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sexta-feira, 16 de março de 2018
sábado, 10 de fevereiro de 2018
-" Como se formam as ondas gigantescas da Nazaré "
O vídeo que se segue explica como se formam as ondas mais famosas de
Portugal, mas a sua formação pode ser assim resumida:
- a ondulação do largo que chega à zona costeira, propaga-se mais rapidamente sobre a Fossa da Nazaré, (vulgarmente hoje chamada de "Canhão da Nazaré") onde a água é mais profunda, do que na plataforma continental adjacente, onde a água é relativamente pouco profunda.
Esta diferença na propagação da onda, dependendo da profundidade sobre a qual ela se move, modifica a orientação das linhas de cristas e cavas (diz-se que a onda é refratada pela topografia, tal como os raios de luz são refratados quando passam do ar para a água), criando zonas onde a onda converge. Esta convergência focaliza a energia da onda o que se traduz numa amplificação da onda.
Este processo parece ser particularmente eficaz na zona ao largo da Praia do Norte, durante os períodos de ondulação (swell) predominante de Noroeste ou de Oeste, e em algumas simulações efetuadas, recorrendo a modelos numéricos, sugeriram que uma onda ao largo com 10m de altura pode ser amplificada por este processo, atingindo cerca de 20m na área da Praia Norte.
O que torna a Nazaré especial é a orientação da sua Fossa Submarina e o modo como ela interseta a linha de costa permitindo que ela modifique as correntes que a própria ondulação cria junto à costa, fazendo com que em certos períodos se desenvolva uma corrente forte que se opõe às ondas.
Em poucas palavras, as fossas submarinos como a Fossa da Nazaré, modificam o modo como a ondulação se propaga, permitindo a existência de zonas na proximidade da fossa onde a onda converge e se amplifica.
Ao largo da Praia do Norte, este processo parece ser reforçado por correntes costeiras que se opõem às ondas e pela diminuição rápida do fundo que a onda sente ao passar da fossa para a plataforma próxima.
A Fossa da Nazaré é conhecido de há muito, e em tempos remotos considerada como um abismo insondável. O conhecimento científico deste canhão submarino, nomeadamente sobre as suas características gerais nas proximidades da costa, poder-se-á localizar no início do século XX, com um conjunto de levantamentos hidrográficos realizados pela Missão Hidrográfica (o precursor do atual Instituto Hidrográfico), posteriormente descritos por Ferreira de Andrade (1937).
O Canhão Submarino da Nazaré estende-se por cerca 170 km, desde profundidades abissais de 5000m até cerca de poucas centenas de metros da Praia da Nazaré, onde a parte terminal do canhão (chamada a cabeceira do canhão) chega a 150m de profundidade.
A parte do Canhão da Nazaré que corta a plataforma continental constitui um desfiladeiro submarino verdadeiramente impressionante, com uma largura máxima de cerca de 6 quilómetros e paredes que descem até aos 2000 metros de profundidade.
- a ondulação do largo que chega à zona costeira, propaga-se mais rapidamente sobre a Fossa da Nazaré, (vulgarmente hoje chamada de "Canhão da Nazaré") onde a água é mais profunda, do que na plataforma continental adjacente, onde a água é relativamente pouco profunda.
Esta diferença na propagação da onda, dependendo da profundidade sobre a qual ela se move, modifica a orientação das linhas de cristas e cavas (diz-se que a onda é refratada pela topografia, tal como os raios de luz são refratados quando passam do ar para a água), criando zonas onde a onda converge. Esta convergência focaliza a energia da onda o que se traduz numa amplificação da onda.
Este processo parece ser particularmente eficaz na zona ao largo da Praia do Norte, durante os períodos de ondulação (swell) predominante de Noroeste ou de Oeste, e em algumas simulações efetuadas, recorrendo a modelos numéricos, sugeriram que uma onda ao largo com 10m de altura pode ser amplificada por este processo, atingindo cerca de 20m na área da Praia Norte.
O que torna a Nazaré especial é a orientação da sua Fossa Submarina e o modo como ela interseta a linha de costa permitindo que ela modifique as correntes que a própria ondulação cria junto à costa, fazendo com que em certos períodos se desenvolva uma corrente forte que se opõe às ondas.
Em poucas palavras, as fossas submarinos como a Fossa da Nazaré, modificam o modo como a ondulação se propaga, permitindo a existência de zonas na proximidade da fossa onde a onda converge e se amplifica.
Ao largo da Praia do Norte, este processo parece ser reforçado por correntes costeiras que se opõem às ondas e pela diminuição rápida do fundo que a onda sente ao passar da fossa para a plataforma próxima.
A Fossa da Nazaré é conhecido de há muito, e em tempos remotos considerada como um abismo insondável. O conhecimento científico deste canhão submarino, nomeadamente sobre as suas características gerais nas proximidades da costa, poder-se-á localizar no início do século XX, com um conjunto de levantamentos hidrográficos realizados pela Missão Hidrográfica (o precursor do atual Instituto Hidrográfico), posteriormente descritos por Ferreira de Andrade (1937).
O Canhão Submarino da Nazaré estende-se por cerca 170 km, desde profundidades abissais de 5000m até cerca de poucas centenas de metros da Praia da Nazaré, onde a parte terminal do canhão (chamada a cabeceira do canhão) chega a 150m de profundidade.
A parte do Canhão da Nazaré que corta a plataforma continental constitui um desfiladeiro submarino verdadeiramente impressionante, com uma largura máxima de cerca de 6 quilómetros e paredes que descem até aos 2000 metros de profundidade.
sábado, 20 de janeiro de 2018
-" Os Espigueiros "
Os espigueiros, canastros ou caniceiros, conforme os materiais uilizados na sua construção, além de serem um celeiro onde o lavrador guarda as espigas de milho, constituem verdadeiras obras de arte popular. São parte valiosa do património cultural português de grande interesse etnográfico.
Para além da sua utilidade, os espigueiros têm uma elevada carga simbólica, quase como sacrários, onde se guarda o alimento para o ano inteiro que se procura proteger contra todos os males recorrendo à implantação de uma cruz.
A função do espigueiro é a secagem das espigas protegendo-as da humidade e de pássaros, ratos, insetos e formigas, o que determina a sua forma de construção.
Encontram-se ainda bastantes no Norte de Portugal e na Galiza.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
-" Na região dos Grandes Lagos, no Equador "
Terminamos 2017 com um inspirado documentário sobre a Natureza.
Vamos começar 2018, também, com um excelente documentário sobre a Natureza mas, desta vez, centrados na região dos "Grandes Lagos" formada pelo rio Amazonas no Equador.
Iremos encontrar comoventes imagens, como esta, e ...
Vamos começar 2018, também, com um excelente documentário sobre a Natureza mas, desta vez, centrados na região dos "Grandes Lagos" formada pelo rio Amazonas no Equador.
Iremos encontrar comoventes imagens, como esta, e ...
FOTO
toda a grandiosidade da Natureza no vídeo que se segue-
domingo, 31 de dezembro de 2017
-" O esplendor da Natureza "
Para finalizar 2017, um vídeo maravilhoso que desejo Vos inspire para serem felizes no Novo Ano de 2018
sábado, 16 de dezembro de 2017
-" O Navio-escola "SAGRES"
O "NRP Sagres" é o principal navio-escola da Marinha Portuguesa e é o
terceiro navio com esse nome a desempenhar funções de instrução; por
isso, é também chamado de "Sagres III".
(FOTO)
É o navio mais conhecido das Forças Armadas de Portugal, identificado pelas suas velas ostentando a cruz da Ordem de Cristo. Além das funções de navio-escola também tem sido utilizado na representação nacinal e internacional da marinha e de Portugal.
Em 19 de janeiro de 2010, partiu para a terceira volta ao mundo e passados 11 meses regressou a Lisboa depois de ter escalado 28 portos, ter navegado 5.500 horas e ter sido visitado por cerca de 300.000 pessoas.
Além das circum-navegações, a Sagres III participou na Regata Colombo (1992), nas comemorações dos 450 anos da chegada dos Portugueses ao Japão (1993) e ainda nas celebrações por ocasião dos 500 anos da Descoberta do Brasil (2000).
domingo, 10 de dezembro de 2017
-" A pesca do Bacalhau "
(VÍDEO NO FINAL)
Creio que se pode considerar, com elevado grau de certeza, que a pesca do bacalhau pelos portugueses é uma prática quase milenar.
.Os portugueses pescavam principalmente no Grande Banco, que inclui parte do Banco da Terra Nova, e mais tarde na Gronelândia.
Há indícios de que no século X já havia comércio com os escandinavos, (do qual a pesca não ficaria de fora) que são reforçados no século XII com o casamento de Berengária, filha de Sancho I com Valdemar II da Dinamarca, o que indicia um ligação grande entre os dois reinos.
No entanto, a mais antiga referência à pesca do bacalhau de que há registo é de 1353 quando é celebrado um tratado entre o rei português Pedro I e o inglês Eduardo II, no qual se estabelece que os portugueses possam pescar bacalhau nas costas da Inglaterra.
Mas a pesca do bacalhau pelos portugueses não ficou por aí, porque em 1504 já tinham colónias na Terra Nova às quais existem referências datadas de 1520 a 1525.
Estas colónias correspondem a um tipo de pesca sedentária, onde os barcos encontravam uma base em terra, e a partir daí os pescadores saiam em embarcações mais pequenas à pesca com aparelhos de linha. Naturalmente o amanhar do peixe e a primeira seca e salga era também em terra. Esta opção podia não ser a única, podendo já ocorrer uma pesca errante, semelhante à que mais tarde foi adoptada pelos lugres.
A requisisção de Filipe I, de Portugal, ( Filipe II, de Espanha) de todos os barcos capazes de enfrentar o mar alto para formar a malograda Armada Invencível, deu um rude golpe na frota bacalhoeira portuguesa, de tal forma que em 1624 não havia nenhuma embarcação capaz.
Em 1583, o inglês Gilbert Raleigh ocupa a Terra Nova pondo fim à longa história das colónias de pescadores portugueses na América do Norte.
Daí, e até ao século XIX, a pesca do bacalhau feita pelos portugueses desapareceu
Em 1830 foram comprados barcos na Inglaterra com os quais se retomou a pesca do bacalhau que se manteve inalterada até aos anos 70 do século XX.
A partir de 1927 os pescadores passaram a ter o precioso apoio do navio-hospital Gil Eanes e e em 1931 voltam a pescar na Groenlândia, o que coincide com o início do uso do trole (uma linha com vários anzóis, deixada no fundo e recolhida a intervalos mais ou menos regulares).
1968, assinala o princípio do fim, com as primeiras diminuíções das capturas, e as restrições à pesca nas água nacionais dos diversos países.
A pesca do bacalhau à linha terminaria definitivamente em 1974, 3 anos depois de o último lugre ter partido pela última vez para os Bancos.
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