma jóia com 500 anos: a Biblioteca da Universidade de Coimbra"



A Biblioteca da Universidade de Coimbra comemorou 500 anos. É a herdeira da “Casa da Livraria” da qual já há referências datadas de 12 de Fevereiro de 1513, quando a universidade funcionava em Lisboa.
Com um acervo de 1,5 milhões de livros, disponíveis em 28 quilómetros de estantes, distribuído por sete pisos, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra é a maior e a mais rica biblioteca de todo o mundo lusófono.
A parte mais apelativa é a Biblioteca Joanina, acabada em 1728 e mandada construir por D.João V, monumento nacional cuja riqueza arquitetónica e decorativa muito se deve ao ouro do Brasil que chegava a Portugal no séc.XVII.
A Universidade de Coimbra é a que tem mais estudantes brasileiros fora do Brasil.

segunda-feira, 4 de março de 2013

-" Universidade de Coimbra: uma das mais antigas do mundo"


A Universidade de Coimbra é uma das mais antigas universidades da Europa, criada em Lisboa, em 1290, e transferida definitivamente para Coimbra em 1537.
Nela estudaram, praticamente, todas as pessoas que fizeram a construção do Brasil . É o caso de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), que, tendo frequentado a Faculdade de Filosofia, seria um dos seus mais destacados professores, após a Reforma Pombalina da Universidade, no século XVIII.


De regresso ao Brasil, o futuro “Patriarca da Independência” acabaria por assumir papel determinante na emancipação do Brasil face à coroa portuguesa, em 1822.

O primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto (1922-1979), também estudou em Coimbra, na Faculdade de Medicina, em meados do século passado, antes de se envolver, em Lisboa, nas atividades anticoloniais.
Vários presidentes do Brasil foram distinguidos com o título de doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra, os últimos dos quais foram Lula da Silva (em 2011) e Fernando Henrique Cardoso (em 1995).
O ex-presidente e atual primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, foi outro dos estadistas de países lusófonos agraciados com esse grau académico, em 2011.

A Universidade de Coimbra é a que tem mais estudantes brasileiros fora do Brasil”. No último ano letivo (2011-2012), os brasileiros constituíram o grupo mais numeroso dos alunos estrangeiros da Universidade
totalizando 1.806 inscritos nas diferentes faculdades.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

-" CPLP, We Have a Problem"



22/02/2013

Um petroleiro foi assaltado, no Golfo da Guiné, no início deste mês, por gangs terroristas nigerianos. O assalto, inédito na zona, coloca à vista de todos aquilo que até agora era passado em silêncio: um imenso problema de segurança na zona em que se insere a Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe e também a sua vizinha Guiné Equatorial… Dois pequenos Estados membros da CPLP e um pequeno Estado candidato, todos três ricos em hidrocarbonetos e com posições geográficas privilegiadas numa zona da mais alta importância para o abastecimento energético da Europa.

Há cerca de uma dúzia de anos que um alto responsável político de S. Tomé alertou Lisboa para o cenário da “invasão das pirogas” vindas da Nigéria. Este político sugeria um apoio português que funcionasse como dissuasão para tal cenário. Por exemplo, que ao abrigo de um acordo especial uma companhia de comandos portugueses estivesse uns tempos “em instrução” em S. Tomé e fosse, no fim da sua temporada, substituída por outra, num sistema rotativo que nunca deixaria o pequeno país lusófono desamparado. A sugestão ainda aguarda a concretização da resposta portuguesa…

A Guiné Equatorial, situada na mesma zona e partilhando ameaças comuns com S. Tomé (por razões comuns: a imensa riqueza em hidrocarbonetos…) tem insistentemente procurado, fazendo valer os séculos em que integrou o império português, ser admitida na CPLP, para quebrar algum isolamento na zona e sentir-se mais ‘confortável’. Também há anos que espera… Lisboa tem ignorado em absoluto o estado calamitoso da segurança no Golfo da Guiné e muito menos foi capaz de compreender os riscos e ameaças na zona e, sobretudo, ignora as oportunidades que tal situação lhe pode oferecer.

Mais atenta (como vem sendo hábito), Madrid tem aproveitado e tem, procurando ganhar influência na zona, sido pró-activa. Basta ler com alguma atenção esta recente notícia: “El destacamento de Infantería de Marina enviado a la costa oeste de Guinea para formar a militares de varios países en materia antipiratería ya ha finalizado su misión y prepara su regreso a España (…) representantes de la U.S.Navy, impulsora y principal sustento de la misión ‘Africa Partnership Station’, como se denomina a esta iniciativa internacional, ha trasmitido recientemente a mandos de la Armada su satisfacción por la labor de los representantes de la Marina española”.

Lisboa nunca mostrou a capacidade de ter uma “intelligence” da importância e da situação estratégicas da zona do Golfo da Guiné e nem dos “trunfos” que tem e detém para a zona e nem como usá-los para se afirmar, projectar influência e ajudar a resolver problemas regionais de segurança. A realidade, porém, acaba frequentemente por se meter pelos olhos dentro, mesmo dos que não querem ver. E, depois de assim terem de ver, é conveniente que deixem de fazer como se não vissem…

O assalto ao tanker Le Gascogne, no dia 2 Fevereiro, em águas da Costa do Marfim, fez a demonstração de que o cenário da “invasão das pirogas” não é fruto de imaginações febris mas de uma acertada leitura da situação na região. Ficou claro, desde 2 Fevereiro, que os ‘gangs’ do Delta do Niger têm capacidade para realizar operações em qualquer ponto deste Golfo. E que, se não têm apoios no aparelho de estado da Nigéria, contam pelo menos com a passividade do Estado nigeriano que, em terra não desarticula estes gangs e, no mar, se mostra incapaz de garantir a segurança da navegação e permite o assalto a petroleiros.

E, a acrescentar a isto, há agora mais isto: Nigeria: An al Qaeda-linked Group Kidnaps Foreign Workers… E isto: The Rise of a New Nigerian Militant Group

CPLP, “we have a problem” !



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

-"A maioria dos alemães apoia Portugal"

Tradução da carta que a cidadã alemã Ute Pferdhirt enviou à redação do Jornal “O Público” no dia 11 do mês passado


Exmos.Senhores !

Esta carta vai escrita em alemão porque, embora eu possa ler, não consigo falar ou escrever português.
Ontem, li o excelente artigo de Manuel Carvalho “Foi Você que pediu o FMI ?” publicado no Vosso jornal  http://www.publico.pt/economia/noticia/foi-voce-que-pediu-o-fmi-1580105 .
e hoje recebi da “Central Federal Alemã para Formação Política” uma Newsletter com um artigo versando o mesmo tema http://www.nachdenkseiten.de/?p=15789#top .
Levo isto ao Vosso conhecimento para que, caso assim o entendam, possam facultar aos Vossos leitores o link para o referido artigo, porque pretendo que, pelo menos eles, fiquem a saber que a maioria dos alemães

- considera um enorme erro as medidas de austeridade que o MFI impôs à população portuguesa;
- espera que o seu apoio possa ser mais um argumento para uma próxima manifestação de protesto;
- deseja que o governo português abrande as medidas de austeridade

e, por último, mas não menos importante, que se saiba que os alemães não são a Angela Merkel e que na sua grande maioria repudiam as medidas que estão a ser impostas a países como Portugal .


Nota:
tradução e publicação com o acordo da autora