Países dos leitores

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

-" Australiana analisa o povo português "

Investigadora australiana faz análise do povo português e mostra alguns dos seus hábitos.
Investigadora australiana faz análise do povo português e mostra alguns dos seus hábitos 

                       


Os portugueses falam bem inglês, percebem o espanhol, têm Sol e bom vinho, tratam bem das suas cidades mas subestimam as potencialidades do país.

 Estas são algumas das conclusões de Erin B Taylor, uma investigadora australiana do Instituto de Ciências Sociais, que publicou recentemente  um artigo sobre Portugal num site dedicado à antropologia.
 
No seu texto, publicado recentemente no site Popanth, Erin Taylor, que vive em Portugal há mais de um ano, faz uma análise pessoal e divertida do povo português e de alguns hábitos nacionais.  
A investigadora afirma, por exemplo, que os portugueses “vivem em casas pequenas mas adoram cães grandes”, ao contrário da Austrália onde, mesmo com casas grandes, as pessoas preferem cães pequenos. Erin especula que isto talvez aconteça porque os portugueses levam mais vezes os seus animais de estimação a passear na rua.
Erin salienta, no artigo, que embora os portugueses estejam constantemente a avisar que falar português não é o mesmo que falar espanhol, é possível falar com um português em espanhol. “Parece que os espanhóis não têm esta capacidade”, avisa a investigadora, “os portugueses conseguem compreendê-los (aos espanhóis) mas eles não percebem os portugueses”.
 
Modestos e tímidos
Num outro parágrafo, a investigadora garante que a maior parte dos portugueses fala inglês melhor do que parece. “Não se admire se descobrir, ao fim de umas semanas, que o senhor do café fala um inglês perfeito, mesmo que peça desculpa por não falar a sua língua”, diz Erin. Um fenómeno que a investigadora atribui ao facto dos portugueses serem “modestos e tímidos”. 

Sobre o vestuário, a autora do artigo considera que os portugueses gostam de roupa elegante mas “pouco ostensiva”, pelo que “os homens normalmente vestem calças com polos e as mulheres saias com tops casuais mas bonitos”.
 
Erin defende ainda que todo o país se revela extremamente cuidado com “calçadas de pedra”, “bonitos azulejos que indicam os nomes das ruas”, e modernos passeios nas zonas ribeirinhas. Comparando com outros países, a investigadora diz que os portugueses são “incrivelmente dedicados” às suas cidades.  

Erin elogia ainda a qualidade dos vinhos e da rede de transportes públicos, “bem desenhada e esteticamente agradável”, o sol que persiste ao longo do Verão e o facto das pessoas serem “educadas e prestáveis”. 
 
Apesar de tudo isto, diz a investigadora, os portugueses tendem a “subestimar o seu país. “Dizem que estão sempre em crise, que a burocracia é um pesadelo e que é tudo muito caro”, afirma Erin.
Isso faz com que, conclui a australiana, “muitos portugueses queiram fugir para outro país, enquanto todos os outros parecem querer vir para cá”. 


Fonte: "boas noticias"

sábado, 5 de outubro de 2013

- A revolução "3D print" avança para "4D"

Máquinas que se auto-reparam, estruturas que se adaptam às circunstâncias, móveis que procedem à sua própria montagem, objectos que mudam de forma, materiais que mudam o seu comportamento consoante o tempo … A revolução industrial “3D Print” está a passar a outra dimensão e a tornar-se “4D Print”, incorporando a quarta dimensão, o tempo.
Ainda a ‘milagrosa’ revolução industrial da “3D Print” está nos primórdios, ainda mal começou, ainda os seus efeitos não se fazem sentir e ainda a imensa maioria nem sequer ouviu falar dela, mas já se pergunta o que vem depois da 3D Print. Pois, será a… 4D Print!
Se a 3D Print já era difícil de imaginar, com esta evolução é um outro mundo que se nos apresenta, um mundo em que até os móveis (atenção Paços de Ferreira) serão capazes de se montar a si mesmos!

Isto que parece ser uma louca fantasia de alguns cientistas já tem o apoio das Forças Armadas dos EUA concretizado com um financiamento de 855.000 dólares

Será bom que a indústria civil não adormeça ! ...


Adaptado  do IE

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

-" A usurpação do termo " Espanha "

Por: Sérgio Rodrigues Salgado - Francesc Magrinyà




João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett (Porto 1799-Lisboa 1854) O célebre poeta português, Almeida Garret, que ainda estando contra da unidade política entre a Espanha e Portugal, dizia bem claro que os portugueses também eram espanhóis.

«Nem uma só vez se achará em nossos escritores a palavra «espanhol» designando exclusivamente ao habitante da Península não português. Enquanto Castela esteve separada do Aragão e já muito depois que unida, nós e as demais nações da Espanha, Aragoneses, Castelhanos, Portugueses, todos éramos, por estranhos e próprios, comumente chamados «espanhóis» assim como ainda hoje chamamos «alemão» ao Prussiano, Saxão, Hannoveriano, Austríaco: assim como o Napolitano, o Milanês, o Veneziano e o Piamontês recebem indistintamente o nome de Italianos. A perda de nossa independência política depois da jornada de Alcazarquivir, deu o título de reyes das Espanhas aos de Castela e o Aragão, título que conservaram ainda depois da gloriosa restauração de 1640. Mas espanhóis somos, de espanhóis nos devemos apreciar todos os que habitamos à Península Ibérica: Castelhanos nunca».

E eu ( Carlos Jorge Mota) agora acrescento:
Desde sempre defendi que o termo Espanha foi usurpado por "nuestros hermanos", nomeadamente o que fizeram espalhar pelo mundo acerca do significado de "hispânico", totalmente ao arrepio da verdade histórica. O Papa português João XXI, Pedro Julião de seu nome, nascido em Lisboa, ficou conhecido por Pedro Hispano. Hispânia não deriva de Espanha, mas sim o contrário. Tentativa hegemónica a que não estará alheio o facto de terem dado o nome "Ibéria" à sua Companhia Aérea de bandeira. Na atual Constituição Espanhola, a vigorar desde 1978, está escrito no seu Artigo 1º, Número 3, que a língua oficial de Espanha é o Castelhano, sem prejuízo de que nas Regiões Autónomas seja falada a respetiva língua (aquelas que a têm). Portanto, a designação Espanhol como língua é pura fantasia, artificialismo gerador de muita confusão, mas que não é ingénuo. Assimilar essa filosofia será contribuir para um objetivo eivado de razões políticas que já por si poderão ser apelidadas de um embuste. Somada a população que fala outras línguas, dentro da designada Espanha, diferentes do castelhano, duvido que o seu todo não seja superior às que falam unicamente o citado castelhano.

Portanto, Almeida Garrett já teria razão no seu tempo.

(Do Mural do Facebook de um amigo catalão, descendente de galegos, e que ama Portugal, publicado com sua autorização)

domingo, 29 de setembro de 2013

-" A Marinha Portuguesa "

Por: Arnaldo Norton

Marinha mercante, com maior ou menor significado, sempre existiu; mas a criação de uma
Marinha de Guerra foi mérito dos portugueses.
A Marinha de Guerra portuguesa é tão antiga quanto a nacionalidade e é considerada a mais antiga de todas as Forças Armadas do mundo, qualidade estabelecida por uma bula papal. Ainda hoje, em desfiles navais, os navios portugueses vão à frente, como reconhecimento da sua antiguidade.

A primeira batalha da Marinha portuguesa de que há registo deu-se ao largo do cabo Espichel, em 1180, tendo a esquadra portuguesa derrotado uma força invasora muçulmana.

Em 1312, por decisão do rei D.Dinis,é criada a Marinha Real e o cargo de Almirante-Mor.
O valor da Marinha de Guerra portuguesa está bem patente no Tratado de Windsor (1386), no 
qual o rei de Portugal se compromete a auxiliar militarmente o rei de Inglaterra enviando, 
anualmente, para aquele reino uma armada de dez galés
Quando no final do século XIV se inicía a expansão portuguesa a Marinha irá desempenhar o papel principal, explorando os mares e descobrindo novas terras.

Com a chegada à India e com o desmembramento da rota muçulmana/ veneziana das especiarias e consequente formação do monopólio português, a Marinha de Guerra passa a ter um papel decisivo na proteção dos navios mercantes e no combate às forças que se opunham ao domínio português atuando em todos os Oceanos..
O volume do comércio com a Ásia, a África e a América, fizeram com que Portugal tivesse necessidade de construir navios de maior capacidade de carga e de maior força bélica. Com a introdução da artilharia pesada a bordo dos navios a armada portuguesa adquiriu uma força inigualável.
No princípio do século XVI, Portugal tinha os maiores navios jamais concebidos, contando já com 400 de alto bordo, entre naus, galeões e caravelas. A Inglaterra tinha apenas 20 navios de alto bordo e Espanha menos de 70, entrte galeões e naus.
A nau São Gabriel deslocava 300 tonéis, a Fror de la Mar 400 e, em apenas dez anos, o tamanho dos navios mais que duplicou, chegando a atingir 1.000 tonéis como no caso do galeão Santa Catarina do Monte Sinai.
A nova tecnologia permitiu que naus e galeões, além de maior capacidade de carga, tivessem enorme poder bélico e pudessem transportar soldados. Nasceram, assim, os Fuzileiros Navais.
Como exemplos, posso referir:
a nau Fror de la Mar que deslocava 400 tonéis, tinha 40 canhões de bronze, com uma cadência de tiro de meio minuto e era uma autêntica fortaleza flutuante com  uma equipagem de 50 marinheiros e centena e meia de soldados equipados para a guerra;
e o galeão São João Batista, conhecido pela alcunha de Botafogo, o mais poderoso navio de guerra do mundo, topo de gama naquela época: 1.000 tonéis, 366 bocas de fogo de bronze e um esporão assombroso que rompeu as correntes que protegiam a cidade de Tunes, durante a batalha de Lepanto, na qual Portugal auxiliou as forças do imperador Carlos V.
É esta gloriosa Marinha que tem o lema:”A Pátria honrai que a Pátria vos comtempla”.

NRP Sagres o embelmático navio-escola da Marinha portugues

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

- "A Língua de Todos Nós"

Por: Ganganeli Pereira
A língua portuguesa depois de expandir-se do seu berço, Gallaecia/Condado Portucalense, até ao Algarve, a partir do século XV difundiu-se também nas costas africanas, americanas e asiáticas, incluindo as ilhas atlânticas, através da expansão ultramarina portuguesa. O português é hoje falado por mais de 260 milhões de pessoas, sendo a quinta língua mais falado no mundo. É língua oficial dos países da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste, bem como em Macau e Guiné Equatorial, como segunda língua de opção. Continua também a ser falada, embora em pequena escala, nos antigos territórios da Índia Portuguesa, em Goa, Damão, Dadrá e Nagar-Aveli, e Diu, integrados na UI em 1961 à força. Em Goa há instituições, como, a Fundação do Oriente e a Sociedade de Amizade Indo-Portuguesa, dedicadas ao ensino da língua portuguesa que é ensinada como língua de opção, nas escolas primárias, desde que haja número suficiente de alunos e professores disponíveis. A Universidade de Goa tem um departamento de português. Há também pequenas comunidades de pessoas que faziam parte do império português, até ao século XVII, que usam o crioulo português, espalhadas, pelas costas da Índia oriental e ocidental, Ceilão, Malaca, na Malásia, e na África Oriental. Na China e na União Indiana, além de Goa, também há a divulgação e o ensino da língua portuguesa aos estudantes universitários.


As comunidades portuguesas estabelecidas, em África do Sul, Venezuela, Estados Unidos de América, Canadá, França, Alemanha, Luxemburgo, Suiça e Inglaterra, são agentes da difusão da língua e cultura portuguesas, em cada um desses países. As comunidades de imigrantes que existiram em Portugal antes da crise económica (marroquinos, ucranianos, moldavos, russos, romenos, chineses e industânicos) também devem ter aprendido a falar a língua portuguesa, pelo menos como língua de trabalho no seu dia a dia. E com a atual crise da diaspora portuguesa, sobretudo da juventude universitária, a língua portuguesa está ainda mais difundida pelo nosso globo terrestre. Os seguintes vídeos são bem explicativos sobre a evolução da língua portuguesa no mundo: http://www.youtube.com/watch?v=bYd9HrqsbyI ehttps://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

sábado, 7 de setembro de 2013

-" No dia da Independência do Brasil ..."

... quero enviar a todos os irmãos brasileiros os meus parabéns e desejar que se esforcem para esclarecer os mitos e os enganos que deturpam a opinião que têm sobre os portugueses, do que a questão que se segue é um típico exemplo:

Como seria o Brasil hoje, se tivesse sido povoado e não explorado?
  • Publicado por Simone Lessa 
  • Gostaria muito de saber o que pensam os amigos do site sobre a questão do Brasil ao invés de ter sido colonizado com exploração, tivesse sido povoado, como os EUA, por exemplo.
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Eis o "vírus" que há anos infeta a opinião dos brasileiros mal informados acerca dos portugueses ! ...Digo "mal informados", e creio que com razão, conforme se depreende dos comentários de brasileiros que a seguir se reproduzem.
ANorton

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 Resposta de Andréia Martins
Olá, bom esta é uma boa questão para pensarmos, pessoalmente não gosto muito destes conceitos ou "títulos", colonia de exploração ou de povoamento. Se pararmos para pensar, toda a colonição daquela época era inevitavelmente de exploração, a sociedade experimentava o mercantilismo, o expansionismo, em minha opinião mais comercial que territorial. Se pensarmos em termos de América e rotularmos Estados Unidos como colônia de povoamento, devemos então lembrar que apenas o norte dos atuais Estados Unidos era colônia de povoamento;nos estados do sul o sistema era de exploração como aqui. Então poderíamos concluir que no norte não havia muito a ser explorado, por isso o desinteresse pela exploração lá. Também podemos cogitar que a Inglaterra da época não tinha tanta experiência em colonizar como tinha Portugal com vários exemplos de colonias "bem sucedidas". Lembre, conceito de colônia e lucro andavam juntos. Sendo assim poderíamos concluir dizendo que o fato de parte dos Estados Unidos da América ter se desenvolvido como colônia de exploração se deve a falta de expêriência Inglesa em produzir colônias.

Resposta de Guilherme Sarmento Filho

Sinceramente Simone Lessa, acho uma crítica enraizada no senso comum, e gostaria de referir aqui o livro do Sergio Buarque de Hollanda "Raízes do Brasil". Como gosta de afirmar meu mestre, o professor  Cesar Ornellas, "nem tanto a terra nem tanto ao mar"... Primeiramente a existência de uma estrutura de exploração comercial das riquezas naturais fazia parte da própria lógica do mercantilismo e foi posta em prática por todas as nações europeias, inclusive nos EUA, onde somente foi amenizada nas colônias do norte por questões estratégicas, como por exemplo o fato da região apresentar clima parecido com a da sua metrópole, trazendo como consequência o desinteresse em produzir o mesmo tipo de produto, para não criar concorrência. Em segundo lugar, o fato da exploração em si não significa inexistência de povoamento, muito pelo contrário, em diversas ocasiões foi mesmo estratégia para a manutenção do domínio régio, e no caso especifico de Portugal, como sugere o próprio Sergio Buarque, ou até mesmo Darcy Ribeiro, mas interessante no sentido de que, obviamente além da violência da dizimação por doenças e guerras "justas", uma miscigenação - bem ao gosto da mentalidade naturalista portuguesa da época e que pode ser vista também como uma violência dependendo do ponto de vista -, que não somente aculturou como também integrou os povos invadidos - indígenas e africanos -, ao sistema cultural dos invasores, influenciando por outro lado esse mesmo sistema invasor enormemente até ao ponto do que viemos depois a identificar como sendo genuinamente brasileiro, que é essa salada de fruta gostosa toda. Diferentemente, por exemplo, do que se configurou nos EUA, onde, além da exploração, o povoamento se fez com características de segregação racial. No Brasil colonial, residiram não somente comerciantes falidos ou bandidos como pretende o senso comum, mas toda uma variedade que ia desde o negro africano, o índio e o caboclo e mameluco, ao reinol português, nobre de sangue, e os luso-brasileiros, "homens bons", principais da terra que detinham o poder local e que podiam ser tanto brancos como miscigenados. Não podemos nos esquecer que essa gente toda, ao longo do cotidiano, criou sentimento de pertença com a terra, numa apropriação do lugar que, se se considerava parte integrante do império português, ao menos era o "seu" pedaço de império português e aqui foi que quiseram desenvolver suas famílias e construir suas riquezas.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

-" Catarina de Bragança: a princesa que "refinou" a Inglaterra"


Quando alguns Nobres portugueses chegaram à conclusão de que o negócio da venda da coroa de Portugal aos Filipes, tinha deixado de ser rendoso e tinha atingido a falência, resolveram mudar de rei.
Infelizmente, esqueceram-se de tomar providências quanto a uma prevísivel reação do rei deposto que, por um conjunto de circuntâncias, era, também, rei de Castela e de mais uns quantos territórios.
A guerra foi uma consequência lógica e o novo rei de Portugal, que precisava de aliados, encontrou a solução no casamento de uma das suas filhas com o rei Carlos II de Inglaterra.
A negociação do casamento foi difícil !
Carlos II tinha motivos para desejar mas, também, para temer tal casamento: desejava-o, porque a princesa era bonita e o dote poderia encher os seus falidos cofres; mas, também, receava que isso pudesse reacender a guerra com Espanha.
Resistiu até o dote da princesa ser irrecusável: foi o maior dote de que há memória no Ocidente! Portugal ficou falido, o rei português ganhou um aliado para a guerra com Espanha,  e a Inglaterra ganhou um capital que se transformou no mais rentável investimento da sua história: o império britânico!
Hoje, diríamos que Carlos II deu o “golpe do baú” !

A cerimónia do casmento realizou-se em Maio de 1662.
Asim, começou a parte infeliz da vida de Catarina de Bragança, uma princesa nascida e criada no seio de uma família com cultura, educação e hábitos tradidicionais portugueses que, por sua infelicidade, foi desterrada para uma corte que, contráriamente ao que alguns escritores e cineastas de pacotilha nos querem fazer crer, era rude e atrazada em relação à restante Europa.

Catarina, teve um papel importantíssimo na modernização da Inglaterra e na alteração da filosofia de vida dos ingleses pelo que,  embora não suficientemente, ainda hoje é admirada e homenageada.
Provocou uma autêntica revolução na corte de Inglaterra, apesar de ter sido sempre hostilizada por ser diferente mas nunca desistiu da sua maneira de ser, nem consentiu que as damas portuguesas do seu séquito o fizessem.
Tinha uma personalidade tão forte que conseguiu que aqueles (principalmente aquelas) que a criticavam, em breve, passassem a imitá-la.
E assim, se derem grandes alterações na corte inglesa:

O conhecimento da laranja
Catarina adorava laranjas e nunca deixou de as comer graças aos cestos delas que a mãe lhe enviava.
O costume do “CHÁ DAS 5”
Costume que levou de casa e que continuou a seguir organizando reunões com amigas e inimigas. Este hábito generalizou-se de tal maneira que, ainda hoje, há quem pense que o costume de tomar chá a meio da tarde é de origem britãnica.
A compota de laranja
Que os ingleses chamam de “marmelade”, usando, erradamente, o termo português marmelada, porque a marmelada portuguesa já tinha sido introduzida na Inglaterra em 1495.
Catarina guardava a compota de laranjas normais para si e suas amigas e a de laranjas amargas para as inimigas, principalmente, para as amantes do rei.
Ifluenciou o modo de vestir
Introduziu a saia curta. Naquele tempo, saia curta era acima do tornozelo e Catarina endandalizou a corte inglesa por mostrar os pés, o que era considerado de mau-gosto e que não admira devido aos pés enormes das inglesas. Como ela tinha pés pequeninos, isso arranjou-lhe mais inimigas.
Introduziu o hábito de vestir roupa masculina para montar.
O uso do garfo para comer
Na Inglaterra, mesmo na corte, comiam com as mãos, embora o garfo já fosse conhecido, mas só para trinchar ou servir. Catarina estava habituada a usá-lo para comer e, em breve, todos faziam o mesmo.
Introdução da porcelana
Estranhou comerem em pratos de ouro ou de prata e perguntou porque não comiam em pratos de porcelana como se fazia, já há muitos anos, em Portugal. A partir de aí, o uso de louça de porcelana generalizou-se.
Música
Do séquito que levou de Portugal fazia parte uma orquestra de músicos portugueses e foi por sua mão que se ouviu a primeira ópera  em Inglaterra.
Mobiliário
Catarina também levou consigo alguns móveis, entre os quais preciosos contadores indo-portugueses que nunca tinham sido vistos em Inglaterra.
O nascimento do “Império Britânico”
Como já se disse, o dote de Catarina foi grandioso pela quantia em dinheiro mas, muito mais importante para o futuro, por incluir  a cidade de Tânger, no Norte de África e a ilha de Bombaim, na Índia.
Traíndo os Tratados que tinham assumido e com a desculpa de que o rei de Portugal era espanhol, os ingleses conseguiaram, apesar do controle da Marinha Portuguesa, navegar até à Índia onde criaram um entreposto em Guzarate.
Em 1670, depois de receber Bombaim dos portugueses, o rei Carlos II autorizou a Companhia das Índias Orientais a adquirir territórios.
Nasceu, assim, o Império Britãnico !   

Hoje, há pouca gente que saiba a importância que a raínha Catarina teve para os ingleses e o carinho que eles tiveram por ela. A sua popularidade estendeu-se até à América, onde um dos cinco bairros de Nova Iorque (Queens) foi batizado em sua homenagem.
Em 1998, a associação “Friends of Queen Catherina” fez uma coleta de fundos para lhe erguer uma estátua; não o conseguiu, devido à oposição de alguns movimentos cívicos que acusaram Catarina de ser uma das promotoras da escravidão.
Mais uma vez, a ignorância venceu ! ...

Autoria de Arnaldo Norton