Países dos leitores

Países dos leitores

quarta-feira, 25 de junho de 2014

-" Portugal ganhou a "copa"

Uma perspectiva inteligente da actuação portuguesa no Brasil, em tempos de “Copa”. Vale a pena ler.



Por Norma Couri em 24/06/2014 

Carlos Drummond já dizia que não existe consolo na perda, o importante é ganhar. E o empate com os Estados Unidos no último minuto do jogo de domingo (22/6) não animou Portugal, que precisa vencer Gana na quinta-feira (26), e torcer para os Estados Unidos não empatar com a Alemanha – algoz dos portugueses com placar de 4×0. semana passada. Mas como tudo depende do ponto de vista, Portugal deve exultar pelas conquistas desta Copa no Brasil. Onde mesmo? Nos palcos, nas telas, nos livros, na arte e na imprensa que nunca antes na história deste país abriu tanto espaço e prestígio para a antiga Corte com quem travamos há cinco séculos uma relação de amor e… não ódio, gozação. Sem estreitar o oceano que nos separa.

Pelo menos sem deixar Portugal se tornar um imenso Brasil aqui dentro, como Chico Buarque pretendia ao cantar “Fado Tropical”. Ou como José Saramago torcia para que Portugal se deslocasse do mapa europeu e se unisse, num continente único, ao Brasil e à África (Jangada de Pedra,Companhia das Letras).
O que se ouviu na homenagem ao Dia de Portugal (10 de junho, comemorado dia 13) na sala de concertos mais luxuosa da América Latina, a Sala São Paulo, foi um Antonio Zambujo ecoar com acústica que atravessa séculos “ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal/ ainda vai tornar-se um imenso Portugal”. Eram 1.500 pessoas, 100 ficaram na porta, a maioria brasileira, cantando junto com a última descoberta musical do país, Antonio Zambujo, o preferido de Caetano Veloso. Com quatro CDs no Brasil – “Outro Sentido”, “Guia”, “Quinto”, “O Mesmo Fado” –, desde Amália Rodrigues um músico português não fazia tanto sucesso como este alentejano de 38 anos que faz reviravoltas rítmicas até em Lupicínio Rodrigues e virou xodó nas nossas praias. A plateia delirou. “Foi fantástico, não quero mais ir embora, quero morar aqui, neste lugar, nesta casa”, respondeu o músico que, quando menino em Beja, costumava tocar com talheres de madeira na falta de instrumentos próprios, não podia viver sem música.
Outros fantásticos cantores, compositores, instrumentistas passaram e passam por aqui: Sergio Godinho, Vitorino, o conjunto à capela Tetvocal, Eugenia Mello e Castro. Mas só nesta Copa do Mundo as fronteiras culturais ficaram escancaradas mesmo quando, três dias depois do show de Zambujo, o Brasil amargou a apatia dos portugueses na partida contra os alemães que há muito “jantam” a Europa no tabuleiro econômico.
Gol de placa
Portugal entrou para valer. Saramago ainda não conseguiu modificar o mapa do mundo, mas seu romance O HomemDuplicado está nos cinemas numa adaptação do canadense Denis Villeneuve e figura entre os melhores em cartaz, disputando plateia com o campeonato mundial. Manoel de Oliveira sempre foi cultuado, mas em círculos cinéfilos. José Fonseca e Costa já nos brindou com excelentes filmes como A Mulher do Próximo, com Fernanda Torres. Miguel Gomes começou a brilhar há dois anos no Brasil com Tabu, homenagem à obra de Murnau (1931). E Maria de Medeiros só agora emplaca na ex-colônia como atriz e diretora em filmes e peças, inclusive apresentando o show de Zambujo.
No sábado (21/6), um dia antes da partida contra os Estados Unidos, a imprensa brasileira abriu espaço para o livro Jogada Ilegal (Gryphus), do jornalista português Luis Aguilar, expondo os escândalos que cercam a cúpula do futebol (“Prosa e Verso”, O Globo, 21/6/2014, ver aqui). O mesmo jornal apresentou o perfil saboroso da poeta portuguesa nômade, Matilde Campilho, autora de Jóquei, que conquistou fãs como Chacal (“Matilde é um caso único de taquigrafia poética”). E no mesmo dia o Estado de S.Paulo reservou página inteira para a obra do escritor convidado para a FLIP, Almeida Faria. A Paixão (Cosac Naify) narra a agonia do regime de Salazar que dirigiu o destino de Portugal por mais de 40 anos.
Os azulejos da artista Manuela Pimentel, redesenhados sobre camadas de grafite, vão ser expostos no Rio de Janeiro em sua coleção “Murmúrios de Muros”, agora no Instituto Portoghese di Sant’Antonio em Roma – é o que nos informa O Globo em página colorida. Está em exposição no consulado português de São Paulo a obra de 60 anos do artista luso-brasileiro Fernando Lemos, “Desenho, Só Desenho – a Sós”. Isso para citar alguns.
Foi a surpresa da Copa, depois de ver nos alemães a alegria e os passos de “Lepo Lepo” que esperávamos dos portugueses, o que mereceu dos cariocas a piada “os brutos também amam”. Mas se houve decepção com o jogador mais rico do mundo, Cristiano Ronaldo – fortuna avaliada em R$ 450 milhões, salário anual líquido de R$ 51,7 milhões no Real Madri –, Portugal, o país, conquistou aqui a estrela da sorte.
Como lembrou Roberto Pompeu na última página da edição corrente de Veja, no artigo “Imagina na Copa”, duas Copas atrás Portugal tinha um jogador que se chamava Luis Boa Morte, e estava longe de inspirar bom agouro. Agora, do goleiro Rui Patrício ao meio campo João Moutinho, os nomes lusitanos nos conduzem aos romances portugueses do século 19. Um deles, Fábio Coentrão – sugere Pompeu – até podia ser um cunhado do padre Amaro.
Isso, sim, é uma vitória nunca alcançada, apesar de todos os esforços econômicos e políticos ao longo dos séculos. Não é que o golaço foi acontecer nesta Copa, pela lateral, sem bater na trave, distante das arenas e quando ninguém esperava? 
***
Norma Couri é jornalista

quinta-feira, 19 de junho de 2014

-" Conheça MANAUS, a capital da Amazónia"

Manaus, capital da Amazonia vai ver a Copa do Mundo numa participação “Portugal” X “Estados Unidos” e certamente reunir vários milhares de portugueses e luso-brasileirsos que se preparam para invadir o estádio manauara. Grupos de portugueses de Fortaleza, Belém, Recife e Salvador já se preparam. E no Teatro Amazonas haverá fados…
Localizada no coração da floresta amazônica e às margens do belíssimo rio Negro, Manaus é a principal metrópole e o mais popular destino turístico do norte brasileiro. Por estar cercada de natureza, a cidade é porta de entrada para diversos passeios ecoturísticos na região.
Um dos mais famosos é o tour de barco que leva os viajantes até o encontro dos rios Negro e Solimões. O curioso é que as águas – uma barrenta e a outra mais escura – seguem lado a lado por seis quilômetros sem se misturar. Além desse passeio, outra atividade ecológica imperdível é a visita ao Parque Nacional de Anavilhanas, um arquipélago fluvial com praias, ilhas, mangues e trilhas no meio da selva.
Já em terra firme, a capital amazonense encanta os turistas com seu rico patrimônio arquitetônico e cultural, como o imponente Teatro Amazonas – o maior símbolo da época em que a cidade prosperou com o ciclo da borracha. Para experimentar os sabores amazonenses e conhecer os produtos típicos, o recém-remodelado Mercado Municipal Adolpho Lisboa é parada obrigatória. Já para quem quer relaxar em uma praia, a orla de Ponta Negra oferece opções de lazer e um dos melhores pontos para observar o pôr do sol no rio Negro.
Campeonato do Mundo 2014
Durante o Campeonato do Mundo, Manaus receberá quatro jogos da primeira fase em sua moderna Arena da Amazônia: Inglaterra x Itália (14 de junho, às 18h), Croácia x Camarões (18 de junho, às 18h), Portugal x Estados Unidos (22 de junho, às 18h) e Suíça e Honduras (25 de junho, às 16h).
Vai visitar Manaus durante os jogos da Copa do Mundo? Então não deixe de conhecer a seguir os pontos turísticos imperdíveis na capital amazonense

Teatro Amazonas
Principal cartão-postal da cidade, o Teatro Amazonas foi inaugurado em 1896 como prova da prosperidade e riqueza do ciclo da borracha na região. Além da importância histórica, seu valor arquitetônico é único. Junto aos elementos neoclássicos, o edifício ganhou vários outros estilos que o caracterizam como uma composição eclética, com materiais e obras de arte trazidas da Europa. Sua imponente cúpula tem 36 mil peças de cerâmica esmaltada e o colorido é uma homenagem à bandeira brasileira. Com capacidade para 700 espectadores, o teatro realiza apresentações populares frequentes (muitas gratuitas) e diversos festivais de música ao longo do ano. O local é a casa da Companhia de Dança, Coral e Orquestra Filarmônica do Amazonas.
Serviço: Praça São Sebastião – Centro | Aberto de segunda a sábado, das 9h às 17h | Visitas guiadas de segunda a sábado, das 9h às 17h, com grupos saindo de meia em meia hora. Valor: R$ 10

Encontro dos rios Negro e Solimões
Um dos passeios turísticos mais populares de Manaus é o tour de barco que leva os turistas até a confluência dos rios Negro e Solimões. Por causa de suas diferentes temperaturas, densidades e correntezas, esses dois rios – um com água barrenta e o outro com aparência mais escura – seguem lado a lado por aproximadamente 6 km, sem se misturar. Além de observar esse espetáculo natural incrível, é possível ainda ter a companhia de botos que frequentemente aparecem no trajeto. Algumas embarcações combinam o encontro dos rios com visitas a igapós com vitórias-régias e algumas comunidades ribeirinhas.
Serviço: Amazon Explorers (saída de terça a domingo, das 9h às 15:30), Fontur (diariamente, das 9h às 17h). Valor médio: R$ 140

Mercado Municipal Adolpho Lisboa
Após ter ficado sete anos fechado para reforma e ampliação, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa foi reinaugurado no ano passado durante o aniversário de 344 anos da cidade. A restauração do edifício, que mistura vários estilos arquitetônicos, contemplou a repaginação de alguns espaços já existentes e novas áreas e boxes mais amplos. Ali, o turista faz a festa: são diversos pontos de vendas de produtos típicos na região, como frutas exóticas, peixes, sementes, chás e plantas medicinais da Amazônia.
Serviço: Rua dos Barés, n° 46 – Centro | Aberto diariamente, das 8 às 18h

Parque Nacional de Anavilhanas
Por meio de tours que partem de Manaus, é possível conhecer as belezas do Parque Nacional de Anavilhanas, que foi criado para preservar o arquipélago fluvial, a área de florestas, os ecossistemas existentes, além de praticar ações de educação ambiental e turismo sustentável na região. O parque, que abrange a capital amazonense e o município de Novo Airão, possui 350 mil hectares de rios labirínticos e floresta virgem. Em determinada época do ano, entre setembro e fevereiro, o nível do rio abaixa e o turista pode observar as praias com areias brancas que se formam e desbravar as trilhas no meio da selva.
Serviço: Os passeios com barcos e lanchas demoram de 3 a 9 horas para chegar ao local. A Arquipélago Tours (www.arquipelagotours.com) é uma das empresas que realizam o trajeto.

Palacete Provincial
Inaugurado em 1875, o Palacete Provincial abrigou originalmente órgãos da administração pública: a Assembléia Provincial, Repartição de Obras Públicas, Biblioteca Pública e o Liceu – atualmente conhecido como Colégio Amazonense D. Pedro II. Depois, por mais de 100 anos, o edifício serviu como quartal da polícia, até ser fechado em 2014 para reformas e reinaugurado dois anos depois. Hoje, é administrado pela Secretaria de Cultura do Amazonas e engloba diversos museus: Museu de Numismática, Museu da Imagem e do Som do Amazonas, Pinacoteca do Estado, Museu de Arqueologia e o Museu Tiradentes.
Serviço: Praça Heliodoro Balbi, s/n | Aberto de terça a quarta, das 9h às 17h; quinta a sábado, das 9h às 19h e domingo, das 16h às 20h | Atração gratuita

Palácio Rio Negro
Construído no final do século 19 para ser a residência oficial do barão Waldemar Scholz, o Palácio Rio Negro é outro belíssimo exemplar arquitetônico da época do ciclo da borracha. O prédio abrigou até 1995 a sede do governo estadual e, hoje, funciona como um centro cultural. Além da fachada, pisos, objetos e alguns exemplares de mobílias originais, o lugar conta com exposições permanentes e temporárias, galeria de honra dos ex-governadores, visitas guiadas ou teatralizadas e outras atividades culturais.
Serviço: Avenida Sete de Setembro, 1540, Centro | Aberto terça a sexta, das 10h às 16; domingo, das 17h às 20h

Catedral Metropolitana de Manaus
Erguida de frente para o Porto e o rio Negro por volta de 1695, a Catedral Metropolitana de Manaus foi a primeira igreja a ser construída na cidade. Em 1850, a então Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição sofreu um incêndio e teve que ser totalmente reconstruída. A atual edificação, em estilo grego, teve grande parte do seu material trazido da Europa, principalmente de Portugal. As telhas vieram de Nova Rainha, município amazonense conhecido hoje como Parintins.
Serviço: Praça Oswaldo Cruz, s/n – Centro

Praia da Ponta Negra
Localizada a 13 quilômetros do centro de Manaus, a Praia da Ponta Negra é um dos principais pontos turísticos da capital amazonense. Se antes o bairro era uma região isolada do restante da metrópole e sem muitos atrativos, hoje Ponta Negra tem muito a oferecer ao visitante. Além da orla voltada para o rio Negro, a área conta com shopping, condomínios de alto padrão, anfiteatro, mirantes, restaurantes, estacionamento e equipamentos desportivos. Com o aterro realizado recentemente, a praia, antes só vista em períodos de seca, pode ser aproveitada durante todo o ano. Nos finais de semana, a avenida que cruza a orla fecha e os moradores e turistas podem desfrutar de um calçadão para correr, caminhar, andar de skate, patins ou admirar o belíssimo pôr do sol sobre o rio Negro.

Arena da Amazônia
O famoso estádio Vivaldo Lima, o Vivaldão, cedeu lugar para uma nova e moderna arena multiuso com capacidade para receber até 44,5 mil espectadores. A Arena da Amazônia foi construída de acordo com conceitos de sustentabilidade e sua arquitetura buscou inspiração na floresta amazônica, com a fachada e cobertura lembrando um gigantesco cesto de palha indígena.
O estádio abriga camarotes, elevadores, 400 vagas em um estacionamento subterrâneo, acessibilidade para portadores de necessidades especiais, restaurante, sistema de aproveitamento de água da chuva, estação de tratamento de esgoto e ventilação natural para redução do consumo de energia. Durante a Copa, a arena receberá quatro jogos da primeira fase: Inglaterra x Itália (14 de junho, às 18h), Croácia x Camarões (18 de junho, às 18h), Portugal x Estados Unidos (22 de junho, às 18h) e Suíça e Honduras (25 de junho, às 16h).
Serviço: Avenida Constantino Nery, s/n – Flores (entre o aeroporto e o centro histórico da capital amazonense) | arenadaamazonia.co

quarta-feira, 23 de abril de 2014

- " Onde os Portugueses deixaram a sua "Pegada"


PAÍSES E TERRITÓRIOS ONDE OS PORTUGUESES DEIXARAM A SUA “PEGADA”


Além dos países e territórios a seguir mencionados, onde a "pegada" pôde ser identificada, existem outros com fortes indícios mas que ainda não puderam ser comprovados cientificamente. Estima-se que a totalidade dos países e territórios nos quais a influência dos portugueses se fez sentir seja de cerca de 55 nos quatro cantos do mundo.


Norte de África

MARROCOS


Ceuta (1415-1640); Alcácer-Ceguer (1458-1550); Aguz (1506-1525); Tânger (1471-1662); Arzila (1471-1550,1577-1589); Mazagão (1485-1769); Ouadane (1487- sécXVI);
Agadir (1505-1769) Safim (1488-1541); Mogador (1506-1525); Azamor (1513-1541)


Árica Subsariana
 

MAURITÂNIA - Arguim (1455-1633)

CABO VERDE - (1642-1975)
SENEGAL - Ziguinchor (Casamança) (1645-1888)
GUINÉ-BISSAU - (1879-1974)
GANA - Acra (1557-1578) Costa do Ouro (1482-1642) São Jorge da Mina (1478-1778)
BENIM - Fortaleza de São João Baptista de Ajudá (1680-1961)
GUINÉ EQUATORIAL - Ano Bom (1474-1778) - Fernando Pó (1478-1778)
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE - (1753-1975)
ANGOLA - (1575-1975)               CABINDA (1883-1975)
MOÇAMBIQUE - (1501-1975)
TANZÂNIA - Quíloa (1505-1512)
ZANZIBAR - (1503-1698)
QUÉNIA - Melinde (1500-1630) - Mombaça (1593-1698, 1728-1729)
IÉMEN - Socotorá (1506-1511)



Ásia Ocidental 

OMÃ - Mascate (1515-1650)
IRÃO - Ormuz (1515-1622) Bandar Abbas (1506-1615)
BAHREIN - (1521-1602)  


Subcontinente Indiano 


ÍNDIA


Laquedivas (1498-1545); Cochim(1500-1663); Coulão(1502-1661); Cananor(1502-1663); Nagapattinam (1507-1657); Goa (1510-1962); Calecute (1512-1525); Maldivas (1518-1521,1558-1573); Paliacate (1518-1619); Chaul (1521-1740); São Tomé de Meliapor (1523-1662) (1687-1749); Chittagong (1528--1666); Salsete (1534-1737) Bombaim (Mumbai) (1534-1661);Baçaim (1535-1739);); Diu (1535-1962); Cranganor (1536-1662); Surate (1540-1612)
Thoothukudi (1548-1658); Damão(1559-1962); Mangalore (1568-1659); Hughli (1579-1632); Masulipatão (1598-1610); Dadrá e Nagar-Aveli (1779-1954)

SRI LANKA - Ceilão Português (1518-1658)
  
BANGLADESH - Chittagong (1528-1666)


Ásia Oriental e Oceânia

INDONÉSIA


Bante (séc. XVI-XVIII); Flores (século XVI-XIX) Macáçar (1512-1665);

Ternate (1522-1575), Molucas (Amboina) (1576-1605) Tidore (1578-1650) 

MALÁSIA - Malaca Portuguesa (1511-1641)

TIMOR PORTUGUÊS (Timor-Leste) (1642-2002)

CHINA - Macau (1557-1999)

JAPÃO - Nagasaki (1571-1639)


América do Norte

TERRA NOVA - (1501–1570?); LABRADOR - (1501-1570?); NOVA ESCÓCIA (1519–1570?)


América Central e do Sul

BRASIL - (1500-1822);

BARBADOS - (1536-1620)

URUGUAI - Colónia do Sacramento (1680-1777); Província Cisplatina (1808-1822)
GUIANA FRANCESA
(1809-1817)

  CURAÇAO;     ARUBA;    BONAIRE;     SURINAME .

domingo, 13 de abril de 2014

-" Fortaleza faz hoje 410 anos "

Toda a verdade sobre o 13 de abril. Fortaleza tem 410 anos, a 
Camara Municipal 313 e alguns políticos dizem que tem 288.



Praça de Portugal em Fortaleza

Imagine uma cidade que completasse 288 anos e a câmara dos vereadores, 313. Pois esta cidade existe e chama-se Fortaleza. Adauto Leitão de Araújo Júnior, historiador e pesquisador do Marco Zero de Fortaleza chama a atenção dos fortalezenses para isso.
Diz ele que Fortaleza, na verdade, está completando 410 anos e não 288 e que o início de sua fundação data de 1604 quando Pero Coelho de Sousa, acompanhado por Martim Soares Moreno, esteve no Ceará, a primeira vez, e aqui levantou o Fortim de Santiago às margens do Rio Ceará, na Barra do Ceará. Não fosse isso, diz Adauto, Fortaleza não existiria. E diz por quê. A origem do Brasil, segundo ele, se deu, de fato, quando a Coroa Portuguesa instituiu as Capitanias Hereditárias. Assim, surgiu a Capitânia do Ceará que seria governada por Antônio Cardoso de Barros. Como Antônio Cardoso de Barros não veio para o Ceará, as terras destinadas a esta capitania poderiam ter ficado com a capitania do Pará ou do Rio Grande do Norte. Neste momento surgem Pero Coelho de Sousa e Martim Soares Moreno para salvar a situação. Pero Coelho levanta o Fortim de Santiago e Martim Soares o de São Sebastião.
A fundação de Fortaleza, portanto, data daí, segundo Adauto Leitão. E se alguém levanta a hipótese de que o Forte de Santiago e de São Sebastião são dois casos isolados na história do Ceará, Adauto responde. Diz que a Câmara Municipal de Fortaleza tem 313 anos e funcionou, a primeira vez, na Barra do Ceará e não na Luciano Cavalcante,  onde se encontra atualmente. E conta a história. Aquiraz era uma região rica no século XVIII e, como toda região rica, resolveu se tornar autônoma para não pagar pelo transporte de cana-de-açucar na Barra do Ceará. A cana-de-açúcar, afinal, saía de Aquiraz, em lombo de burro, e ia dar na Barra de onde partia, em seguida, para seu destino final. Como não havia ainda a ponte dos ingleses nem o porto do Mucuripe, a única saída dos produtores de cana-de-açúcar de Aquiraz era levar tudo para a Barra e embarcar. A despesa era grande e, por causa disso, os portugueses que moravam em Aquiraz se revoltaram. Pararam de mandar açúcar para Fortaleza. Reuniram-se e redigiram uma ata na qual propugnavam a formação de uma câmara municipal. A primeira do Ceará. Mas cometeram um erro. Não passaram esta informação para Pernambuco, jurisdição à qual o Ceará estava subordinado, nem para Salvador, Bahia, onde ficava o Governo-Geral. Mandaram uma carta diretamente para Portugal levada por um de seus representantes. Em Portugal o rei quis saber o que, de fato, estava acontecendo e enviou um emissário para Pernambuco a fim de saber se o povo da Barra do Ceará concordava ou não com aquela câmara e, como resultado, surgiu a primeira câmara de vereadores do Ceará na Barra e não em Aquiraz.
Datas Indicativas
As datas indicativas para se comemorar o aniversário de Fortaleza antes de 13 de abril que, segundo Adauto, foi uma decisão da ex-prefeita Luizianne Lins, eram duas. O Marco Zero, com a chegada de Martim Soares Moreno e Pero Coelho em 1604; o 13 de abril de 1726 que se relaciona com Aquiraz e uma terceira: a formação da câmara dos vereadores em 1701. Como não havia uma data precisa, a Doutora Leirice Porto, que trabalhou em vários governos de Fortaleza ao longo de sua vida, tinha o hábito de comemorar o aniversário de Fortaleza com uma peça de teatro às margens do Rio Ceará na qual mostrava, para os presentes, como teria sido a chegada de Martim Soares Moreno na Barra. Na peça, que contava com a participação da Comédia Cearense, Martim Soares Moreno era interpretado por Jorge Nerdau enquanto Ary Sherlock fazia outro personagem. Nesse tempo, continua o historiador, ninguém gastava muito dinheiro com o aniversário de Fortaleza. Hoje gastam milhões para apagar a memória da cidade e não para manter. Naquela época, pegava-se um grupo de teatro cearense e trabalhava-se com ele. Hoje, o aniversário de Fortaleza deixou de ser uma data histórica para se tornar política.
Outra disparidade, diz Adauto. Todas as cidades oriundas das Capitanias Hereditárias, segundo ele, têm mais de 400 anos. São Paulo, por exemplo, comemorou 450 agora em janeiro. Rio de Janeiro comemora 460 daqui a um mês. Salvador completará 475 e Recife 470. Só Fortaleza completa 288. E o pesquisador do Marco Zero de Fortaleza pergunta: será que há interesse, por parte de alguns políticos, em transformar a capital cearense em uma cidade moderna como se isso fosse mais importante do que ser antiga ou será que pensam que cidades modernas não podem conviver com outras, centenárias? Se fosse assim, conclui, Roma, Paris e Berlim teriam destruído seus monumentos. E não é o que acontece. Há, portanto, possibilidades de o futuro conviver com o passado sem deixar de se usufruir dos benefícios do presente tais como energia solar ou aproveitamento dágua potável.
Fonte: “o estado

sábado, 12 de abril de 2014

-" Conheça a verdadeira casa dos “Flintstones”, em Portugal "

Conhecida na região como “Casa dos Penedos” ou dos “Flintstones”, o local atrai turistas para conhecerem a casa feita totalmente de pedras na região de Fafe. O estilo de vida natural é tão levado a sério que a casa não possui energia elétrica.



Feita totalmente em pedra, a casa construída em 1972, seria o local de descanso de uma família portuguesa, mas virou um atrativo turístico. A casa que ficou famosa por seu estilo peculiar está localizada na região de Fafe, no norte de Portugal, a cerca de 10 quilômetros da cidade com o mesmo nome.
Conhecida na região como “Casa dos Penedos”, por estar construída entre quatro grandes pedras (penedo quer dizer “pedra grande”), ela demorou dois anos para ficar pronta e as únicas coisas que não são de pedra, são as janelas e portas (ambas de madeira).


A casa é a grande atração turística da cidade de Fafe que possui 14 mil habitantes e incríveis 36 igrejas. Por mais que o local se tenha transformado num ponto turístico, a “Casa dos Flintstones” não está aberta ao público. Porém, é possível apreciá-la por fora e sentir-se na Idade da Pedra.
Por mais que não possa conhece-la por dentro, não é proibido dar uma espiadinha pelas janelas. Todos os móveis são feitos de troncos de madeira que foram reaproveitados. Por exemplo, o sofá foi criado a partir de um grande tronco de eucalipto e pesa mais de 350 quilos.
Segundo informações de Victor Rodrigues que é o proprietário do imóvel, a casa de dois andares não possui energia elétrica, pois ele acredita que o local incomum representa o caminho entre as pessoas e a natureza.
Localização
A “Casa dos Penedos” está localizada entre as cidades de Fafe e Celórico de Basto, no norte de Portugal, no distrito de Braga. Fafe está situada há mais de 300 km ao norte de Lisboa, capital de Portugal.
.
Adaptado de material de Dennys Marcel

terça-feira, 25 de março de 2014

-"Como uma fístula anal deu origem ao hino inglês"

O caro leitor era capaz de imaginar que o hino inglês foi criado graças à fístula anal de um  rei francês ? ...
Há quem diga que assim foi, embora os historiadores ingleses procurem negar; mas como os historiadores ingleses não merecem crédito, acreditamos na versão apresentada pelo guia cultural do museu do Louvre e do palácio de Versailles que se segue. 


Por Tom Pav
esi (
 publicado na revista Cultura & Arte ( Brasil )
Em1686, Louis XIV, 48 anos, o soberano mais poderoso da Europa,estava  prestes a perder uma batalha de ordem privada, uma batalhcontra uma doença incómoda:
O rei sofria os horrores de uma fístula anal.


Seu médico, Antoine D Aquin, tentou resolver o problema com os meios disponíveis na medicina da época: remédios, pomadas, cataplasmas e outras aplicações cutâneas reputadas como sendo perigosas. Nada ! ...
O  rei prostrado anulou  festas,  cavalgadas  e aparições em público e, da sua cama, ditava ordens e dirigia o país. O rumor  era que o rei estava morrendo.
Um dia, o cirurgião Charles-François Félix de Tassy, depois de testar em pobres, mendigos e pacientes abandonados em hospitais e hospícios um método inovador de tratar essa doença, tomou a decisão de operá-lo. E assim foi feita uma incisão no canal do ânus real com um bisturi de lâmina curva, inventado especialmente para esta intervenção cirúrgica.
A operação, realizada sem anestesia, foi um sucesso. Louis XIV aguentou tudo, afrontou o mal com muita coragem e, como nas batalhas, foi vitorioso de uma guerra dada por muitos como perdida. No mesmo dia, após um leve descanso, encontrou com ministros, tratou de assuntos cotidianos e diplomáticos e fez uma aparição pública para ser aclamado pela corte.
O rei voltou mais forte, divino, mais soberano do que nunca.
Após a cirurgia, Louis XIV fez uma visita à Maison Royale de Saint- Louis, escola recém-construída para as filhas de nobres mortos pela França. A religiosa fundadora, Madame de Brinon, querendo agradar o rei, escreveu um texto para ser declamado pelas alunas: Grand Dieu sauve le Roi. Mais tarde este poema foi colocado em música pelo compositor   oficial   de   Versalhe Giovanni   Battist Lulli e se transformou  em  hino  real  francês até final da monarquia absoluta em 1792.



GranDieu, sauvez le Roi !
GranDieu, vengez le Roi !

Vive le Ro!

Quà jamais glorieux

Louis victorieux

Voye ses ennemis

Toujours soumis




Vinte e oito anos mais tarde, o compositor alemão Georg Friedrich Händel, convidado em  Versailles conseguiu  permissão  para copiar o texto e a música.


Traduzido para o inglês pelo músico e poeta Henry Carey,  ndel vende ao rei da Inglaterra, Georges I, a “nova” composição, God Save the King.










God save our gracious King,
Long live our noble King,
God save the King !
Send him victorious,
Happy and glorious,
Long to reign over us,
God save the King !


E foi assim que graças à colaboração de uma francesa, Madame de BRION,  de um italiano, LULLY, de um inglês, CAREY, de um alemão, HAËNDEL, de um bisturi inventado por um dico francês e da fístula anal de Louis XIV nasceu o hino nacional actual da Inglaterra:


                                         God Save the King (Queen).