Países dos leitores

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sábado, 13 de outubro de 2018

-"Comunidade Luso-Indiana"

Os portugueses estiveram na Índia durante quase cinco séculos ( 1498 a 1961 ), em 25 diferentes localidades por toda a península industânica. Ao longo desses cinco séculos, o intercâmbio físico, social e cultural foi tão forte que, dificilmente, se pode falar numa comunidade de luso-descendentes; não porque eles não existam, mas por se encontrarem dispersos pelo vasto território onde o portugueses se fixaram, bem como em Portugal e no estrangeiro.
A indiana talvez seja a maior comunidade de luso-descendentes embora não possa ser quantificada devido à sua dispersão.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

- "Angola na Comunidade "Portugee" ou "Melungeon".



A palavra "melungeon" será de origem angolana ? Será mais uma prova da origem portuguesa desta comunidade ?

Os membros daquela que pode ser a mais antiga comunidade de luso-descendentes desigam-se a si próprios "portugee" mas os restantes americanos dão-lhes o nome de "melungeons".




Alguns investigadores consideram que esta palavra é derivada da portuguesa "melungo" que, por sua vez, deriva da palavra "ma´luno", em quimbundo, que significa "companheiro" ou "amigo" e que foi adotada pelos marinheiros portugueses, de acordo com vários registos.

Há quem considere que o termo foi levado para a América pelos huguenotes que emigraram para a Virgínia em 1700, enquanto outros lhe atribuem, com forma perjorativa, origem inglesa ou turca.
São hipótese demasiado elaboradas sem qualquer fundamento científico.


Como resultado da investigação que fiz, é evidente que a hipótese de a palavra ter origem luso-angolana é a mais credível.

Arnaldo Santos Norton

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

-"A Primeira Comunidade de Luso-Descendentes"


 A Comunidade “portugee” pode ter sido criada pelos sobreviventes das caravelas de Gaspar e de Miguel Côrte-Real que teriam naufragado, em 1501, na costa da Terra Nova ou mais para Sul. Como percurso natural, penetraram nos Apalaches onde encontraram os índios cherokee, como prova a Pedra de Dighton, no Massachusetts, com as suas inscrições de 1511.

Esta minha hipotese contraria a que é apresentada pelo investigador Manuel Mira no seu livro (ver  https://rosadosventosan.blogspot.com/2018/09/mais-antiga-comunidade-de-luso.html


Ele parte do princípio que a comunidade dos” portugee” ou “melungeons”se formou com os portugueses que se fixaram, em 1567, na Florida e, mais tarde, se entranharam nas montanhas dos Apalches em busca de ouro.
É pouco provável que assim tenha sido visto o percurso da Florida a Massachusetts ser gigantesco e as inscrições na Pedra de Dighton terem sido feitas 56 anos antes.
(ver https://rosadosventosan.blogspot.com/search?q=Os+historiadores+renegados)


Desde 1452 que os portugueses, 40 anos antes de Colombo, navegavam ao longo do litoral do continente americano. Nesse ano, Diogo de Teive navegou próximo da Terra Nova, onde mais tarde, em 1474, João Vaz Corte-Real e Álvaro Martins Homem desembarcaram oficializando a sua descoberta. Consta que, em absoluto sigilo, em 1478 João do Estreito e Fernão Dulmoa chegaram à costa do que hoje é os Estados Unidos. Em 1491, Pedro de Barcelos e João Labrador exploraram a costa americana.
Em 1501, os irmãos Gaspar e Miguel Côrte-Real atingem, de novo, a Terra Nova (também conhecida como Terra dos Côrte-Real), onse se inicia a pesca do bacalhau.
No mesmo ano Gaspar Côrte-Real não regressa da sua nova viagem à Terra Nova, acontecendo o mesmo com seu irmão Miguel que o foi procurar.

Os "portugee" têm traços fisionómicos onde se identificam origens europeia, africana e índia.
A origem índia dispensa explicação, a europeia é explicada acima e a africana será, também, de membros das tripulações.




domingo, 23 de setembro de 2018

-“A mais antiga Comunidade de Luso-Descendentes ?...”

“Existe uma comunidade nos Estados Unidos que afirma ser de descendentes
dos náufragos de um navio português que afundou na época das Descobertas”.

Encontrei esta afirmação no decorrer
da investigação que fiz sobre as Comunidades de Luso-Descendentes num livro de Manuel Mira, um investigador há muito residente nos Estados Unidos, que faz revelações surpreendentes.
Segundo ele, existe uma comunidade em Sneedville, uma cidade nas montanhas Apalaches, que reclama a sua ascendência portuguesa e cujos membros se intitulam “portugee”. 


Teriam vindo para Sneedville no século XVII devido às precárias condições de vida no interior das Apalaches, onde viviam muito antes do domínio inglês. Na generalidade são denominados de “Melungeons” (melungos em português) devido aos traços fisionómicos onde se detetam origens europeia, africana e índia.
A única documentação encontrada sobre esta comunidade é o censo de 1784, no qual se afirma que a origem dos Melungos é portuguesa.
O autor refere a existência de uma placa algures onde se lê: “Em 1567 passou por aqui uma expedição espanhola comandada por Juan Pardo” e afirma ser do seu conhecimento anterior que Juan Pardo trouxera portugueses para a Florida. Mais tarde descobriu um livro sobre os Melungos onde se afirmava que estes seriam descendentes de portugueses e espanhóis que foram para certas zonas da Carolina do Norte à procura de ouro e que foram capturados ou auxiliados pelos índios Cherokee.

Ficam estas revelações e o tema para posteriores investigações.

sábado, 8 de setembro de 2018

-"Les portuguais": a comunidade de luso-descendentes de Casamansa, no Senegal"


Depois de 75 anos de domínio francês e de 37 anos de independência os crioulos de Ziguinchor ainda são conhecidos como "les portuguais".

Na margem do rio Casamansa, no Senegal, encontra-se a cidade de Ziguinchor que nasceu a partir de uma feitoria instalada pelos portugueses em 1645.
Da sua população faz parte uma classe social designada por "fijus di terra", constituída por descendentes de portugueses e mulheres de etnia Diola, que ainda hoje mantêm apelidos portugueses como Afonso, Barbosa, de Carvalho, da Silva, e da Fonseca, entre outros.
Esta classe social é dos proprietários da terra, e distingue-se dos demais grupos étnicos pela língua crioula, pela religião católica, pelas maneiras, hábitos e vestes europeus. Talvez a característica mais sonante desta população fosse o conhecido "Domingo de Ziguinchor" em que a população ia à missa e passeava com as melhores roupas e chapéus pelas ruas e jardins de Ziguinchor.


O objetivo da feitoria de Ziguinchor era o comércio com o reino de Casamansa, o reino mais amigo dos portugueses ao longo da costa da Guiné, cujo rei vivia à moda europeia, com mesa, cadeiras e roupas ocidentais, contando com muitos portugueses na sua corte.
Com o passar dos séculos Portugal deixou a região progressivamente abandonada, em favor de outras prioridades, vindo a feitoria a converter-se num simples presídio.
A região de Ziguinchor e de Casamansa foi cedida à França em 13 de Maio de 1886, após pertencer a Portugal durante 240 anos.
No censo de 1963, dos 42.000 habitantes de Ziguinchor, 35.000, falavam o crioulo (83%), e 30.000 tenham o crioulo como língua materna (71,4%).
Depois de 75 anos de domínio francês e de 37 anos de independência os crioulos de Ziguinchor ainda são conhecidos como "les portuguais".

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

-"Comunidade de TUGU (Indonésia)"


Tugu é uma aldeia a poucos quilômetros de Jacarta, a capital da Indonésia, mais precisamente na ilha de Java. Em Tugu sente-se uma tranquilidade típica das aldeias portuguesas para o que contribuem a igreja branca datada do século XVII e um largo com arvoredo que lembra o centro de algumas aldeias de Portugal.


Tugu foi formada no século XVII com os prisioneiros feitos nos territórios portugueses da Índia que os holandeses conquistaram. Com eles trouxeram um crioulo baseado no português que, juntamente com a língua portuguesa passou a ser a língua franca em Batávia (atual Jacarta), capital da antiga Holanda Oriental, bem como nos arredores.
Ainda no século XVII, após o fim do império colonial português no Sudeste Asiático, chegaram àquela zona comerciantes, artesãos e aventureiros oriundos de Malaca, Ceilão, Cochim e Calecute. O cruzamento entre os dois grupos fez nascer os chamados “Portugueses Negros”, que tinham em comum a língua portuguesa e a religião cristã.
Dos casamentos com mulheres portuguesas, os holandeses viram-se forçados a ter que aprender o chamado português corrupto, tanto para a vida doméstica como na comunicação com os povos locais.
Ainda durante muito tempo o português não corrupto foi a língua franca na Indonésia e na costa oriental indiana e utilizado como língua litúrgica, sendo até ensinado nas escolas. 

De 1670 a 1978 (mais de três séculos) a Comunidade de Tugu manteve a sua língua até à morte do seu último falante fluente, Joseph Quiko. Hoje a linguagem sobrevive apenas nas letras das músicas antigas do gênero Keroncong Moresco (Keroncong Tugu
). 

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

-"Indonésia": Comunidade de Luso-Descendentes de Lamno"


Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar à Indonésia, no início do século XVI e, apesar de terem-se estabelecido sobretudo na região oriental do país, alimentaram o sonho de controlar o comércio da pimenta desde a zona estratégica do Norte da Samatra até ao mercado chinês.

Criança de Lamno, Indonésia

Os portugueses da província indonésia de Aceh, conhecidos localmente como “olhos azuis”, estão em risco de se extinguirem desde que o tsunami de 2004 reduziu a comunidade de centenas de pessoas a menos de uma dezena. Antes do tsunami, a comunidade teria talvez cerca de 500 pessoas, enquanto que agora é difícil apontar um número, porque a região conta com descendentes de outros europeus e árabes.