Países dos leitores

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segunda-feira, 24 de junho de 2013

-"No Brasil continua a usar-se a terrível Talidomida"



Autoria de
: Ute Pferdehirt

Tradução e adaptação : Arnaldo Norton

Na edição “online” do jornal alemão “Die Zeit”, de 24 do corrente, encontrei uma notícia sobre as vítimas da talidomida, aquele terrível medicamento que provocou malformações em milhares de bebés por todo o Mundo.
http://www.zeit.de/2013/24/contergan-opfer).
Procurando saber mais, encontrei o Blogue de Klaus Hart, um alemão radicado no Brasil, que publicou em 6.12.2012 uma entrevista com Cláudia Maximino, uma das vítimas http://www.hart-brasilientexte.de/2012/12/06/brasiliens-endloser-conterganskandal-neuer-dokumentarfilm-uber-thalidomidfolgen-bis-heute/ ).


Cláudia, de 45 anos, não tem pernas, só tem um braço deformado, é licenciada em administração de empresas e dirige a Associação Brasileira das Vítimas da Talidomida.

Passo a transcrever um excerto da entrevista :


"A Organização Mundial de Saúde calcula que no Brasil há mais de mil vítimas da talidomida; nós estamos convencidos que o número de vítimas é muito maior visto a talidomina ser prescrita e tomada no Brasil há mais de 50 anos.Mas o mais inacreditável neste caso é que, ainda hoje, há médicos a receitarem a talidomida a mulheres sem fazerem o teste de gravidez e sem as informarem dos riscos que correm ao tomarem aquele medicamento.Parece absurdo mas existe uma nova geração de médicos que desconhece os efeitos da talidomida e nunca ouviu falar nos escândalos e debates à volta deste medicamento. Em todo o Mundo foi debatido o caso da talidomida ; no meu país, devido à má qualidade da comunicação social e ao baixo nível cultural há pessoas que nunca ouviram falar nisso, inclusive no seio da classe médica.Dá mesmo vontade de chorar ! ..."

Eu posso acrescentar que os direitos de produção da talidomida foram comprados, em 1957, ao laboratório alemão Grünenthal, por três empresas farmacêuticas brasileiras que a lançaram no mercado com as designações comercias de SEDALIS, SEDIM e SLEEPY.


"
talidomida (C13H10N2O4) é uma substância usualmente utilizada como medicamento sedativoanti-inflamatório e hipnótico. Devido a seus efeitos teratogénicos, tal substância deve ser evitada durante a gravidez e em mulheres que podem engravidar, pois causa má-formação ou ausência de membros no feto.
(Wikipédia) 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Talidomida

sábado, 15 de junho de 2013

-" A origem da BUNDA ?..."

Um amigo meu, brasileiro, creio eu que depois de aturadas investigações e gostosos estudos no terreno, teve a gentileza de me enviar o resultado duma pesquisa efetuada sobre a origem do termo “BUNDA”.
Pela fluência e humor do texto e pela importância de que tal pesquisa se reveste e considerando o princípio segundo o qual devemos estar identificados com tudo aquilo com que lidamos, não posso deixar de o partilhar com os meus amigos, certo de que irei contribuir para enriquecer o seu conhecimento acerca de tão importante atributo feminino.


CAROS AMIGOS, VOCÊS TODOS SABEM QUE NO BRASIL BUNDA É UMA PAIXÃO NACIONAL.
A GATA PASSA E LOGO SE OLHA PARA ELA, A BUNDA.

MAS VOCÊS SABEM A ORIGEM DO TERMO  BUNDA ???

Os responsáveis pela bunda, como é conhecida na atualidade, referindo-me ao conceito contemporâneo de bunda, ou seja,a bunda como ela é, são os africanos.
Mais especificamente, os angolanos.
Para ser ainda mais preciso, as angolanas.
Foram elas, angolanas que, ao chegarem ao Brasil, durante as trevas da escravatura, revolucionaram tudo o que se sabia sobre bunda até então.

Foi assim !...

Naquela época, a palavra bunda não existia.
Os portugueses, quando queriam falar a respeito das nádegas de uma mulher, diziam exatamente isso, nádegas. Ou região glútea, tanto faz.

Aí, os escravos angolanos chegaram ao Brasil. Só que eles não eram conhecidos como angolanos. Eram os bantos, chamados bundos, que falavam o idioma "ambundo". Ou "quimbundo". A língua bunda, enfim.
Os bundos, esses, em especial as mulheres bundas, possuíam a tal região glútea muito mais sólida, avantajada, globosa.

Os portugueses, que não eram tolos, logo deitaram os olhares para as nádegas das bundas. Quando alguma delas passava diante de um grupo de portugueses, vinham logo os comentários:   -“Que bunda ! ...”

Em pouco tempo, a palavra bunda, antes designação de uma língua e de um povo, passou a ser sinónimo de nádegas.

E assim nasceu a Bunda tal como a conhecemos hoje .....
Fonte: "Águias da Estrada"



terça-feira, 11 de junho de 2013

-"A melhor Língua é o Português - mas sem fronteiras"


:::  A Língua Portuguesa foi escolhida como a melhor para se aprender por uma publicação internacional. Mas falta ainda, de dentro da Lusofonia, devolver a ela uma visão internacional.  :::

Hoje – acima de todo nacionalismo ou de um imperialismo vindo de um país sobre toda a Língua –, faz falta uma política de ensino para uma Língua Portuguesa que não seja só brasileira ou só portuguesa, mas que seja internacional, seja lusófona.
A Língua Portuguesa vive mais um momento de grande projeção no mundo. Porém, ainda é preciso desfazer as divisões que se tentam ideologicamente criar dentro da Língua. Faz falta uma política de ensino para uma Língua Portuguesa internacional, de convergência mundial. Que não seja só brasileira ou só portuguesa, mas que – acima de todo nacionalismo – seja internacional, seja lusófona.
No português, tanto em um lado como em outro do Atlântico, a gramática é praticamente a mesma. Os modelos de ortografia, de flexões e de ordem sintática são os mesmos, só havendo a natural variação nas pronúncias. Há variações nas formas da fala do português no Brasil, o paulista, o mineiro, o carioca, o gaúcho, o nordestino; assim como nas formas do português em Portugal, o lisboeta, o portuense, o alentejano, o beirão, o açoriano; isso sem falar na África, em Macau, em Goa, em Timor-Leste.
Portanto, há uma unidade gramatical, e são muito poucas entre si as diferenças no léxico. As palavras essenciais do português falado em todo o mundo são as mesmas, e de longe há no conjunto do léxico muito mais coincidências do que diferenças. Assim como normalmente há algumas diferenças de léxico e de pronúncias entre o inglês britânico e o inglês americano, mas aí também trata-se de uma só língua.
A própria autora reconhece que, ao aprender a Língua Portuguesa no Brasil, pode-se dominar o português internacional “com uma pronúncia nova e com umas poucas palavras novas”.
O enfoque do texto recai sobre a força económica da Língua, sobretudo a de sua variante brasileira – não se pode falar em “português do Brasil” como uma Língua própria pelas razões citadas acima e que permitem uma intercompreensão perfeita entre seus falantes e seus leitores de qualquer parte do mundo. Em um mundo de comunicação em escala mundial, dar o caráter da Língua Portuguesa como se fosse de um só país é tirar dela o caráter que historicamente teve de uma Língua global.
Condenam-se hoje em dia os isolacionismos e o imperialismo vindo de um país sobre toda a Língua. Aquele sentimento de divisão que faz as empresas exigirem de profissionais um “‘português brasileiro fluente’ em seus currículos” – ou mesmo, tão simples, de um fluente “brasileiro”…
Mas essa Língua é a portuguesa. E trata-se de uma só Língua, da “filha ilustre do Latim”. O português é uma Língua do mundo, e deve ser-lhe dado um enfoque universalizante, internacional – razão de existência da Lusofonia.


domingo, 2 de junho de 2013

-"O comércio mundial do petróleo também será em lingua portuguesa"



Plataforma de alto-mar em Angola: a Língua Portuguesa será uma das principais do comércio internacional de petróleo.


A Lusofonia conquistou um novo reposicionamento estratégico mundial, induzido pelas grandes descobertas de petróleo e gás natural. Brasil, Angola e Moçambique representam hoje mais de 50% das descobertas petrolíferas realizadas nos últimos sete anos.

“Isto traz uma especial responsabilidade ao espaço lusófono. Posso dizer-lhes, inequivocamente, que essas descobertas agregadas à sustentabilidade dos sucessos passados, que Angola transforma o espaço lusófono, reposicionam, em termos geopolíticos, o espaço lusófono na economia global. Não tenho dúvida nenhuma sobre isso”, declarou o presidente executivo da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira.Para ele, tal constitui um desafio para o qual os lusófonos se devem preparar, “ocupando no mundo o papel que a geologia chama a desempenhar”. “Só falta Portugal encontrar petróleo”, complementou Ferreira de Oliveira.
                           ––  Um instituto pan-lusófono para o petróleo e gás ––


Refinaria de Sines, cidade litorânea do Baixo Alentejo: Galp Energia e seis universidades portuguesas criaram instituto lusófono para o petróleo e gás.
A Galp Energia e as seis maiores universidades portuguesas criaram recentemente o Instituto do Petróleo e Gás (ISPG), com o objetivo de promover a competitividade das indústrias de energia nos países lusófonos através da formação avançada de quadros técnicos e da criação de uma rede de cooperação entre empresas, universidades e centros de investigação.
Fazem parte da iniciativa a Universidade de Aveiro, a Universidade do Porto, a Universidade do Minho, a Universidade Nova de Lisboa, o Instituto Superior Técnico de Lisboa, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
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–– Extraído da Agência Lusa e dos jornais Expresso e Diário Económico (Portugal) ––


quinta-feira, 30 de maio de 2013

-"Programa brasileiro “C Q C” investigado pela policia por piadas racistas sobre portugueses"

A notícia
O Conselho da Comunidade Portuguesa está a processar o programa “CQC.


O programa  ‘CQC’ está a ser alvo de uma investigação pelo Departamento de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo depois de um episódio, ocorrido durante o campeonato da Europa de 2012, em que são feitas algumas piadas de mau gosto com os portugueses. Os apresentadores pediram, entretanto, desculpa mas de forma irónica, lembrando que fazem piadas sobre portugueses desde “1500 e só agora começaram a perceber”.
O programa brasileiro CQC, cujos moldes são muito semelhantes ao “CQC” que já esteve no ar na televisão portuguesa, ‘Caia Quem Caia’, está a ser alvo de uma investigação pelas autoridades do país. Em causa estão queixas de racismo que chegaram ao Conselho da Comunidade Luso-Brasileira de São Paulo depois de uma reportagem feita durante o jogo Portugal-República Checa, no Euro2012., e que desencadeou uma onda de protestos através da Comunidade Portuguesa e até de varios outras nacionalidades, face à falta de respeito. A  nossa associação recebeu muitas queixas, não só de portugueses mas [também] de luso-brasileiros que ficaram chocados com o tom extremamente debochado da matéria”, justifica o presidente António de Almeida e Silva, em declarações ao Diário de Notícias (DN).
No vídeo, um dos humoristas e apresentadores do programa pergunta a uma cidadã portuguesa se pode fazer um teste que consiste em verificar se a jovem tem “bigode”. Na mesma reportagem, o indivíduo refere-se aos portugueses como “burros”.
As conclusões da investigação ainda são desconhecidas mas, ainda no ano passado, os apresentadores do CQC pediram ironicamente desculpa no programa, justificando que “nós fazemos piadas de vocês [portugueses] desde 1500 e só agora vocês começaram a entender”.

O comentário
                          Embora eu considere que a “anedota de português”, tão frequente no Brasil,  é um tipo de piada que é um “tiro no pé” de quem a faz e defenda a máxima popular de que “a ignorância é muito atrevida”, sou de opinião que já era tempo de haver uma reação oficial  a esta manifestação que querendo parecer fruto de um complexo de superioridade nada mais é do que o oposto.
Já tenho ouvido muitas "piadas de português", mas a  forma como os apresentadores do programa pediram desculpa consegue ultrapassar todos os limtes tornando-se um hino à estupidez que em nada prestigia a comunicação social brasileira.





sexta-feira, 10 de maio de 2013

-"Português tem 430 restaurantes no Brasil ! "



Ele é médico, mas a verdadeira vocação de Alberto Saraiva é saber desvendar os desejos dos clientesEle é médico, mas a verdadeira vocação de Alberto Saraiva é saber desvendar os desejos dos clientes
O grupo Alsaraiva, presidido pelo português Alberto Saraiva, natural da Guarda, detém 430 lojas no Brasil, das quais se destacam os restaurantes de comida árabe Habib’s. No total, o grupo emprega 22 mil funcionários e um faturamento superior a um bilhão de reais.
 A cadeia Habib’s é a maior rede de restaurantes ‘fast food’ de comida árabe do mundo. Alberto Saraiva – que conhecemos desde São Paulo, depois da padaria deixada pelo pai, arrancou inicialmente com pizza e teve grande sucesso com o famoso rodisio, copiado logo a seguir por todos. O primeiro Habib´s surgiu em SP, em 1988 e estivemos presentes à inauguração. O produto principal eram as esfihas (um petisco da culinária árabe semelhante à pizza). Hoje a Habib´s  vende 680 milhões de unidades por ano e deverá ampliar bastante o mercado neste e no proximo ano.
Segundo Alberto Saraiva, a sua vida comercial começou quando – após a morte do pai – teve de tomar conta do negócio da família, uma padaria que tinham aberto em São Paulo. Foi aí que surgiu a sua filosofia para os negócios: “associar qualidade a preços mesmo muito, muito acessíveis”.

Aposta no ’franchising’

Em 1988, Alberto Saraiva abriu o primeiro restaurante Habib´s, em São Paulo, na altura com 20 funcionários. Mais tarde, depois de abrir 18 lojas, o empresário começou a implementar o ‘franchising’ no seu negócio, o que possibilitou a expansão da rede de ‘fast food’ de comida árabe por todo o Brasil. “Hoje, 60% dos restaurantes são próprios e 40% são franchising”, esclareceu Alberto Saraiva. 
Na área da restauração, e conforme “Portugal Sem Passaporte” já anteriormente divulgou,  o grupo Alsaraiva  possui várias outras  redes de ‘fast food’, destacando-se uma de comida italiana, chamada Ragazzo, e outra de comida variada, chamada Box30. E não falta produção dos famosos “Pasteis de Nata” bem portugueses.
Além disso, o grupo é detentor de fábricas próprias de laticínios, panificação e sorvetes, de um contact center, uma agência de viagens, uma agência de publicidade, um escritório de arquitetura, uma consultora de franquias e uma consultora imobiliária.

Mais 50 lojas ainda este ano

Para Alberto Saraiva, neste momento, a sua prioridade é a  expansão do grupo no Brasil, onde prevê abrir cerca de 50 lojas, ainda este ano, “aproveitando a boa fase económica do país”. 
No entanto, o empresário não descartou a hipótese de uma possível internacionalização do grupo, mas sublinhou que precisa de parceiros sólidos nos países estrangeiros para expandir o seu negócio. 
Quanto a Portugal – país com o qual o empresário mantém fortes relações familiares e de afeto – Alberto Saraiva contou que já houve portugueses interessados nos restaurantes, mas o negócio não chegou a concretizar-se, o que não impede que haja negociações futuras, sublinhou.

Fonte: lusa