Países dos leitores

Países dos leitores

domingo, 30 de dezembro de 2018

-" Reflexão sobre a megalomania "


A megalomania, ou seja, a mania de grandeza seja de bens ou de poder, afeta tantas pessoas que não há forma de obter dados estatísticos.
A mania das grandezas pode ser benéfica se o afetado tiver bom senso mas, na maoria dos casos, é fatal e resulta na falência financeira e social.
Megalomania é um transtorno psicológico definido por delírios e fantasias de poder, relevância ou omnipotência e é caracterizada por uma exagerada auto-estima das pessoas nas suas crenças e/ou poderes".
Nesta época desenfreada de consumismo, seria bom para todos, principalmente para os mais chegados, que os afetados pela megalomania fossem capazes de fazer um exercício de humildade identificando as vítimas da sua maneira de ser. Seria algo muito louvável que faria com que todos tivessem um melhor Natal.

-" O facebook e os sabichões "


Nesta quadra em que a solidariedade vem ao de cima seria bom que todos fizessemos uma retrospetiva do nosso comportamento, quer no facebook quer no dia-a-dia.
Todos nós já encontramos um "sabichão" que sabe tudo melhor que todos e sempre pronto a "ensinar" até quem tem melhor formação.
A propósito disto, surgiram, ultimamente, duas coisas que, creio, será de grande interesse pensarmos bem nelas e perguntarmos a nós próprios de que modo elas nos atingem.
Uma delas, é um estudo há pouco realizado que revela que os "sabichões"têm falta de metacognição ou seja, são inconscientes da sua ignorância. Só por si, este estudo já nos faz pensar no papel ridículo que teremos feito se alguma vez assumimos o papel de "sabichões"! ...
A outra, é a afirmação do filósofo Bertrand Russel que nos diz que "um dos problemas do mundo é que os "sabichões" estão cheios de certezas e os inteligentes cheios de dúvidas".
Seria muito bom se refletissemos sobre isto, com humildade, nesta quadra natalícia !

sábado, 24 de novembro de 2018

-"Reconstituição da Destruição de Pompeia"

Uma das maiores atrações turisticas de Itália é o campo arqueológico das ruínas da cidade de Pompeia, destruída no ano 79 dC pela erupção do vulcão Vesúvio. Foi uma erupção invulgar sem lava que, no primeiro dia, libertou um gás superaquecido com enorme energia térmica e, no segundo, uma gigantesca coluna de magma e cinzas de 27 quilómetros que, ao abater-se sobre a cidade, a enterrou dando sepultura a cerca de 2.000 pessoas, seguida de uma chuva de pedras superaquecidas que acabou por danificar o que restava.
O museu de Melbourne fez um vídeo que tenta recriar a destruição de Pompeia que, embora não correspondendo à versão conhecida, não deixa de ser impressionante e que pode ser visto a seguir.



Pompeia permaneceu enterrada durante 1.600 anos até que, em 1748, foi encontrada.
Em 1860, começaram os trabalhos arqueológicos e durante as escavações iniciais foram observados certos vazios que continham restos humanos, concluindo-se que eram resultantes da cobertura de material vulcânico que envolveu os corpos dos mortos. À medida que o corpo e a roupa se iam deteriorando, um espaço vazio era deixado. Este espaço vazio representava a forma exata do cadáver na hora de sua morte. Então, o arqueólogo Fiorelli desenvolveu a técnica de injetar gesso nesses espaços para recriar as formas das vítimas da tragédia.




Foram feitos mais de 1.000 moldes que são, hoje, uma atração turística para mais de 2,5 milhões de pessoas por ano.

sábado, 13 de outubro de 2018

-"Comunidade Luso-Indiana"

Os portugueses estiveram na Índia durante quase cinco séculos ( 1498 a 1961 ), em 25 diferentes localidades por toda a península industânica. Ao longo desses cinco séculos, o intercâmbio físico, social e cultural foi tão forte que, dificilmente, se pode falar numa comunidade de luso-descendentes; não porque eles não existam, mas por se encontrarem dispersos pelo vasto território onde o portugueses se fixaram, bem como em Portugal e no estrangeiro.
A indiana talvez seja a maior comunidade de luso-descendentes embora não possa ser quantificada devido à sua dispersão.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

- "Angola na Comunidade "Portugee" ou "Melungeon".



A palavra "melungeon" será de origem angolana ? Será mais uma prova da origem portuguesa desta comunidade ?

Os membros daquela que pode ser a mais antiga comunidade de luso-descendentes desigam-se a si próprios "portugee" mas os restantes americanos dão-lhes o nome de "melungeons".




Alguns investigadores consideram que esta palavra é derivada da portuguesa "melungo" que, por sua vez, deriva da palavra "ma´luno", em quimbundo, que significa "companheiro" ou "amigo" e que foi adotada pelos marinheiros portugueses, de acordo com vários registos.

Há quem considere que o termo foi levado para a América pelos huguenotes que emigraram para a Virgínia em 1700, enquanto outros lhe atribuem, com forma perjorativa, origem inglesa ou turca.
São hipótese demasiado elaboradas sem qualquer fundamento científico.


Como resultado da investigação que fiz, é evidente que a hipótese de a palavra ter origem luso-angolana é a mais credível.

Arnaldo Santos Norton

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

-"A Primeira Comunidade de Luso-Descendentes"


 A Comunidade “portugee” pode ter sido criada pelos sobreviventes das caravelas de Gaspar e de Miguel Côrte-Real que teriam naufragado, em 1501, na costa da Terra Nova ou mais para Sul. Como percurso natural, penetraram nos Apalaches onde encontraram os índios cherokee, como prova a Pedra de Dighton, no Massachusetts, com as suas inscrições de 1511.

Esta minha hipotese contraria a que é apresentada pelo investigador Manuel Mira no seu livro (ver  https://rosadosventosan.blogspot.com/2018/09/mais-antiga-comunidade-de-luso.html


Ele parte do princípio que a comunidade dos” portugee” ou “melungeons”se formou com os portugueses que se fixaram, em 1567, na Florida e, mais tarde, se entranharam nas montanhas dos Apalches em busca de ouro.
É pouco provável que assim tenha sido visto o percurso da Florida a Massachusetts ser gigantesco e as inscrições na Pedra de Dighton terem sido feitas 56 anos antes.
(ver https://rosadosventosan.blogspot.com/search?q=Os+historiadores+renegados)


Desde 1452 que os portugueses, 40 anos antes de Colombo, navegavam ao longo do litoral do continente americano. Nesse ano, Diogo de Teive navegou próximo da Terra Nova, onde mais tarde, em 1474, João Vaz Corte-Real e Álvaro Martins Homem desembarcaram oficializando a sua descoberta. Consta que, em absoluto sigilo, em 1478 João do Estreito e Fernão Dulmoa chegaram à costa do que hoje é os Estados Unidos. Em 1491, Pedro de Barcelos e João Labrador exploraram a costa americana.
Em 1501, os irmãos Gaspar e Miguel Côrte-Real atingem, de novo, a Terra Nova (também conhecida como Terra dos Côrte-Real), onse se inicia a pesca do bacalhau.
No mesmo ano Gaspar Côrte-Real não regressa da sua nova viagem à Terra Nova, acontecendo o mesmo com seu irmão Miguel que o foi procurar.

Os "portugee" têm traços fisionómicos onde se identificam origens europeia, africana e índia.
A origem índia dispensa explicação, a europeia é explicada acima e a africana será, também, de membros das tripulações.




domingo, 23 de setembro de 2018

-“A mais antiga Comunidade de Luso-Descendentes ?...”

“Existe uma comunidade nos Estados Unidos que afirma ser de descendentes
dos náufragos de um navio português que afundou na época das Descobertas”.

Encontrei esta afirmação no decorrer
da investigação que fiz sobre as Comunidades de Luso-Descendentes num livro de Manuel Mira, um investigador há muito residente nos Estados Unidos, que faz revelações surpreendentes.
Segundo ele, existe uma comunidade em Sneedville, uma cidade nas montanhas Apalaches, que reclama a sua ascendência portuguesa e cujos membros se intitulam “portugee”. 


Teriam vindo para Sneedville no século XVII devido às precárias condições de vida no interior das Apalaches, onde viviam muito antes do domínio inglês. Na generalidade são denominados de “Melungeons” (melungos em português) devido aos traços fisionómicos onde se detetam origens europeia, africana e índia.
A única documentação encontrada sobre esta comunidade é o censo de 1784, no qual se afirma que a origem dos Melungos é portuguesa.
O autor refere a existência de uma placa algures onde se lê: “Em 1567 passou por aqui uma expedição espanhola comandada por Juan Pardo” e afirma ser do seu conhecimento anterior que Juan Pardo trouxera portugueses para a Florida. Mais tarde descobriu um livro sobre os Melungos onde se afirmava que estes seriam descendentes de portugueses e espanhóis que foram para certas zonas da Carolina do Norte à procura de ouro e que foram capturados ou auxiliados pelos índios Cherokee.

Ficam estas revelações e o tema para posteriores investigações.