Países dos leitores

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

-"DESENRASCANÇO": a "arma" portuguesa que o Mac Gyver aprendeu a dominar"

  
Agora que o Mac Gyver vai voltar à TV em Portugal, parece-me oportuno recordar o texto que publiquei em 10.01.2014

A palavra que mais falta faz na língua inglesa ! ...

O sítio da internet CRACKED publicou uma lista das 10 palavras que mais falta fazem na língua inglesa e em primeiro lugar estava a palavra portuguesa “desenrascanço”. 
Publico a seguir a tradução do trecho do artigo que a ela se refere. 



“ Ser um Mac Gyver !
Esta é a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem recursos. É o cabide que Você usa para pescar as chaves do carro caídas na sanita, etc.O mais interessante sobre o desenrascanço é o que diz sobre a cultura portuguesa. Enquanto nós fomos criados no lema dos escuteiros “estar preparado”, o conceito dos portugueses é exatamente o oposto. Ideias e improvisos de última hora são habilidades muito valorizadas ao ponto de serem ensinadas nas universidades e nas forças armadas. Eles acreditam que esta capacidade de encontrar soluções casuais tem sido fundamental para a sua sobrevivência ao longo dos séculos."Fuck preparation ! ... They have desenrascanço !"Não se riam ! ...  Graças a isso eles conseguiram construir e gerir um império que se estendeu do Brasil às Filipinas."



De "Inteligência Económica" respiguei o seguinte comentário:

"Os americanos descobriram que os portugueses têm o que eles queriam ter mas nunca terão ... E os alemães ainda menos terão: DESENRASCANÇO.

“ Fuck preparation... They have desenrascanço !”, dizem eles e acrescentam “Não se riam. Desse modo eles conseguiram criar um império do Brasil às Filipinas”.O desenrascanço não tem, porém, nada a ver com a falta de preparação, como o texto do sítio americano sugere. O desenrascanço tem a ver com séculos, mesmo milénios, de ousar bater-se em guerras e outras situações para as quais os recursos eram, sistematicamente escassos e não eram, frequentemente, os mais adequados. E até, em certas épocas e ocasiões faltou um recurso imprescindível: uma liderança capaz e à altura. Pelo que, para não perder, sempre foi preciso “inventar”.Este posicionamento vulgarizou, entre os portugueses, a relação entre o fraco e o forte. Relação que se tornou uma constante na matriz portuguesa de  de estratégia. Sem recursos suficientes para as exigências das situações em que se batiam e, frequentemente, sem os recursos mais adequados, os portugueses tornaram o seu espírito e inteligência o recurso “gazua” para “ajeitar à tarefa aquilo de que dispõem: com o que têm “inventam” e fazem ...Num exemplo banal e clássico, em caso de curto circuíto, nenhum português esperará (como alemães e outros) pelo eleticista e, se um araminho não resolver a coisa, saca da “prata” do maço de cigarros e ... “fiat lux”. Assisti a uma estória destas com um português, radicado em Bruxelas, na sede europeia de uma multinacional americana, onde ele se encontrava por acaso.A tecnologia (a exploração do avanço tecnológico) mas também a finta e a manha são outras componentes da forma portuguesa da superação da escassez de recursos. E que aprenderam, ao longo de milénios, a ser capazes de combinar no último momento, desenrascando a situação. Nos últimos dois milénios, nas guerras travadas no seu extremo ocidental da Europa ou nas que travaram por todo o globo, os efetivos portugueses sempre foram inferiores aos que defrontavam. Pode ter havido exceções mas essa era a norma. Em suma, ao contrário do que dizem os autores do texto, o desenrascanço exige muito conhecimento e muito treino. Muita “preparation”, portanto.Veja-se Aljubarrota, esse momento por excelência do ser português. O campo de batalha a que os portugueses atraíram o invasor (com efetivos várias vezes vezes superiores e uma forte e numerosa cavalaria castelhano-francesa) foi “preparado” nas horas que antecederam a batalha. Mas a “preparação” do confronto apresenta as três caracteristicas acima referidas: a finta, a manha e a explotação do avanço tecnològico.O invasor é fintado quando é convencido de que a manobra portuguesa é algo completamente diferente daquilo que realmente era. A manha concretiza-se nas “covas de lobo”, semeadas no campo escolhido para a batalha, que neutralizaram o impacto da cavalaria sobre a pequena hoste portuguesa. A exploração do avanço científico manifestou-se na arma escolhida para ter a função principal: o arco grande, uma arma com capacidade para dizimar a cavalaria (como dizimou) e que, por isso mesmo, era absolutamente interdita de uso pela Igreja de Roma.A batalha que o invasor tinha imaginado não se deu. Pelo contrário, o que aconteceu foi uma das primeiríssimas batalhas em que a infantaria (apesar de em número inferior) dizimou a tradicional cavalaria e, por isso, e deste ponto de vista, Aljubarrota é também um toque de finados pelo feudalismo na Europa.

Improvisação e desenrascanço, sim, houve; mas muito bem “preparado”. Por isso é que aquele americano “fuck preparation” é um disparate de quem não percebeu nada do que é a matriz portuguesa de estratégia e não percebeu o que realmente é o “desenrascanço”.    



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

-" A Pororoca do surpreendente rio Amazonas"

POROROCA, é uma palavra Tupi / Guarani, que significa "grande estrondo".

O RIO AMAZONAS, tem a sua origem no Lago Mismi, a 5.500 metros de altitude, na Cordilheira dos Andes, no sul do Peru, com o nome de Ucayalli.




No seu trajeto, até à sua foz no OCEANO ATLÂNTICO, de 6.995,06 Km, o que o torna o segundo maior rio do mundo, tem carateristicas absolutamente únicas.
- - É transversal à quase totalidade da América do Sul

- - Tem mais de mil afluentes.



- - Desagua junto ao rio Tocantins, no norte brasileiro, numa foz que representa um delta e um estuário, o que o faz ser único no mundo.
- - Tem oito nomes ao longo do seu percurso.
- - Entra no Brasil com o nome de Solimões e só em Manaus, após a junção com o rio Negro, recebe o nome de Amazonas.
     Aqui dá-se o fenómeno de as águas dos dois rios não se misturarem.


- - Com mais de 7 milhões de km2, é a maior bacia hidrográfica do mundo.
- - A área coberta que na estação seca é de 110.000 km2, na época das chuvas atinge 350.000 km2.
- - A sua largura máxima que na época seca é de 11 km, na época das chuvas chega aos 50 km.
- - Apesar de ser um rio de planície, tem uma surpreendente profundidade de 100 metros, o que o torna navegável em toda a sua extensão.

Temos aqui reunidos os elementos e as condições que dão origem a uma pororoca.

Uma pororoca acontece quando as águas de um grande rio são impedidas de desaguar devido à maré-cheia de um oceano.
A pororoca maior do Brasil, é a que é provocada quando a maré-cheia do Oceano Atlântico choca com as águas do Amazonas impedindo-as de desaguar. Durante o choque, gera-se um estrondo enorme que se designa por pororoca.


As ondas geradas chegam a atingir 4 metros de altura e penetram no rio cerca de 50 km a uma velocidade de 20 km/h.


A paz regressa após uma hora e meia de luta. O fenómeno repete-se cada 12 horas.  


sábado, 26 de novembro de 2016

-"Empréstimos do Português ao idioma URDU


URDU é a língua oficial do Paquistão, de parte do Afeganistão e uma das 24 línguas nacionais da União Indiana. É uma língua indo-europeia que se formou com influência das línguas persa, turca e árabe. Escreve-se num alfabeto árabe modificado. Em tempo, foi considerada "a língua de cultura".




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Depois da chegada de Vasco da Gama a Calecute e os portugueses se terem fixado em várias áreas da Península Industânica, a sua influência começou a fazer-se sentir, de diversas formas, inclusive nas línguas, essencialmente no Urdu, no Gujarate, no Concanin e em dialetos falados nos arredores de Bombaim e no sul da Índia.
A primeira relação de palavras de origem portuguesa existentes no Urdu foi divulgada por Moulvi Abdul Haq, num artigo que publicou em 1949.
Um estudo mais apurado foi levadoa a cabo por Muhammad Umer, o que foi tema dum livro que publicou em 1955.
As palavras emprestadas pelo português e os esclarecimentos correspondentes, foram retirados de ambas as fontes acima referidas.


Se comer uma ALFONSO, uma variedade de manga, lembre-se que a palavra é uma variante do português. Em algumas partes do sul da Índia também lhe chamam hapus ou aapus.
ANANÁS, é mais uma palavra emprestada pelo português, quando trouxeram para a Índia este fruto originário das Américas Central e do Sul.
SANTRA ou SANGTRA, é o nome da laranja em Urdu, fruto que foi introduzido pelos portugueses, e é uma corruptela do nome de Sintra, uma localidade cerca de Lisboa, famosa pela cultura desse fruto.
PAPEETA, em Urdu, é o nome da papaia, fruto que os portugueses truxeram das Caraíbas.
ALMAARI, deriva da palavra portuguesa armário.
CHAABI, vem da palavra chave. Em algumas línguas do Ocidente da Índia, como o Gujarate, usa-se o termo CHAVI, como se vê muito semelhante ao termo original.

ANGREZ, é a palavra que designa um homem inglês e que tem uma interessante derivação: ANGREZAN ou ANGREZNI, uma mulher inglesa. Tem outra derivação mais interessante ainda: ANGREZIYET, ou seja, inglesisses.
AYA, tem o mesmo significado da palavra portuguesa aia.
ALPIN ou AAPIN, deriva do português alfinete.
ISTARI, ferro de engomar, vem da palavra estirar.
BAALTI, tem origem na palavra portuguesa balde e em algumas zonas também bacio.
PAADRI, vem da palavra portugues padre.
GIRJA, deriva da palavra igreja.
PAGAAR, significa salário, em Urdu, e começou por ser usado na costa Oeste e Sudoeste da Índia, especialmente em Gujarate e Bombaim. Mais tarde começou a ser usado com variações regionais. Como é óbvio, deriva da palavra pagar.
PIRACH ou PIRICH, deriva da palavra pires.
PIPA, é o mesmo que em português.
SAYA, é a peça de roupa saia.
NEELAAM, leilão.
TOLIYA, toalha em português.
Existem muito mais palavras de origem portuguesa no idioma Urdu, mas estas já nos dão uma ideia da influência que a língua portuguesa teve.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

-"Pedro Teixeira, um dos portugueses a quem o Brasil deve a sua dimensão geográfica"

                                                   Estátua de Pedro Teixeira, em Cantanhede
O seu maior feito começou a 25 de julho de 1637, quando partiu de São Luiz do Maranhão chefiando setenta soldados e mil e duzentos remadores e flecheiros indígenas, em 45 canoas, numa expedição com o objetivo de subir o rio Amazonas para confirmar a ligação entre o oceano Atlântico e o Perú.
Pedro Teixeira cumpriu o objetivo e foi muito mais além, só terminando a viagem em Quito, no Equador; crê-se que com a finalidade de tentar deslocar para oeste a linha do Tratado de Tordesilhas.

As autoridades espanholas locais reagiram, houve escaramuças, mas Pedro Teixeira conseguiu fundar a cidade de Franciscana na confluência dos rios Aguarico e Napo conseguindo, desse modo, confirmar a posse dessas terras para o Brasil.

Mas, a contribuição que Pedro Teixeira deu para a dimensão do Brasil já vinha de muitos antes.

Em 1615, tomou parte na campanha para expulsar os franceses de São Luiz do Maranhão.

Após a expulsão dos franceses, fez parte de uma expedição à foz do rio Amazonas, com a finalidade de consolidar a posse dessa região. Dessa expedição resultou a construção do Forte do Presépio que deu origem à atual cidade de Belém do Pará.

Em 1625, lutou contra os holandeses que tinham ocupado um Forte no rio Xingu.

Nesse mesmo ano, tomou parte na luta contra os ingleses nas margens do rio Amazonas.

Como reconhecimento por sua extensa lista de serviços prestados na conquista da Amazônia brasileira foi agraciado com o cargo de capitão-mor da Capitania do Grão-Pará  em 1640.

Pedro Teixeira nasceu em Cantanhede (Portugal) em 1570 ou 1587 e faleceu em Belém em 4 de julho de 1641, ano e meio após a sua tomada de posse.

É a homens como este que o Brasil deve a sua dimensão !

É a homens como este que o Brasil e Portugal devem a grandeza da sua história !

sábado, 5 de novembro de 2016

- "Palavras japonesas de origem portuguesa"


Nas suas viagens ao Oriente, os portugueses foram deixando a sua língua espalhada, em maior ou menor quantidade, entre vários povos que , ainda hoje, usam os termos que com eles aprenderam. Segundo alguns autores, existem cerca de 400 palavras de origem portuguesa no japonês atual.
No auge da influência portuguesa no Japão, seriam usadas cerca de 4.000 palavras de origem portuguesa.

Passamos a mencionar 6 palavras que podem ser consideradas representantes de grupos, mas podem encontrar muitas mais no seguinte endereço
https://pt.wikipedia.org/wiki/Palavras_japonesas_de_origem_portuguesa


- イギリス・英吉利 (igirisu): inglês; Reino Unido
-  フラスコ (furasuko): frasco
- ボタン・釦・鈕 (botan): botão 
- 木瓜 (marumero): marmelo
- パン・麺麭・麪包 (pan): pão
- パンドロ (pandoro): pão-de-ló
- Tempura- empanado de legumes

N.B.- ARIGATÔ, contrariamente ao que muita gente pensa,não é uma palavra de origem portuguesa.

        

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

- "ALZHEIMER" pode atacar nas faixa dos 30"


A DEMÊNCIA PODE COMEÇAR NA FAIXA DOS 30. CONHEÇA OS 7 SINAIS DE ALERTA !

A demência é uma doença que usualmente atinge indivíduos acima dos 65 anos de idade. No entanto, o início dessa enfermidade pode começar muito antes, em pessoas que ainda estão na faixa dos 30 anos. Caso esteja nesta faixa etária ou conheça algum parente que também esteja é importante que você saiba dos sintomas iniciais, que em alguns casos são difíceis de serem diagnosticados, para que o tratamento necessário seja aplicado pouco a pouco. Quanto mais cedo a doença for descoberta, mais rápido será o tratamento, evitando, assim, o seu progresso. Veja no vídeo abaixo 7 sinais de demência, para que assim você fique em alerta e cuide da sua saúde e de pessoas queridas!

Aguarde o vídeo