Países dos leitores

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domingo, 3 de março de 2019

-"A fronteira na Irlanda e a falta de originalidade do Brexit"

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Creio não haver dúvida de que as gerações anteriores resolveram os problemas com as fronteiras de uma forma muito mais original  do que a que se está a tentar seguir com o Brexit. De certa forma até é compreensível que os ingleses não consigam aceitar uma solução que não seja baseada na força, como a história nos demonstra.
Por todo o mundo  existem enclaves, exclaves e fronteiras que são modelos de originalidade, como se pode ver no vídeo que se segue.




quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

-" Como evitar a falência da Segurança Social"

Rendimento Básico Incondicional ou Contribuição para a Segurança Social ?
Qual destas duas soluções será a ideal para evitar uma situação catastrófica provocada pela robotização ? (Ver https://rosadosventosan.blogspot.com/2019/01/robotizacao-e-as-pensoes-de-reforma.html#links

Manter a contribuição para a Segurança Social no valor igual ao que correspondia aos trabalhadores substituidos pelos robôs será uma solução. Muitos empresários não irão gostar da ideia mas se forem capazes de ver a médio prazo chegarão à conclusão que o retorno do investimento os irá compensar. Desse modo puderá garantir-se a continuidade dos subsídios de desemprego evitando-se, a curto prazo, uma tragédia social. Mas, mais tarde ou mais cedo, os problemas surgirão devido à curta duração dos subsídios.


Portanto, resta-nos como única solução a longo prazo a introdução do Rendimento Básico Incondicional (ver https://rosadosventosan.blogspot.com/search?q=Rendimento+B%C3%A1sico+Incondicional


O Rendimento Básico Incondicional é um rendimento mensal para todos, independentemente das suas necessidades e sem quaisquer contrapartidas. Substituirá a maior parte dos subsídios e permitirá que todos possam viver com dignidade.
Na Finlândia e no Canadá já estão a decorrer projetos-piloto estatais; na Suiça o projecto foi discutido no Parlamento mas não foi aceite por não haver condições; na Alemanha e noutros países o assunto tem sido limitado a debates e algumas iniciativas privadas. Apesar disso, são boas notícias para os defensores do Rendimento Básico Incondicional, nos quais me incluo. 

Os críticos do projecto duvidam das possibilidades de financiamento e receiam o efeito que ele possa ter na sociedade. 
Os apoiantes, incluindo alguns empresários entre os quais os presidentes da Mercedes-Benz e da Siemens, consideram ser uma medida inevitável face à galopante digitalização e à consequente perda de lugares de trabalho e de rendimentos.   



sábado, 26 de janeiro de 2019

-" A robotização e as pensões de reforma"


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Há alguns dias foi publicado um estudo no qual se afirmava que a robotização iria acabar com 1,1 milhões de lugares de trabalho nos próximos 10 anos. É, sem dúvida, uma questão preocupante, principalmente, no que toca à sustentabilidade da nossa Segurança Social.
Não creio que isso aconteça em tão pouco tempo mas não tenho dúvidas de que é inevitável; e mesmo que tivesse, o fascinante cenário do vídeo que se segue dissipá-las-ia.

Vídeo

É evidente que pondo um robô a susbtituir um ou mais trabalhadores os encargos que a Segurança Social terá de suportar irão aumentar, enquanto o valor das Contribuições irá diminuir. Ora, aumentando, neste caso, os subsídios de desemprego e diminuindo as contribuições é lógico que a pressão sobre a S.S. irá aumentar e quando entrar em défice será o "canto do cisne".
Numa inquérito feito há dias, no meio universitário, a maioria dos estudantes não acreditava que fosse ter reforma.
Perante um cenário destes que medidas se irão tomar ? 
Ficaremos nas lamentações ou vai surgir alguèm que tenha a coragem de propor uma solução ?

sábado, 5 de janeiro de 2019

-" A nova religião ! ? ..."


Autor: Pedro Norton   








Fui convidado recentemente pelo meu Pai - o criador e detentor deste blogue - a interpretar o uso do telemóvel, pelas pessoas em geral, como sendo uma nova religião.
Na altura não compreendi de imediato o que é que isto poderia significar, nem tão pouco a dimensão desta perspectiva. Cheguei inclusive a considerar, primeiramente, que seriam de grande número os que desejariam dispor de uma inversão daquilo que são as escolhas comuns de hoje em dia: todas aquelas que os outros rejeitam ou então simplesmente esquecem ter. Como ter amigos e não estar com eles, poder ajudar alguém e simplesmente não querer fazê-lo e, especialmente, ter à disposição, uma vida social recheada de experiências sensoriais biológicas e optar pelas diferentes alternativas virtuais. 
Todas estas possibilidades apenas dizem ao nosso ego que podemos escolher. Passar os dias alimentando um estômago psíquico e uma fome insaciável de seguranças e convicções, sem razão de ser, como se de gula se tratasse. Só as ter. Só as sentir. Mas deveríamos fazer mais? Há 40 mil anos, bastava-nos isso para sermos felizes. No meio de predadores, risco de fome e tantos outros perigos conflituosos com a nossa sobrevivência, que mais poderíamos querer? Quando a medicina interrompeu a selecção natural do ser humano, a nossa espécie pouco mudou, existindo hoje em dia uma satisfação pela colmatação daquelas mesmas necessidades. Estamos socialmente seguros se tivermos o poder de rejeitar: basta-nos saber que há escolha. Estamos satisfeitos pela noção de sermos capazes de criar uma realidade melhor para quem está perto de nós, as outras tribos, os outros grupos, a nossa própria família, mas não necessitamos de o fazer. Nada disto era uma garantia nos nossos primórdios - estávamos todos em risco e só queríamos segurança e hoje ela não se mede pela quantidade de lanças que temos disponíveis ou pelo número de predadores existentes, mas sim pelos "likes" nas nossas fotos, actividades e alcance social virtual. Todos os nossos impulsos básicos biológicos e psicológicos foram transferidos de um mundo austero, perigoso, violento e selvagem para o único em que se tornou mais fácil este tipo de alimentação: o digital. 
Efectivamente a sugestão do meu Pai teve toda a lógica, sendo indiscutível que a fé e a prática religiosa foram os primeiros meios virtuais de satisfação egocêntrica e agora existem outros perfeitamente equiparáveis. A propagação da palavra dos profetas conseguiu uma alienação, na sua maioria inabalável, do cérebro dos fiéis seguidores - processo que envolve, obviamente, neurotransmissores e fenómenos neuroquímicos. Mas quando as religiões estavam a dar os seus primeiros passos, a palavra neurociência estava longe de ser inventada. Hoje a religião do telemóvel tem uma tremenda vantagem, pois consegue saber com exactidão que tipo de "Boa Nova" (novas aplicações) estimularão uma maior produção de dopamina no cérebro, o neurotransmissor responsável pela dependência, vício e prazer. Existem em construção projectos que constituem um autêntico "hackeamento" do cérebro, pelo design de um vício propositado, desenvolvido por neurocientistas. E outros que pretendem a criação de uma rede global de consciência onde possamos vir a estar todos em sintonia e partilha constante de pensamentos - imagino se a palavra privacidade existirá daqui a 20 anos. Felizmente alguns influentes também se encontram a investir em mecanismos digitais que se relacionam com o cérebro, em projectos sem fins lucrativos, com o único objectivo de evitar este "hacking" e proteger a dignidade humana, dotando-a na mesma de um acesso tecnológico que acompanhe os sinais do tempo.
Darei a conhecer todas estas iniciativas num próximo texto e recomendo reflexão sobre que tipo de relação, estabelecem na realidade, os leitores deste blog com o seu telemóvel. 

Contacto: neuroinvestigacao@gmail.com

domingo, 30 de dezembro de 2018

-" Reflexão sobre a megalomania "


A megalomania, ou seja, a mania de grandeza seja de bens ou de poder, afeta tantas pessoas que não há forma de obter dados estatísticos.
A mania das grandezas pode ser benéfica se o afetado tiver bom senso mas, na maoria dos casos, é fatal e resulta na falência financeira e social.
Megalomania é um transtorno psicológico definido por delírios e fantasias de poder, relevância ou omnipotência e é caracterizada por uma exagerada auto-estima das pessoas nas suas crenças e/ou poderes".
Nesta época desenfreada de consumismo, seria bom para todos, principalmente para os mais chegados, que os afetados pela megalomania fossem capazes de fazer um exercício de humildade identificando as vítimas da sua maneira de ser. Seria algo muito louvável que faria com que todos tivessem um melhor Natal.

-" O facebook e os sabichões "


Nesta quadra em que a solidariedade vem ao de cima seria bom que todos fizessemos uma retrospetiva do nosso comportamento, quer no facebook quer no dia-a-dia.
Todos nós já encontramos um "sabichão" que sabe tudo melhor que todos e sempre pronto a "ensinar" até quem tem melhor formação.
A propósito disto, surgiram, ultimamente, duas coisas que, creio, será de grande interesse pensarmos bem nelas e perguntarmos a nós próprios de que modo elas nos atingem.
Uma delas, é um estudo há pouco realizado que revela que os "sabichões"têm falta de metacognição ou seja, são inconscientes da sua ignorância. Só por si, este estudo já nos faz pensar no papel ridículo que teremos feito se alguma vez assumimos o papel de "sabichões"! ...
A outra, é a afirmação do filósofo Bertrand Russel que nos diz que "um dos problemas do mundo é que os "sabichões" estão cheios de certezas e os inteligentes cheios de dúvidas".
Seria muito bom se refletissemos sobre isto, com humildade, nesta quadra natalícia !

sábado, 24 de novembro de 2018

-"Reconstituição da Destruição de Pompeia"

Uma das maiores atrações turisticas de Itália é o campo arqueológico das ruínas da cidade de Pompeia, destruída no ano 79 dC pela erupção do vulcão Vesúvio. Foi uma erupção invulgar sem lava que, no primeiro dia, libertou um gás superaquecido com enorme energia térmica e, no segundo, uma gigantesca coluna de magma e cinzas de 27 quilómetros que, ao abater-se sobre a cidade, a enterrou dando sepultura a cerca de 2.000 pessoas, seguida de uma chuva de pedras superaquecidas que acabou por danificar o que restava.
O museu de Melbourne fez um vídeo que tenta recriar a destruição de Pompeia que, embora não correspondendo à versão conhecida, não deixa de ser impressionante e que pode ser visto a seguir.



Pompeia permaneceu enterrada durante 1.600 anos até que, em 1748, foi encontrada.
Em 1860, começaram os trabalhos arqueológicos e durante as escavações iniciais foram observados certos vazios que continham restos humanos, concluindo-se que eram resultantes da cobertura de material vulcânico que envolveu os corpos dos mortos. À medida que o corpo e a roupa se iam deteriorando, um espaço vazio era deixado. Este espaço vazio representava a forma exata do cadáver na hora de sua morte. Então, o arqueólogo Fiorelli desenvolveu a técnica de injetar gesso nesses espaços para recriar as formas das vítimas da tragédia.




Foram feitos mais de 1.000 moldes que são, hoje, uma atração turística para mais de 2,5 milhões de pessoas por ano.